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Livraria Apresentação do Negócio Um pouco da História do livro Há séculos os livros fazem parte da vida das pessoas, assumindo os mais diversos papéis: excelente companheiro, fonte de conhecimento e de reflexão, propagador de idéias, meio de vida para aqueles que escrevem, editam e comercializam. O pensamento corre o mundo através da palavra escrita há 5.000 anos. Primeiro pelas tapuias de argila da Mesopotâmia, pelos rolos de papiro do Egito, e pelos pedaços de cadeira e tiras de seda da China. A Antigüidade Clássica registrou o pensamento dos seus poetas, dramaturgos e filósofos nos volumes, longas tiras de papiro enroladas. Depois veio o pergaminho (base para escrita feita do couro curtido de animais), em substituição aos primeiros materiais, e o códice - conjunto de folhas superpostas e costuradas ou presas do lado, semelhantes à atual forma do livro, que se impuseram no Ocidente ao iniciar-se a Idade Média. O papel, material de fibra vegetal desenvolvido pelos chineses, só chegou à Europa no século X, pelas mãos dos conquistadores árabes. E seu uso ainda levou quinhentos anos até ser disseminado, graças a Gutemberg, que o utilizou como base para a reprodução e multiplicação do livro - até então manuscrito -, através da impressão. E da livraria Uma livraria, de acordo com a enciclopédia virtual Wikipédia, é um tipo de varejo que vende primariamente livros, mas que atualmente, além de um espaço cultural, é bastante comum esses estabelecimentos comercializarem também artigos de papelaria, CDs, DVDs, acesso à internet e, até mesmo, cafés dentro da própria loja, tornado-se mais do que um estabelecimento que vende livros. Outro tipo comum de livraria é a on-line e o sebo, que compra e vende livros usados, quase sempre por preços muito mais baratos que novas edições. As livrarias podem diferir em tamanho, de um comércio local oferecendo centenas de títulos, há grandes cadeias que oferecem mais de 200.000 títulos. As livrarias online podem oferecer, muitas vezes, ainda mais títulos. Até chegar aos patamares alcançados pelo mercado livreiro nesta década, a jornada foi árdua dando início no Brasil colonial, a partir do início do século 19. A sua expansão se deu com a chegada de D. João VI, em 1808, ao Rio de Janeiro. Ele encontrou uma cidade com apenas três livrarias. Quando regressou a Portugal, em 1821, deixou oito estabelecimentos. Veio depois o domínio dos livreiros franceses. Um deles, B. L. Garnier, sua loja ganhou muito prestígio, freqüentada mais tarde por Machado de Assis. Já no século 20 por volta dos anos 60 destacaram-se pela explosão do mercado editorial e surgimento de cadeias livreiras, que em São Paulo tiveram como referências a Saraiva, Nobel, Melhoramentos e Siciliano. Na década de 70, marcada por uma ditadura escancarada e feroz, as pessoas mergulhavam nos livros. A tradicional Livraria Cultura deu início a sua história quando cunhou o slogan: "Cultura você encontra nos livros e livros você encontra na Cultura". A estréia do ramo de mega lojas livreiras aconteceu mais precisamente nos anos 90. A mudança de um espaço só para livros para um ambiente multicultural, em que muitas livrarias (tanto de grandes cadeias, como independentes) começaram a incluir cafés em suas lojas, tornou-se quase vital para sua sobrevivência. Hoje é raro ver uma livraria média ou grande porte sem um café dentro ou muito próximo a ela. Além disso, grandes redes de livrarias assumiram um lado de "biblioteca pública" quando incorporaram ao planejamento do espaço da loja cadeiras confortáveis e sofás, esses espaços de leitura encorajam os clientes a sentar e ler o quanto quiserem, sem serem pressionados a comprar nada. Outra vertente do mercado livreiro são as pequenas e médias livrarias que a cada ano destacam-se a “abocanham” uma fatia considerável do mercado (70%) segundo a ANL – Associação Nacional de Livrarias. Com o diferencial de um tratamento mais próximo e aconchegante tais estabelecimentos destacam-se em meio à mega lojas. "Tem gente que não gosta de mega store, nem de livraria em shopping, e prefere um atendimento mais próximo, argumenta Luís Ricardo Rossi um dos sócios da Livraria Sobrado, no bairro de Moema, em São Paulo. “É claro que as megas têm um acervo muito maior, mas nós conseguimos fazer com que o cliente sempre volte aqui”, complementa Rossi. De acordo com Raymundo Antunes, proprietário da livraria Toc na Cuca, aberta em 1991 na Avenida Nove de Julho em São Paulo, “o segredo para sobreviver é descobrir um público e se especializar. Na verdade, o que conta mesmo é ter um produto bacana. Agora, se quiser competir com as grandes livrarias, vai perder. As pequenas livrarias no Brasil sofrem porque querem seguir a linha das grandes e surfar na onda que elas definem. Isso não dá", analisa Antunes. Mercado O mercado de livros no Brasil, ainda tem muito para crescer. Para entendermos melhor o tamanho deste mercado, vamos considerar os números de livrarias no país que é de 2800. Dados estes informados pela ANL e se considerarmos as recomendações da UNESCO - Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, que diz o seguinte: Para um país com 170 milhões de habitantes, é recomendo que haja ao menos 17 mil livrarias, mantendo a proporção de uma para cada 10 mil pessoas. Apesar de existir uma forte competição com as grandes redes de livrarias, as pequenas e médias ainda representam 70% do total das 2800 livrarias do país. Enquanto as grandes redes de livrarias estão chegando aos grandes centros, as pequenas e médias livrarias estão sendo forçadas a encontrar formas de “driblar” a concorrência com estas. Apesar da entrada na concorrência com as livrarias tradicionais, a livraria pela Internet, as novas mídias (livros eletrônicos), ainda assim, não estão estragando o bom momento que vive o setor atualmente. Os fatores que estão levando a essa situação são o crescimento da economia, uma melhor e maior distribuição de renda, a isenção fiscal na cadeia do livro e uma melhor profissionalização do setor. Uma das maiores dificuldades do ramo é que o mercado tem público restrito. Segundo dados de uma pesquisa do Ibope publicada em maio, 45% da população brasileira não têm o hábito da leitura. No entanto, a pesquisa também trouxe uma boa notícia: a média de livros lidos por ano, entre a população com mais de 15 anos, subiu de 1,8 em 2000 para 3,7 em 2007. Segundo o consultor Luiz Freitas, do Centro de Estudos de Varejo, o mercado está em um momento positivo. "A demanda está crescendo, mas é preciso se adequar às mudanças que estão acontecendo no mundo. A oferta de produtos tem que estar agregada aos serviços, como cafeteria, eventos com autores, iniciativas culturais, shows musicais etc.", explica. A diversificação na oferta de serviços é uma tendência, mas, ainda assim, o risco se mantém num nível médio. Para o negócio dar certo, o local adequado é um cuidado básico. "O ponto é fundamental, pois o público que costuma comprar livros é, geralmente, de classe mais alta. E é preciso ainda mais atenção se a livraria for especializada (em livros de arte, musicais, jurídicos), que acabam atingindo um público ainda mais segmentado e, por sua vez, mais exigente", complementa Freitas.Jornal do Comércio. " Localização Encontrar um bom ponto é um desafio para todo empresário de qualquer ramo. As livrarias exigem locais ainda mais especiais, onde atinjam uma clientela de bom poder aquisitivo e estejam num ponto de passagem privilegiado dos consumidores. Na hora de escolher a localização da sua livraria, o empreendedor não deve confiar apenas na intuição. Consultores especializados no assunto recomendam que o melhor mesmo seja seguir critérios científicos, que podem poupar tempo e dinheiro do empreendedor. As livrarias, devem estar no caminho do consumidor. Considerando essa recomendação, veja abaixo os locais recomendados: Livraria em bairro: opte sempre por bairros onde moram pessoas com maior poder aquisitivo. Os centros comerciais do bairro são os mais indicados ou também perto das escolas e universidades; Livraria em Shopping Center: o fluxo de pessoas é maior, o que pode ser traduzido em maior número de vendas, mas os custos provavelmente também serão mais altos devido às taxas de condomínio e ações de marketing do shopping, por exemplo. Os locais mais adequados para montar a sua loja são perto de praças de alimentação, cinemas, principais lojas e hipermercados; Livraria em outros locais: outros bons locais de se abrir uma livraria são, por exemplo, os aeroportos, arredores de universidade e grandes centros de pesquisa. Exigências legais específicas Não existe legislação específica, que venha regulamentar a atividade de livraria. O empreendimento está dispensado, de obter registro ou autorização de funcionamento específico, junto a entidades ou órgãos fiscalizadores de atividades regulamentadas. Bastando apenas ao empreendedor obter a inscrição junto aos órgãos exigíveis das sociedades empresárias em geral. A pessoa jurídica também não está sujeita à responsabilidade técnica, ou seja, não se exige do empreendimento a manutenção, em seus quadros, de profissional habilitado junto a órgão ou conselho de classe fiscalizador de profissão regulamentada. Contudo, é importante, estar atento aos dispositivos da Lei Federal nº 9.610/98 que assegura os direitos autorais, visto que muitas livrarias prestam o serviço de fotocópia. Desta forma, como já foi dito, por não existir nenhuma exigência específica, para abrir uma livraria, deve-se seguir os tramites de abertura de uma empresa normal, devendo então seguir os seguintes passos: a) Registro da empresa nos seguintes órgãos: Junta Comercial;Secretaria da Receita Federal (CNPJ);Secretaria Estadual de Fazenda;Prefeitura do Município para obter o alvará de funcionamento;Enquadramento na Entidade Sindical Patronal (empresa ficará obrigada a recolher anualmente a Contribuição Sindical Patronal);Cadastramento junto à Caixa Econômica Federal no sistema “Conectividade Social – INSS/FGTS”;Corpo de Bombeiros Militar. b) Visita a prefeitura da cidade onde pretende abrir a livraria, para fazer a consulta de local; c) Obtenção do alvará de licença sanitária - Adequar às instalações de acordo com o Código Sanitário (especificações legais sobre as condições físicas). Em âmbito federal a fiscalização cabe a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, estadual e municipal fica a cargo das Secretarias Estadual e Municipal de Saúde. Estrutura Hoje o conceito de livraria mudou. Deve-se oferecer ao consumidor mais comodidade e tranqüilidade para pesquisar o material que está com intenção de comprar. Para tanto ele precisa de espaços com mesas (tipo biblioteca) para leitura. Prestar serviços como promoção de eventos culturais, cyber cafés, lanchonetes, ou seja, agregar valor ao negócio. Para atender a essas novas tendências é necessário que o espaço da livraria se torne, funcional e adequado. Em face deste fato, deve-se dar muita atenção aos itens abaixo: Fachada - a fachada da livraria, assim como sua decoração, deve levar em conta o tipo de livros com que se trabalha. Móveis e equipamentos - os móveis abaixo listados, que serão necessários, de acordo com cada projeto, provavelmente deverão ser fabricados de acordo com a necessidade e o perfil da livraria projetada. Balcão caixa; Balcões; Estantes expositoras; Móvel para revistas e periódicos; Prateleiras. Layout interno - é interessante também facilitar a visualização dos livros trabalhando tanto com iluminação quanto com a disposição dos produtos, facilitando assim o acesso dos clientes aos livros. E também facilitará o controle e a segurança da loja. Estoques de livros - e outros produtos a venda. O segredo de uma boa livraria é a diversidade de estoque. Cuidados especiais para os serviços oferecidos - muita atenção e cuidado com os serviços agregados ao negócio. Eles precisam ser bem projetados e desenvolvidos para agregar valor ao negócio, buscando a completa satisfação do cliente, enquanto está no estabelecimento. Pessoal Como em qualquer outro ramo de negócio, o recurso humano é de fundamental importância para o sucesso do empreendimento. O negócio de livraria, não exige apenas um bom vendedor, ele precisa de preparação e qualificação. O funcionário que faz o serviço de atendimento ao público deve estar preparado para prestar informações sobre os livros, sugerir e assessorar na escolha do consumidor. Ele deve gostar do que faz e de conviver com livros. O empreendedor deverá fazer um cuidadoso processo de seleção, buscando entrevistar vários candidatos, antes de decidir pela contratação de um funcionário. Além da boa aparência e de um bom nível de instrução é importante que ele demonstre interesse por livros, gosto pela leitura, associação de idéias e facilidade no contato com o público e disposição de aprendizado, são traços essenciais para um bom funcionário. A quantidade de funcionários está ligada ao porte da livraria que está se projetando, porém é recomendável manter um mínimo de dois atendentes fixos por período, fora o funcionário do caixa. Equipamentos São os equipamentos necessários para a automação da operação, condicionamento do ar, para proporcionar um melhor conforto ao cliente e conservação da mercadoria; serviço de telefonia e também para reprografia ou copiadora e outros equipamentos dos outros serviços prestados pela livraria. Aparelhos de fax;Computadores;Equipamentos de ar condicionado;Impressoras;Máquina copiadora;Máquinas de processarem vendas por cartões de crédito;Sistema de telefonia – centrais telefônicas;Sistemas operacionais. Matéria Prima / Mercadoria A quantidade de livros que o empreendedor irá dispor em seu estabelecimento, deverá variar de acordo com o tamanho do empreendimento. Segundo a Associação Nacional de Livrarias (ANL), para montar um estabelecimento de 100 m² o ideal é possuir uma média de seis mil livros. A quantidade de exemplares pode ser da seguinte maneira: Dez exemplares de cada título best-seller de autores famosos e divulgados no Brasil;Cinco exemplares de cada título considerado de boa procura, como os 10 mais vendidos que são publicados em revistas e jornais;Um ou dois livros de procura normal. Realizar pesquisas diretamente com os clientes sobre o que ele precisa ou gostaria de ler, também ajuda na hora de montar o estoque. Visite também outras livrarias já estabilizadas no mercado para ter uma idéia. Uma vez realizado os estudos sobe os títulos, o empreendedor deve pensar nos fornecedores. O mercado brasileiro é organizado e abastecido por cerca de 1,2 mil editoras, entre as quais 100 são de grande porte. Normalmente, essas editoras não vendem os produtos diretamente às livrarias, deixando a etapa de comercialização a cargo dos distribuidores especializados. Para os que estão começando, uma dica é pedir o auxílio de entidades do setor. É o que sugere Aldo Bocchini Neto, que há anos ministra o curso "Montagem e funcionamento de livraria independente", na Universidade do Livro, em São Paulo. "Por meio delas (as entidades), é possível entrar em contato com editores e distribuidores", diz. Uma boa maneira de comprar livros é por meio de consignação. Essa modalidade permite que uma livraria independente tenha um grande número de livros a mostra. E para finalizar esse tópico, fica a recomendação do consultor Luiz Freitas, do Centro de Estudos de Varejo: o mercado está em um momento positivo. "A demanda está crescendo, mas é preciso se adequar às mudanças que estão acontecendo no mundo. A oferta de produtos tem que estar agregada aos serviços, como cafeteria, eventos com autores, iniciativas culturais, shows musicais etc". Organização do processo produtivo Se você quer construir serviços de primeiro mundo, de acordo com Edmour Saiani, tem que entender como o serviço funciona na cabeça do cliente. Para isso é necessário estar atento a cinco focos: conveniência, design, atendimento, entretenimento e educação. Conveniência - diz respeito a facilitar as coisas para o cliente – sem escadas, sem ter que pegar coisas em locais impossíveis, sem filas, sem esperas. Design - é tudo o que falamos sobre comunicação dentro da loja. Atendimento - é o carinho com o cliente; claro que precisa ser planejado, mas é puro carinho. Entretenimento - é importante porque ninguém agüenta mais sofrer – já está se criando uma indústria baseada em quanto às pessoas estão precisando se divertir. Educação - quem aprende não se esquece de quem ensina. Nunca. Para Saiani ser grande não é mais importante que ser competente. Ser competente é o pré-requisito para alguém ser grande. E não o contrário, como muitos levam a pensar. O mercado livreiro exige muito trabalho e dedicação em busca do melhor atendimento e do serviço diferenciado ao cliente, para isso é necessário investir na qualificação de seus empregados e na melhor oferta de produtos e, claro, do relacionamento sério e de compromisso com quem freqüenta as lojas. Automação A automação hoje é fundamental para que a livraria se torne competitiva, que consiga administrar bem os seus estoques, analisar o desempenho das linhas de produtos, dos vendedores, e da própria livraria. Com a evolução da tecnologia, os preços dos programas de gestão do negócio, estão mais acessíveis, propiciando assim que o empresário possa iniciar seu negócio com esta ferramenta, para ajudá-lo na administração de seu empreendimento. Existem vários sistemas disponíveis no mercado que contempla à Gestão financeira, das vendas, dos estoques, reposição de produtos (compras). Basta o cliente pesquisar e optar pelo que melhor lhe convier. Canais de distribuição Ao analisarmos os ramos de negócio de produção fabril, em especial de livros, as editoras, estas enxergam o seu maior CANAL DE DISTRIBUIÇÃO, as LIVRARIAS. Desta forma, ao olharmos o negócio de Livrarias e buscar o seu CANAL DE DISTRIBUIÇÃO, pode-se visualizar então que ela não só não possui um Canal de Distribuição, mas ela própria o é o MAIOR CANAL DE DISTRIBUIÇÃO de LIVROS do país. É através das aproximadamente 2800 livrarias no país que chegam e vão para as mãos dos consumidores leitores. É sabido que este número estatisticamente é muito defasado em relação a nossa população, mas dentro das condições que existem os livreiros vem desempenhando seu papel de canal de distribuição e venda de livros. E para que esta distribuição aumente não basta somente aumentar as livrarias é preciso também que seja muito bem pensado os layouts das novas livrarias e a atuais. Que os espaços dos livros sejam valorizados, permitindo que o cliente consumidor tenha acesso facilitado às obras literárias. Que a iluminação seja de tal forma que valorize o ambiente, que a aclimatação da loja, seja adequada para o conforto do consumidor. Enfim deve-se sempre pensar com carinho, para valorizar mais e mais este CANAL DE DISTRIBUIÇÃO E VENDA DE LIVROS. Investimentos Relativo ao investimento no negócio, o mesmo está diretamente ligado ao tamanho do projeto que o empreendedor pretende executar. A melhor recomendação que se encaixa neste tópico é o empreendedor procurar a ajuda do SEBRAE, para elaborar o seu PLANO DE NEGÓCIO. Com esta ferramenta, será possível definir os valores a serem investidos no negócio. Caso o empreendedor deseje ter uma visão preliminar antes de partir para a elaboração do PLANO DE NEGÓCIO, basta que o mesmo realize uma boa Pesquisa de Mercado, com relação a toda despesa que terá com o empreendimento. Relacionar por exemplo despesas com: imóvel (aluguel ou compra), instalações (todos os móveis e máquinas), equipamentos, contratações de serviços e de empregados, treinamentos, documentações, legislação da empresa, etc. Lembrando ainda que o campo desta pesquisa seja as livrarias já em funcionamento, fornecedores de equipamentos e o próprio SEBRAE. INVESTIMENTO NO PROJETO - Estudo Preliminar (Os valores são simbólicos) Detalhamento Desembolso Desembolso Desembolso Subtotal 1º mês 2º mês 3º mês Investimento em Instalações 1.500,00 1.000,00 2.000,00 4.500,00 Investimento em equipamentos 2.500,00 2.000,00 2.000,00 6.500,00 Investimento em veículos . . . . Serviços de terceiros 3.000,00 1.000,00 1.000,00 5.000,00 Material de consumo e utensílios . . 1.000,00 1.000,00 Gastos c/ abert. da empresa e inaug. . . 2.000,00 2.000,00 Reserva para gastos não previstos 5.000,00 5.000,00 Estoque 2.000,00 . . 2.000,00 Subtotal 14.000,00 4.000,00 8.000,00 26.000,00 Reserva para Capital de giro . . 5.000,00 5.000,00 TOTAL 14.000,00 4.000,00 13.000,00 31.000,00 Capital de giro Capital de giro é um montante de recursos financeiros que a empresa precisa manter para garantir a dinâmica do seu processo de negócio. O capital de giro precisa de controle permanente, pois tem a função de minimizar o impacto das mudanças no ambiente de negócios onde a empresa atua. O desafio da gestão do capital de giro deve-se, principalmente, à ocorrência dos fatores a seguir: Aumento de despesas financeiras, em decorrência das instabilidades desse mercado;Variação dos diversos custos absorvidos pela empresa;Baixo volume de vendas;Aumento dos índices de inadimplência;Altos níveis de estoques. O empreendedor deverá ter um controle orçamentário rígido de forma a não consumir recursos sem previsão. Deverá se evitar a retirada de valores além do pró-labore estipulado, pois no início todo o recurso que entrar na empresa nela deverá permanecer, possibilitando o crescimento e a expansão do negócio. Dessa forma a empresa poderá alcançar mais rapidamente sua auto-sustentação, reduzindo as necessidades de capital de giro e agregando maior valor ao novo negócio. Outros cuidados que o empreendedor deverá ter, para não perder o controle sobre o seu Capital de Giro: Negociar prazos mais extensos com fornecedores;Administrar cuidadosamente as vendas a prazo;Sempre que possível, usar recursos próprios para capital de giro;Se precisar contrair empréstimos, procurar prazos mais longos e taxas mais baixas;Reservar um percentual do investimento total para o capital de giro. Este valor, no ramo de livraria, recomenda-se que seja em torno de 50% (cinqüenta por cento) do valor do investimento;Além do valor do capital de giro, recomenda-se também, contemplar no planejamento, um percentual de 10% (dez por cento) como RESERVA TÉCNICA, para cobrir despesas inesperadas. Custos Custos são todos os gastos realizados na produção de um bem ou serviço e que serão incorporados posteriormente no preço dos produtos ou serviços prestados, como: aluguel, água, luz, salários, honorários profissionais, despesas de vendas. O cuidado na administração e redução de todos os custos envolvidos na compra, produção e venda de produtos ou serviços que compõem o negócio, indica que o empreendedor poderá ter sucesso ou insucesso, na medida em que encarar como ponto fundamental a redução de desperdícios, a compra pelo melhor preço e o controle de todas as despesas internas. Evitar o turnover alto (entrada e saída) de funcionários, pois esta situação onera os custos da empresa. Quanto menores os custos, maior a chance de ganhar no resultado final do negócio. Os custos para abrir um negócio de Livraria devem ser estimados considerando os itens abaixo: Salários, comissões e encargos;Tributos, impostos, contribuições e taxas;Aluguel, taxa de condomínio, segurança;Água, luz, telefone e acesso a internet;Produtos para higiene e limpeza da empresa e funcionários;Recursos para manutenções corretivas;Assessoria contábil;Propaganda e publicidade da empresa;Aquisição de matéria-prima e insumos;Despesa com vendas. E outros custos operacionais que vierem a compor a operação da Livraria. Diversificação / Agregação de valor Atingir a excelência na fabricação de um produto ou prestação de serviços, de acordo com a visão do consultor em marketing Rafael Mauricio Menshhein, é um objetivo comum a todas as organizações, mas para chegar a um estágio acima da concorrência é preciso muito planejamento, muitos estudos de mercado e saber conciliar todas as áreas da organização para que o foco seja mantido e os resultados apareçam ao longo do tempo. Ao se tratar de concorrência, não é apenas dizer que existem inúmeras empresas oferecendo determinado produto, mas sim que existem várias organizações oferecendo o mesmo produto e se especializando cada vez mais no atendimento ao cliente. Seja na diferenciação ou personalização do atendimento, ou até mesmo, realizando a entrega do produto em tempo mais ágil. Agregar valor ao produto ou serviço tornou-se peça vital para o sucesso de uma empresa. Quando falamos do mercado livreiro este fator não está ligado somente em ter os melhores títulos, mas sim oferecer agregado a estes investimentos, um mix de produtos e serviços para que o consumidor sinta-se atraído a entrar e permanecer em sua loja. Hoje é comum entrar em uma livraria e permanecer por horas sem que se note o tempo passar, mas este comportamento tornou-se um hábito devido ao investimento em diversidade, como cyber cafés, áreas voltadas à música, eventos diversificados, como noite de autógrafos com autores regionais, por exemplo. Todas estas estratégias somam e agregaram valor a este mercado. E você que está prestes a entrar neste nicho de mercado é necessário atenção e muito planejamento quando o tema é agregar valor. Pequenos livreiros às vezes se angustiam com a falta de idéias, e dirigem o olhar para as grandes livrarias. Mas o que vêem é quase sempre inacessível para eles. E tudo fica ainda mais difícil se a livraria é no interior. No entanto, às vezes você encontra boas idéias para eventos em pequenas e médias livrarias do que nas grandes lojas. Veja abaixo uma lista de eventos e outras ações interessantes: Apresentação de crianças alunas de um conservatório musical. Pais, tios, avós e padrinhos vão assistir e conhecer a sua livraria;Reuniões de grupos, à tarde, para leitura e discussão do conteúdo de um livro;Pequenas palestras e debates com profissionais locais. Escolha temas específicos, nas áreas de educação, sexualidade, infância e adolescência, envelhecimento, culinária e gastronomia, política, turismo, arte, morte, religião, casamento etc.;Vernissage, exposição e venda de quadros de artista local;Tardes com “Contadores de História” para crianças. Divulgação Quando falamos em divulgação a primeira palavra que vem na mente de muitos empresários é propaganda. Até porque muitos acreditam que “A propaganda é a alma do negócio”. De fato, como todo bom empreendedor bem o sabe, de acordo com Paulo Sérgio R. Pedrosa em seu artigo “Propaganda é a alma dos Negócios”, nada melhor que uma bela campanha publicitária para influenciar o mercado consumidor, e assim alavancar as vendas. As campanhas publicitárias, complementa Pedrosa, geralmente são elaboradas de forma a fazer com que o consumidor se sinta compelido a comprar determinado produto ou serviço, por convencimento ou por sugestão. É necessário entender que a propaganda deve ser encarada como parte integrante do mix de marketing da empresa, ou seja, o conjunto de ações que tem como objetivo criar e/ou estimular a demanda pelos produtos e serviços que a empresa oferece, visando satisfazer as necessidades e expectativas dos clientes, processo esse muito raramente utilizado pelo mercado varejista de livros, diz Roberto Monti, consultor de marketing, co-autor do livro “(In)Fidelidade. Uma questão de Qualidade. Clientes Sonham, Empresas Concretizam”. As livrarias, de acordo com o artigo “A Importância do Marketing para as Livrarias”, muitas vezes segmentam seu público através áreas de interesse: seção de livros técnicos, infantis, revistas, mas essa modalidade ainda não é suficiente para caracterizar todo o mercado. Esquecem que é possível segmentar este mercado de diversos outros modos: por idade, por classe socioeconômica, por área de interesse ou por sexo. É claro que através de muitas pesquisas e estudos de mercado. Os estudos de mercado, citado por Monti, fornecem informações essenciais para os empresários no tocante aos consumidores, fornecedores e sobre as tendências que este mercado vai seguir. Você pode estar se questionando se é necessário muito dinheiro para realizar tais estudos, mas uma dica para realização destes estudos é criar estratégias para observação qualitativa de seu público e mercado: Fique atento a tudo que está ao seu redor;Reúna o maior número de idéias que surgirem para que possa depois fazer uma seqüência de seleções das que realmente possam ser estudadas e desenvolvidas com um maior cuidado e planejamento;Observe o que seus concorrentes fazem não para simplesmente copiar e sim desenvolver e/ou aperfeiçoar as idéias criando um produto/serviço inovador. Como fazer tudo isso? Andando pelas ruas, dirigindo, viajando, assistindo TV, conversando com os amigos e clientes, etc. Ouvir o mercado é saber o que o consumidor deseja por meio de pesquisa de mercado, dos relatórios dos vendedores, das conversas com o cliente, como a pouco citado, e fornecedores. Quando falamos em comunicação, que inclui desde a conversa com seu cliente até as estratégias de propaganda e marketing, falamos também em receber informações, ou seja, não se consegue comunicar a não ser que você seja capaz de ouvir e entender o que a outra pessoa diz. A comunicação com o mercado é vital para o sucesso da empresa, conclui Monti, mas nem sempre os empresários conseguem entender. A preferência do consumidor varia de caso para caso, em algumas ocasiões o preço pode ser fator mais importante, mas em outras ocasiões o atendimento passa a ter fundamental importância na decisão de compra, principalmente no mercado livreiro, em que o bom atendimento é peça fundamental para o fechamento de uma venda. Tipo de Comunicação Como fazer O que esperar Propaganda Anúncios na TV, rádio, revistas, jornais, etc. Grande penetração com baixo custo por ouvinte atingido. Mala Direta Ofertas por meio de mala direta postal ou telemarketing Cobertura será mais concentrada em segmentos ou mercados que tenham maior interesse para a empresa; Promoção no Ponto de Vendas Feiras, exposições, demonstrações, ofertas especiais em loja Úteis no lançamento de novos produtos Alternativas Anúncio em placas de ruas, em ônibus, etc. Apresentam baixos custos com mensagem dirigida. Fonte: MONTI, Roberto. E Falando em Propaganda. Disponível em: http://www.quatrocantos.com/tec_web/refere/7EXEMP.HTM#71. Acesso em: 20 out. 2008. Informações Fiscais e Tributárias O segmento comercial varejista denominado de livraria, assim entendido o estabelecimento que comercializa livros, jornais, periódicos, artigos de papelaria e outros produtos como cafezinhos, refrigerantes, DVDs, CDs, etc. Também é bastante comum os empreendedores deste segmento disponibilizarem aos seus clientes alguns tipos de serviços como xérox, encadernamento, acesso a internet e outros. Independentemente da gama de produtos e serviços disponibilizados, este ramo de atividade poderá optar pelo SIMPLES NACIONAL - Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, desde que a receita bruta anual de sua atividade não ultrapasse a R$ 240.000,00 (microempresa) ou R$ 2.400.000,00 (empresa de pequeno porte) e respeitando os demais requisitos previstos na Lei. Segregação de receitas Para efeito de tributação pelo Simples Nacional, o empreendedor desta atividade deverá segregar a receita na forma abaixo: I - Receitas provenientes de revenda de livros, jornais e periódicos. As operações com estes produtos são imunes de tributação, ou seja, sobre essas receitas não incidira nenhum tipo de tributo. II - Receitas provenientes da revenda de mercadorias adquiridas com tributação do ICMS por substituição tributária. Sobre estas receitas incidirá a alíquota de 2,75% a 7,66% dependendo da receita bruta total auferida pelo negócio no decorrer do ano anterior. III – Receitas provenientes da revenda de mercadorias adquiridas sem tributação do ICMS por substituição tributária. Sobre estas receitas incidirá a alíquota de 4,00% a 11,61% dependendo da receita bruta total auferida pelo negócio no decorrer do ano anterior. IV – Receitas provenientes da prestação de serviços. Sobre estas receitas incidirá a alíquota de 6,00% a 17,42% dependendo da receita bruta total auferida pelo negócio no decorrer do ano anterior. Optando pelo Simples Nacional, o empreendedor deste segmento poderá recolher por apenas um documento fiscal – o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), os seguintes tributos e contribuições: - IRPJ - Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica; - CSLL - Contribuição Social sobre o Lucro Líquido; - PIS - Programa de Integração Social; - COFINS - Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social; - ISS - Imposto sobre Serviços de qualquer natureza (receitas provenientes da prestação de serviços); - ICMS - Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias (receitas provenientes de revenda de mercadorias adquiridas sem a tributação do ICMS por substituição tributária); - INSS - Contribuição para a Seguridade Social relativa a parte da empresa. No caso de início de atividade no próprio ano-calendário da opção pelo SIMPLES Nacional, para efeito de determinação da alíquota no primeiro mês de atividade, o empreendedor deverá utilizar como receita bruta total acumulada, a receita do próprio mês de apuração multiplicada por 12 (doze). Microempreendedor Individual A partir de 01/07/2009 se a receita bruta anual não ultrapassar a R$ 36.000,00, o empreendedor poderá optar por um estabelecimento denominado de Microempreendedor Individual – MEI, ou seja, sem sócio. Neste caso, os recolhimentos dos tributos e contribuições serão efetuados em valores fixos mensais conforme abaixo: I) Sem empregado R$ 51,15 mensais para o INSS relativo à contribuição previdenciária do empreendedor; R$ 5,00 mensais de ISS – Imposto sobre serviços de qualquer natureza (caso o estabelecimento disponibilize algum tipo de serviço). R$ 1,00 Mensais de ICMS – Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias II) Com um empregado Neste caso se o Microempreendedor possuir apenas um empregado que receba um salário mínimo ou o piso salarial da categoria profissional, além dos valores acima, recolherá os seguintes percentuais: 8% de INSS descontado da remuneração do empregado; 3% de INSS patronal sobre a remuneração do empregado. Conclusão: Para este segmento, tanto como empresa individual, LTDA quanto MEI, a opção pelo Simples Nacional sempre será muito vantajosa sobre o aspecto tributário, bem como nas facilidades de abertura do estabelecimento e para cumprimento das obrigações acessórias. Fundamento Legal: Leis Complementares 123/2006, 127/2007, 128/2008 e Resoluções do CGSN – Comitê Gestor do Simples Nacional e Constituição Federal – imunidade - Artigo 150, inciso VI, letra d, para as operações com livros, jornais e periódicos. Eventos Março Salão do Livro Infantil e Juvenil de Goiás – Goiânia (GO); Feira Nacional do Livro de Poços de Caldas – Poços de Caldas (MG). Maio Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro – Rio de Janeiro (RJ); Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens – Rio de Janeiro (RJ); Bienal do Livro de São José do Rio Preto – São José do Rio Preto (SP); Salão Internacional do Livro de Tocantins – Palmas (TO); Encontro Nacional de Leitura e Literatura Infanto-Juvenil da UESB – Jequié (BA); Bienal do Livro de Minas Gerais – Belo Horizonte (MG); Salão do Livro Sul Mineiro – Pouso Alegre (MG); Feira de Rua do Livro e I Feira do Livro de Florianópolis – Florianópolis (SC). Junho Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto – Ribeirão Preto (SP); Bienal do Livro de Campos Goytacazes – Campos dos Goytacazes (RJ). Julho Feira Literária Internacional de Paraty – Paraty (RJ). Agosto Feira do Livro Cultural de Taquara – Taquara (RS); Bienal do Livro de São Paulo – São Paulo (SP); Feira Internacional do Livro de Foz do Iguaçu – Foz do Iguaçu (RS). Setembro Feira do Livro de Brasília – Brasília (DF); Expolivro – Feira Sul Brasileira do Livro Local - Curitiba (PR); Feira do Livro de Florianópolis Local - Florianópolis (SC); Feira Pan-Amazônica do Livro Local – Belém (PA). Outubro Salão do Livro de Ipatinga – Ipatinga (MG); Feira Internacional do Livro de Pernambuco – Recife (PE); Salão do Livro de São Luís – São Luís (MA). Novembro Bienal Nordestina do Livro – João Pessoa (PB); Bienal Internacional do Livro do Ceará – Fortaleza (CE); Feira do Livro da Baixada Santista – Santos (SP); Feira do Livro de Curitiba – Curitiba (PR); Feira do Livro de Porto Alegre – Porto Alegre (RS). Fonte: Câmara Brasileira do Livro – CBL. Entidades em Geral ABDL – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DIFUSÃO DO LIVRO Presidente Sr. Luis Antonio Torelli R. Marques de Itu, 408 – 7º Andar Cj 71 01223-000 São Paulo Site: www.abdl.org.br ABDR – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DIREITOS REPROGRÁFICOS Sr. Enoch Bruder R R. Ibijaú, 331 – Cj. 81 04522-020 São Paulo – SP Site: www.abdr.org.br ABEU- ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS EDITORAS UNIVERSITÁRIAS Sr. Valter Kuchenbecker AV. Fagundes Filho, 77 – Sl. 24 04304-010 São Paulo – SP Site: www.abeu.org.br ABL – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DO LIVRO Sr. Adenilson Jarbas Cabral AV. 13 de Maio, 23 - 16º andar Sl. 1619/1620 20031-000 Rio de Janeiro - RJ ABRELIVROS – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA EDITORES DE LIVROS Sr. João Arinor R. dos Santos Rua Turiassu, 143 – Cj 101/102 05005-001 São Paulo – SP Site: www.abrelivros.org.br AEL – ASSOCIAÇÃO ESTADUAL DE LIVRARIA DO RIO DE JANEIRO Sra. Milena P. Duchiade Av. Rio Branco, 185 – Sl. 214 20045-900 Rio de Janeiro – RJ ANATEC – ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS EDITORES DE PUBLICAÇÕES TÉCNICAS Rua Mourato Coelho, 798, Cj 12, 1º andar 05417-001 – São Paulo – SP Tel. (11) 3034 2550 / 3034 4566 ANL – ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE LIVRARIAS Sra. Rosely Boschini Rua Marques de Itu, 408 – Cj. 72 01223-000 São Paulo – SP Site: www.anl.org.br CBL – CÂMARA BRASILEIRA DO LIVRO Sra. Rosely Boschini Rua Cristiano Viana, 91 05411-000 São Paulo – SP Site: www.cbl.org.br LIBRE – LIGA BRASILEIRA DE EDITORAS Renata Borges (Presidente Gestão 2007 - 2009) Rua Girassol, 128 05433-000 – S Paulo - SP Site: www.libre.org.br SNEL- SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS Sr. Paulo Rocco R. Da Ajuda, 35 – 18.º Andar 20040-000 RIO DE JANEIRO - RJ Site: www.snel.org.br Normas Técnicas As normas técnicas que serão abordadas, dizem respeito ao público portador de deficiências; à iluminação que deve ser observada nos ambientes e com relação ao uso de ar condicionado nos locais públicos. NBR 9050/1994 - Normas Técnicas de acessibilidade feita pela ABNT Segundo a NBR 9050, as edificações devem ter previsto um mínimo de um acesso às pessoas portadoras de deficiências. O maior problema dessas pessoas é ter condições de acesso aos espaços. Os deficientes físicos podem ter dois níveis de deficiência: a) Deficiência ambulatória total - indivíduos dependentes momentânea ou permanentemente de cadeira de rodas. b) Deficiência ambulatória parcial - indivíduos que se locomovem com dificuldade ou insegurança, usando ou não aparelhos. Ao projetar os espaços, deve-se pensar nas condições de acessibilidade para estes usuários, sendo mais específicos os problemas de acessibilidade e utilização de equipamentos no caso dos usuários de cadeiras de rodas. Ao executar ou adaptar um projeto, devem ser levadas em conta as condições antropométricas específicas destes usuários, já que a cadeira de rodas impõe limites à ação e alcance manual e visual de seus usuários. ABNT/CB-55 – Projeto 55:002.003-001 O Projeto de Norma 55:002.03-001 foi elaborado no Comitê Brasileiro de Refrigeração, Ar condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABNT/CB-55), pela Comissão de Estudos Sistemas Centrais Condicionamento de Ar e Ventilação Comercial. Trata de - Instalações de ar condicionado – Sistemas centrais e unitários - Parte 1 - Projeto das instalações; Parte 2 – Parâmetros de Conforto térmico; Parte 3 - Qualidade do ar interior, que cancela e substitui a NBR 6401:1980, em Consulta Pública até o dia 22/04/08. Para ver o conteúdo da revisão da NBR 6401 na íntegra para Consulta Pública, basta acessar o site http://www.abntnet.org.br. Iluminação NBR 5413 - Os níveis mínimos de iluminação a serem observados nos locais de trabalho são os valores estabelecidos por esta norma. Glossário ANL – Associação Nacional de Livrarias. CBL - Câmara Brasileira do Livro. Mega store – São grandes livrarias com amplos espaços e que vendem além de livros, serviços como cyber café, eletrônicos, CDs, DVDs. E ainda possuem espaços reservados para consulta de obras (tipo biblioteca). Layout - é um esboço mostrando a distribuição física, tamanhos e pesos de elementos como textos, gráficos ou figuras num determinado espaço. Pode ser apenas formas rabiscadas numa folha para depois realizar o projeto ou pode ser o projeto em fase de desenvolvimento. Fino atendimento – Um atendimento com qualidade, com classe, vindo assim a valorizar o cliente e por ao ato de vender livros. Nichos de mercado - são segmentos ou públicos cujas necessidades particulares são pouco exploradas ou inexistentes. A estratégia de aproveitamento de nichos está justamente na identificação das bases de segmentação que, quando explorados, representam o diferencial ou vantagem competitiva à empresa. Ocupando pequenos nichos de mercado, pequenas e médias empresas desenvolvem recursos para manter uma posição saudável no mercado através da contínua perseverança e dedicação em atender seus consumidores melhor que outras empresas, por buscar e compreender as necessidades do seu público. Sebo – É o nome que se dá às Livrarias que compram, vende e trocam livros usados. Dicas do Negócio As dicas que ficam para aquele que queira entrar no negócio de livros, como livreiro, sendo proprietário de livrarias, foi originada de um artigo editado pelo Jornal O Correio Brasiliense em 24/06/2008, tendo como título PEQUENAS LIVRARIAS-RAROS REFÚGIOS. Desta matéria, saiu as sugestões que passamos abaixo, as quais vieram dos clientes, do proprietários livreiros, para então auxiliar os novos empreendedores do ramo de Livraria. O ambiente de uma livraria faz toda a diferença. A relação dos funcionários das pequenas livrarias é mais pessoal.Se no quesito preço as grandes levam vantagem, as pequenas se diferenciam em outros aspectos como:Acervo e atendimento, os quais são dois dos mais prezados pelos clientes. Fino atendimento. Qualidade sempre buscada pelos clientes.Ter gente entendida do assunto para trabalhar nas livrarias (alunos dos cursos de letras).Usar parte de seu pequeno espaço para atividades culturais (palestras, cursos).As livrarias têm de encontrar seus nichos. Não devem buscar concorrências predatórias, mas sim seu espaço junto aos clientes (especialização).Para Briquet de Lemos, o ex-professor de biblioteconomia, proprietário da Livraria Briquet de Lemos, as lojas pequenas continuarão a existir: “As quitandas – onde os funcionários o atendem pelo nome – não foram destruídas pelos supermercados”.Márcio Castagnaro, proprietário da Livraria Don Quixote é otimista: “Se livro não fosse um bom negócio, as grandes livrarias não estariam vindo para Brasília. Se a concorrência aumenta, temos que trabalhar mais, pois a cidade tem um grande potencial”. Características específicas do empreendedor O interessado em abrir uma livraria deve gostar de livros e ter um bom conhecimento sobre o produto com o qual pretende trabalhar. “O verdadeiro livreiro deve enxergar o livro profissionalmente. É preciso conhecimento e estar sempre informado, mas isso não significa que ele precisa ler todos os títulos da loja. O importante é saber do que se tratam, fatos sobre autores e editores”, conta Rui Campos, dono da livraria Travessa. Outra característica importante é o gosto pela relação com a clientela. De acordo com Bil de Lima Filho, proprietário da Livraria da Época, “a atenção dispensada ao cliente é fator chave no sucesso de um negócio. E você percebe isso quando ele deixa de sentir-se como cliente e passa a fazer parte da livraria, tornando-se um amigo.” Além das características acima, o candidato a proprietário de livraria deve buscar se enquadrar nas características do empreendedor, as quais estão citadas a seguir: Capacidade de assumir riscos (calculados) – Isto quer dizer, não ter medo de desafios, arriscar conscientemente. Calcular com detalhes (PLANO DE NEGÓCIOS) as chances de o empreendimento ser um sucesso. Senso de oportunidade – Enxergar oportunidade, aonde outras pessoas só vêm ameaças. Aprender com os erros dos outros empresários, evitando assim perdas de tempo e dinheiro. Conhecimento do ramo – conhecer muito bem o ramo que escolheu. Preferencialmente que trabalhe no mesmo ou tenha trabalhado. Caso não seja possível, faça muitas pesquisas, muitas visitas aos concorrentes. Não economize neste quesito, pois mais tarde você será recompensado. Organização – Ser organizado, compreender que os resultados positivos virão em conseqüência da aplicação dos recursos disponíveis, conforme o planejamento do empreendimento. Não permitir desvios exagerados em relação ao planejado. Caso identifique falhas no percurso, buscar a correção com muita rapidez. Iniciativa e disposição – Ser pró-ativo, buscar novidades para seu negócio, dar sempre o primeiro passo, não esperar pelos outros. Pesquisar novos caminhos, estar sempre atento com as novidades do mercado, de uma forma geral. Liderança – Ser uma pessoa que todos gostem de trabalhar com você em função de seu espírito de liderança; respeitando a cada um, trazendo todos os funcionários ao seu lado e nunca abaixo de você. Faça um trabalho de equipe; delegue autoridade, mas acompanhe. Defina metas e cobre com responsabilidade. Otimista e auto motivado (sempre) – Não importa o tamanho dos problemas que enfrentará no andamento de seu empreendimento. O que importa é que todos os dias o empreendedor precisa buscar dentro de si motivos para estar sempre motivado, pois agindo assim, sua equipe nunca esmorecerá e a vitória virá com certeza. É certo que será muito difícil encontrar todas essa características em uma única pessoa. Caso você consiga se identificar com pelo menos 50% delas, que ótimo. Comece agora mesmo a trabalhar para buscar um incremento neste percentual, você é capaz, busque ajuda, procure os órgãos como o SEBRAE, leia, estude, só depende de você, acredite! Bibliografia Complementar ALVES, Rodrigo. Raio X do mercado editorial. Jornal do Brasil: Caderno Idéias Livros, Rio de Janeiro, 09 set. 2000. Disponível em: <http://www.leiabrasil.org.br/pdf/midia/jb_raiox.pdf>. Acesso em: 13 out. 2008. BRESIL QUE LÊ. Agência de notícias. Livreiros tentam antecipar como será a livraria do futuro. [S. l.], 2008. Disponível em: <http://www.abrelivros.org.br/abrelivros/texto.asp?id=3556 >. Acesso em: 27 out. 2008. BUARQUE, Cristovam. Pequenas livrarias: raros refúgios. Correio Braziliense, domingo, 22 jun. 2008. Disponível em: <http://www.cristovam.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=1269&Acesso em: 27 out. 2008. CASO DE SUCESSO. Livraria Cultura. [S.l.], 2008. Disponível em: < http://www.casodesucesso.com/?conteudoId=12>. Acesso em: 13 out. 2008. CONEXÃO. Uma janela para o mundo: [entrevista com Rui Campos]. Fecomércio – RJ, ed. 33, out. 2008. Disponível em: <http://www.fecomercio-rj.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=4559&Acesso em: 27 out. 2008. CRIATIVA. Artigos: marketing direto. Belo Horizonte, [2008?]. Disponível em: <http://www.criativamarketing.com.br/criativa/paginanoticias>. Acesso em: 13 out. 2008. EMPREGA BRASIL. Livraria. [S. l., 2008]. Disponível em: <http://www.empregabrasil.org.br/zgf/montar%20livraria.htm>. Acesso em: 13 out. 2008. EPREGO & RENDA. Como montar uma Livraria. [S. l., 2008?]. Disponível em: <http://www.empregoerenda.com.br/paginas/244>. Acesso em: 13 out. 2008. FAVER, Viviane. Os livros como profissão. Florianópolis: SEBRAE-SC, 2008. Disponível em: <http://www.sebrae-sc.com.br/novos_destaques/oportunidade/default.asp?materia=Acesso em: 13 out. 2008. JORNAL DO COMMÉRCIO. Livrarias devem oferecer diferenciais. São Paulo: Câmara Brasileira do Livro, 2006. Disponível em: <http://www.cbl.org.br/content.php?recid=3436&type=N>. Acesso em: 13 out. 2008. LIVRARIA. In: WIKIPÉDIA: a enciclopédia livre. [S. l.], 2008. Disnponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Livraria>. Acesso em: 13 out. 2008. LUCCA, Guss de. Como montar uma livraria. Campos do Jordão: Associação Comercial de Campos do Jordão, [2008?]. Disponível em: <http://www.acecamposdojordao.com.br/?p=117>. Acesso em: 13 out. 2008. NASCIMENTO, Thiago. Livraria Saraiva: um modelo de negócio que explora bem o conceito “free”. [S. l.], 2008. Disponível em: <http://www.ideavertising.com.br/inovacao/livraria-cultura-um-modelo-de-negocio-Acesso em: 13 out. 2008. O ESTADO DE S. PAULO. Uma história das livrarias no Brasil. São Paulo: Câmara Brasileira do Livro, 2004. Disponível em: <http://www.cbl.org.br/content.php?recid=1088&type=N>. Acesso em: 13 out. 2008. REVISTA SUPERPEDIDO. Ed. n. 19, São Paulo, 2008. Disponível em: <http://www.superpedido.com.br/Site/Revista.aspx?Edicao=19>. Acesso em: 13 out. 2008. SAIANI. Edmour. Revolução no pequeno varejo brasileiro. 6. ed. Rio de Janeiro: Ed. SENAC – RIO, 2004. SEBRAE – MG. Saiba como montar uma livraria. Belo Horizonte, 2008. Disponível em: <www.sebraemg.com.br/Geral/Arquivo_get.aspx?cod_documento=179&cod_conteudo=Acesso em: 27 out. 2008. SEBRAE - SC. Livraria. Florianópolis, [2008?]. Disponível em: <http://www.sebrae-sc.com.br/ideais/default.asp?vcdtexto=2667&%5E%5E>. Acesso em: 27 out. 2008. SICILIANO, Osvaldo. Entrevista. São Paulo: Associação Nacional de Livrarias, 2008. Disponível em: <http://www.anl.org.br/exibe_noticia.php?id=60>. Acesso em: 13 out. 2008. SOUZA, Jesiane et al. Como tudo começou: a história das livrarias mais famosas. Disponível em: <http://www.anhembi.br/publique/cg. Acesso em: 13 out. 2008.
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