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PL está em tramitação na Câmara e
não tem data para ser votado
O projeto de lei com maior apoio popular em tramitação na Câmara dos
Deputados - e que beneficia diretamente o consumidor ?, continua
ignorado pelos parlamentares. O PL 5476/2001 propõe o cancelamento da
taxa da assinatura básica na telefonia fixa.
Desde 2001, quando foi apresentado pelo deputado Marcelo Teixeira
(PMDB-CE), já recebeu mais de 1,3 milhão de manifestações de apoio de
consumidores - é o que tem a maior adesão da população na Câmara. Se
aprovado, as concessionárias cobrarão apenas o valor correspondente às
ligações realizadas. Hoje, além disso, o usuário tem de pagar uma taxa
fixa pelo serviço.
Esse assunto já foi articulado, inclusive em nível estadual, mas é
barrado quando chega ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ).
De acordo com o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) que apoia o
projeto, o sistema onera demais o assinante. “Tenho pressionado para que
o projeto seja votado o mais rápido possível, pois os usuários saem
prejudicados. Mesmo quem usa pouco o telefone tem de pagar assinatura
alta”. O PL está em tramitação na Câmara e não tem data para ser votado.
Além das iniciativas no âmbito político e do apoio da população, o
assunto ainda ganha força com entidades de apoio ao consumidor. A
Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste), está em
campanha desde fevereiro de 2008 a favor da redução da assinatura
básica.
“Quando o setor de telefonia foi privatizado no Brasil, os
consumidores pagavam uma taxa elevada pelo serviço, para que o dinheiro
fosse investido na implantação de toda infraestrutura. A rede já foi
implantada e nós continuamos pagando um preço alto”, explica Maria Inês
Dolci, coordenadora institucional da Associação.
A Pro Teste defende ainda ligações locais ilimitadas. “Os planos
básicos dão direito a 200 minutos. Se o usuário quiser usar mais, tem de
pagar”, afirma Maria Inês.
DISPONIBILIDADE TEM UM PREÇO - O gerente geral de
competição da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), José
Gonçalves Neto, explica que a cobrança mensal da assinatura se justifica
pela disponibilidade do serviço. “Independente de usarmos ou não a
linha, ela está à disposição e precisa de manutenção”.
Neto ressalta ainda que o valor da assinatura não pode ser
questionado separadamente, e sim junto a uma sexta, que inclui o valor
da ligação por minuto. “Isso porque as companhias tem liberdade de
reajustar os pacotes (aumentar a assinatura e diminuir o valor por
minuto e vice versa), desde que respeite as determinações da Anatel”.
Mesmo assim Neto admite: “A assinatura é cruel com o usuário que usa
pouco o telefone. Estamos tentando fazer uma sexta que funcione
medianamente. As possibilidades estão sendo avaliadas para 2011.”
Em relação à questão levantada pela Pro Teste que sugere a redução da
taxa por causa do término da instalação da infraestrutura, Neto afirma:
“A Anatel avalia as condições econômicas das concessionárias todo ano.
Se houver tendência de enriquecimento de um dos lados, haverá ajustes
tarifários.”
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