|
Lan house Apresentação do Negócio O termo lan house é comumente usado para nomear um estabelecimento comercial onde as pessoas pagam para utilizar um computador com acesso à internet e a uma rede local. Lan é a abreviação para “Local Area Network”, ou rede local de computadores, caracterizada por disponibilizar diversos computadores conectados em rede de modo a permitir a interação dos usuários. O modelo de negócio surgiu na Coréia do Sul e chegou ao Brasil em 1998, impulsionado pelo crescimento dos jogos eletrônicos em rede. Com a popularização da internet, as lan houses deixaram de ser apenas casas de jogos e passaram a prestar serviços variados para a população: impressão de documentos, xerox, fax, acesso a segunda via de contas, consulta a antecedentes criminais, cadastro de currículos em agências de emprego, registro de boletim de ocorrência, elaboração da declaração de imposto de renda, consulta de multa de trânsito, acompanhamento de processos jurídicos e consulta ao SPC e ao Serasa. Ao mesmo tempo, os jovens continuam consumindo horas de acesso com os sites de relacionamento e as redes sociais, como o Orkut, Facebook, Twitter, Skype, MSN e Youtube. A lan house sempre foi um instrumento para a disseminação da banda larga no país, pois o alcance de conexão rápida no Brasil ainda é baixo - atende apenas 21% do total de residências. Metade dos 65 milhões de usuários brasileiros de internet utiliza os serviços prestados pelas lan houses. Alguns fatores contribuem para o sucesso desse negócio. A competição tecnológica, a abertura do mercado de informática e as isenções tributárias para o setor reduziram o preço de computadores e acessórios. Segundo a Presidência da República, o Plano Nacional de Banda Larga, anunciado recentemente pelo Governo Federal, pretende disponibilizar cerca de um bilhão de reais para financiar pequenas lan houses e R$ 6,5 bilhões para financiar a compra de equipamentos. O faturamento da lan house também pode ser incrementado com a venda de café e bebidas geladas. Tais produtos chegam a aumentar a receita em cerca de 20%. Além disso, o empreendedor pode prestar outros serviços remunerados como a venda de cartão telefônico e recarga de celular, assessoria em informática, manutenção de computadores, venda de acessórios em informática, venda de materiais escolares, prestação de serviço de digitação de trabalhos acadêmicos, encadernação, plastificação, impressão de fotos, serviço de cópias, gravação de CD e DVD, comercialização de impressos e locação de jogos eletrônicos. Porém, o empreendedor precisa vencer alguns desafios. Com o crescimento da banda larga no país, o público-alvo das lan houses vem migrando para as classes sociais C, D e E e para as regiões Norte e Nordeste do país. E, segundo o Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação, 86% das lan houses brasileiras são improvisadas, também chamadas de lan houses de garagem. Instituições como o Sebrae desenvolvem projetos que apóiam a formalização destas empresas. O futuro do negócio aponta para a criação de centros tecnológicos de serviços, onde a lan house será especializada na prestação de serviços educacionais, de apoio comercial, de serviços públicos ou de inclusão digital. Para melhor lidar com estas escolhas, o empreendedor deve elaborar um plano de negócios. Consulte o SEBRAE mais próximo para auxiliar na construção do plano. Mercado Segundo a ABCID – Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital e o Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação, existem cerca de 90 mil lan houses em funcionamento no Brasil, sendo que 86% delas são clandestinas e informais. Elas atendem 32 milhões de brasileiros. Os principais usuários pertencem às classes C (52%), e D e E (74%). A maior penetração está na região Nordeste, com 63%, seguida das regiões Norte (59%), Centro-Oeste (47%), Sudeste (38%) e Sul (34%). Pelos dados do PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do IBGE, 37,2% das pessoas que não navegam na internet não o fazem devido à falta de acesso a computadores. Já a população que acessa a internet, 10% utiliza um centro público de acesso gratuito e 21,9% utilizam um centro público de acesso pago. Por isso, as lan houses também cumprem um importante papel social. Segundo estudo do Banco Mundial, a cada vez que a penetração da banda larga num país emergente cresce 10%, o PIB local sobe 1,4%. Pesquisas de 2007 apontam que 90% dos usuários urbanos utilizam a internet para comunicação, 83% utilizam para a busca de informações e 72% utilizam para a educação e treinamento. Já na área rural, 87% utilizam para comunicação, 77% utilizam para a busca de informações e 67% utilizam para a educação. Devido ao risco intrínseco ao negócio, recomenda-se a realização de ações de pesquisa de mercado para avaliar a demanda e a concorrência. Seguem algumas sugestões: • Pesquisa em fontes como prefeitura, guias, IBGE e associações de bairro para quantificação do mercado alvo; • Pesquisa a guias especializados e revistas de tecnologia e assistência técnica. Trata-se de um instrumento fundamental para fazer uma análise da concorrência, selecionando concorrentes por bairro, faixa de preço e especialidade; • Visita aos concorrentes diretos, identificando os pontos fortes e fracos dos estabelecimentos que trabalham no mesmo nicho; • Participação em seminários especializados. Localização A localização do ponto comercial é uma das decisões mais relevantes para uma lan house. A escolha vai depender do modelo de negócio adotado. Se o empreendedor quiser investir em uma lan house voltada para o segmento de jogos eletrônicos, recomenda-se a instalação próxima a escolas (quando permitido), faculdades, shopping centers e pontos de circulação de jovens. O público deste tipo de lan house é predominantemente masculino, com idade entre 12 e 35 anos. Bairros com grande quantidade de hotéis também são interessantes porque concentram turistas que desejam utilizar o Skype e outras ferramentas de comunicação. Mas se a lan house busca atender as classes C, D e E em serviços de conveniência, deve-se buscar locais próximos a terminais de ônibus, estações de metrô, calçadões, shopping populares e feiras. O empreendedor pode consultar as dicas da “Bússola Sebrae”, no website http://www.sebrae.com.br. Alguns detalhes devem ser observados na escolha do imóvel: • O imóvel atende às necessidades operacionais referentes à localização, capacidade de instalação do negócio, possibilidade de expansão, características da vizinhança e disponibilidade dos serviços de água, luz, esgoto, telefone e internet? • O local está sujeito a inundações ou próximo a zonas de risco? • O imóvel está legalizado e regularizado junto aos órgãos públicos municipais? • A planta do imóvel está aprovada pela Prefeitura? • Houve alguma obra posterior, aumentando, modificando ou diminuindo a área primitiva? • As atividades a serem desenvolvidas no local respeitam a Lei de Zoneamento ou o Plano Diretor do Município? • Os pagamentos do IPTU referente ao imóvel encontram-se em dia? • O que a legislação local determina sobre o licenciamento das placas de sinalização? Exigências legais específicas Para registrar uma empresa, a primeira providência é contratar um contador – profissional legalmente habilitado para elaborar os atos constitutivos da empresa, auxiliá-lo na escolha da forma jurídica mais adequada para o seu projeto e preencher os formulários exigidos pelos órgãos públicos de inscrição de pessoas jurídicas. Atualmente é possível registrar lan house como Empreendedor Individual na atividade (CNAE) Sala de Acesso a Internet. Isso está abaixo e já deveria vir logo no primeiro parágrafo. O contador pode informar sobre a legislação tributária pertinente ao negócio. Mas, no momento da escolha do prestador de serviço, deve-se dar preferência a profissionais indicados por empresários com negócios semelhantes. Para legalizar a empresa, é necessário procurar os órgãos responsáveis para as devidas inscrições. As etapas do registro são: • Registro de empresa nos seguintes órgãos: o Junta Comercial; o Secretaria da Receita Federal (CNPJ); o Secretaria Estadual da Fazenda; o Prefeitura do Município para obter o alvará de funcionamento; o Enquadramento na Entidade Sindical Patronal (a empresa ficará obrigada ao recolhimento anual da Contribuição Sindical Patronal); o Cadastramento junto à Caixa Econômica Federal no sistema “Conectividade Social – INSS/FGTS”. o Corpo de Bombeiros Militar. • Visita a prefeitura da cidade onde pretende montar a sua loja (quando for o caso) para fazer a consulta de local; • Preparar e enviar o requerimento ao Chefe do DFA/SIV do seu Estado, solicitando a vistoria das instalações e equipamentos. O proprietário de lan house figura nas atividades permitidas para o Empreendedor Individual como -, ou como "Proprietário de Sala de Acesso à Internet" (CNAE 8299/7-07) - Salas de Acesso à Internet. A base legal é a o anexo único da Resolução CGSN nº 58/2009. No site da receita o anexo está riscado o que vale é a relação que está no www.portaldoempreendedor.gov.br As principais exigências legais aplicáveis a este segmento são: • Lei de Programa de Computador nº 9.609/98: promulgada em 19/02/98, substituiu a Lei 7646/87 e entrou em vigor na data de sua publicação, dando liberdade de produção e comercialização de softwares de fabricação nacional ou estrangeira; • Lei de direitos autorais nº 9.610/98: substitui a Lei 5.988/73 e entrou em vigor 120 dias após sua publicação. Foi promulgada em 19 de fevereiro de 1998. Assegurou a integral proteção dos direitos dos seus autores e estabeleceu penas rigorosas a quem viole esses direitos. Desta forma, piratear programas de computador tornou-se crime, passível de pena de seis meses a dois anos de prisão; • Lei de Informática nº 10.176/01: altera a Lei nº 8.248, de 23 de outubro de 1991, a Lei n° 8.387, de 30 de dezembro de 1991, e o Decreto-Lei n° 288, de 28 de fevereiro de 1967, dispondo sobre a capacitação e competitividade do setor de tecnologia da informação. Para coibir práticas ilegais de pedofilia e fraude na internet, alguns governos estaduais e prefeituras promulgaram leis e decretos que disciplinam o setor. A maioria das lan house é obrigada a realizar um cadastro dos usuários que freqüentam estabelecimento, expor em local visível a lista de jogos disponíveis com a sua classificação etária e permitir o acesso a portadores de deficiência física. Em algumas cidades, as lan houses são proibidas de vender bebidas alcoólicas e cigarros. Outros exemplos de legislações locais são: • Lei 12.228/06 do estado de São Paulo: dispõe sobre os estabelecimentos comerciais que colocam à disposição, mediante locação, computadores e máquinas de acesso à internet e dá outras providências. • Lei 4.782/06 do estado do Rio de Janeiro: proíbe a instalação de lan houses a uma distância menor do que um km de escolas públicas e municipais. • Portaria 03/07 do estado de Minas Gerais: limita o tempo de estadia de crianças e adolescentes em lan houses e regulamenta horários por faixa etária. As empresas que fornecem serviços e produtos no mercado de consumo devem observar as regras de proteção ao consumidor, estabelecidas pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC). O CDC, publicado em 11 de setembro de 1990, regula a relação de consumo em todo o território brasileiro, na busca de equilibrar a relação entre consumidores e fornecedores. Vale lembrar também que: • Comete crime o empresário que importar, expor ou manter em estoque programas estrangeiros que não tenham sido registrados na SEPIN - Secretaria de Política de Informática e Automação, órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia. A lei prevê pena de detenção de até quatro anos, além de multa; • Os produtos e equipamentos importados adquiridos pelo empreendedor devem entrar no país com toda a documentação legal em ordem. Caso contrário, o empreendedor pode ser enquadrado como cúmplice em crime de contrabando; • O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), autarquia federal vinculada ao Ministério da Indústria, Comércio e Turismo, é o órgão responsável pelos registros dos programas de computador. Para que possa garantir a exclusividade na produção, uso e comercialização de um programa de computador, o interessado deve comprovar a autoria do mesmo através do registro no INPI. Em relação aos principais impostos e contribuições que devem ser recolhidos pela empresa, vale uma consulta ao contador sobre da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (disponível em http://www.leigeral.com.br), em vigor a partir de 01 de julho de 2007. Estrutura A estrutura básica deve contar com um imóvel de cerca de 50m², com flexibilidade para ampliação conforme o desenvolvimento do negócio. O ambiente deve comportar um balcão de atendimento, um banheiro e um salão com baias e divisórias para 15 máquinas. Caso o empreendedor opte por uma quantidade menor de computadores, o cálculo médio pode ser de 1,5 m² por máquina. A rede local de dados deve ser feita de forma a facilitar sua manutenção. O empreendedor deve planejar a refrigeração do ambiente para minimizar o desgaste dos equipamentos e adequar-se às normas de segurança pré-estabelecidas pelo Corpo de Bombeiros. A lan house pode vender alguns produtos de hardware, software e periféricos. Para isso, o empreendedor deve planejar um espaço para o mostruário de produtos, com gôndolas e prateleiras organizadas, em ambiente arejado, limpo, claro. O local de trabalho deve ser limpo e organizado. O piso, a parede e o teto devem estar conservados e sem rachaduras, goteiras, infiltrações, mofos e descascamentos. O piso deve ser de alta resistência e durabilidade e de fácil manutenção. Cerâmicas e ladrilhos coloridos proporcionam um toque especial, enquanto granito e porcelanato oferecem luxo e sofisticação ao ambiente. Paredes pintadas com tinta acrílica facilitam a limpeza. Texturas e tintas especiais na fachada externa personalizam e valorizam o ponto. Sempre que possível, deve-se aproveitar a luz natural. No final do mês, a economia da conta de luz compensa o investimento. Quanto às artificiais, a preferência é pelas lâmpadas fluorescentes. Ao fazer o layout da lan house, o empreendedor deve levar em consideração a ambientação, decoração, circulação, ventilação e iluminação. Na área externa, deve-se atentar para a fachada, letreiros, entradas, saídas e estacionamento. Profissionais qualificados (arquitetos, engenheiros,) poderão ajudar a definir a necessidade de alterações a serem feitas no imóvel, orientando em questões sobre ergometria, fluxo de operação, , iluminação, ventilação, etc. Pessoal O número de funcionários varia de acordo com o tamanho do empreendimento. As principais funções desempenhadas em uma lan house são: • Gerente: responsável pelas atividades administrativas, financeiras, de controle de estoque e da comercialização. Deve ter conhecimento da gestão do negócio, do processo produtivo e do mercado. Precisa manter contato com fabricantes de hardware e software. Pode ser o proprietário; • Atendente: responsável pelo atendimento presencial e telefônico aos clientes. Precisa ser educado e prestativo, pois representa a imagem da empresa perante o público externo. Deve conhecer bem o ofício de manutenção de hardware, software e rede. Também precisa ter paciência e estar apto a ajudar os clientes nas tarefas mais simples como navegar na internet, utilizar o Skype, baixar fotos, imprimir documentos, etc. Normalmente, uma lan house funciona 16 horas por dia, de 8h00 às 24h00. Sábados e domingos são dias de grande movimento. Dependendo do volume de clientes e da época do ano, pode ser necessária a ampliação do horário de funcionamento (algumas lan houses funcionam 24 horas, com descontos no período da madrugada), exigindo a contratação temporária de mais atendentes. Esta expansão do negócio precisa ser planejada conforme o aumento da demanda. O atendimento é um item que merece uma atenção especial do empresário, visto que nesse segmento de negócio há uma tendência ao relacionamento de longo prazo com clientes e empresas, além de ajudar na indicação de novos clientes. A qualificação de profissionais aumenta o comprometimento com a empresa, eleva o nível de retenção de funcionários, melhora a performance do negócio e diminui os custos trabalhistas com a rotatividade de pessoal. O treinamento dos colaboradores deve desenvolver as seguintes competências: • Capacidade de percepção para entender e atender as expectativas dos clientes; • Agilidade e presteza no atendimento; • Capacidade de apresentar e vender os serviços da loja; • Motivação para crescer juntamente com o negócio. Deve-se estar atento para a Convenção Coletiva do Sindicato dos Trabalhadores nessa área, utilizando-a como balizadora dos salários e orientadora das relações trabalhistas, evitando, assim, conseqüências desagradáveis. O empreendedor pode participar de seminários, congressos e cursos direcionados ao seu ramo de negócio, para manter-se atualizado e sintonizado com as tendências do setor. O Sebrae da localidade poderá ser consultado para aprofundar as orientações sobre o perfil do pessoal e treinamentos adequados. Equipamentos O projeto básico de uma lan house pode contar com os seguintes equipamentos: • Ar condicionado. • Computadores com a seguinte configuração: Intel Core 2 Duo 2.66 GHz, FSB 1066 MHz, cachê L2 de 3 MB, memória RAM de 4GB, HD de 500GB, DVRW 16x, 2 slots de memória, leitor de cartões, processamento de vídeo integrado com alocação dinâmica de até 224 MB, áudio integrado, rede 10/100 Mbps, modem 56kbps, teclado português Brasil ABNT2 107 teclas, mouse ótico com scroll, caixas de som 2.0 estéreo, fone de ouvido, webcam, com monitor widescreen de 15,6´´ e estabilizador. • Impressora a laser colorida e scanner. • Softwares, antivirus e sistemas operacionais. • Jogos eletrônicos. • Suprimentos de rede. • Cadeiras giratórias. • Baias. • Balcão de atendimento. Matéria Prima / Mercadoria Os serviços mais utilizados em uma lan house são: • Impressão de documentos. • Xerox e fax. • Acesso a segunda via de contas. • Consulta a antecedentes criminais. • Cadastro de currículos em agências de emprego. • Registro de boletim de ocorrência. • Elaboração da declaração de imposto de renda. • Consulta de multa de trânsito. • Acompanhamento de processos jurídicos e consulta ao SPC e ao Serasa. • Acesso com os sites de relacionamento e as redes sociais, como o Orkut, Facebook, Twitter, Skype, MSN e Youtube. Para a prestação dos serviços citados, a lan house consome peças e componentes de informática que garantem a manutenção adequada dos microcomputadores. O empreendedor deve conhecer fornecedores confiáveis que vendam produtos legalizados e de qualidade. Deve-se exigir a nota fiscal dos componentes adquiridos para evitar problemas tributários. As principais peças que são utilizadas na manutenção e upgrade (atualização) dos equipamentos são: • Placa-mãe: também conhecida por CPU (Unidade Central de Processamento), trata-se de um conjunto de circuitos impressos reunidos em uma grande placa cuja principal tarefa é fazer com que todos os componentes do computador se comuniquem. Fornece uma espécie de sistema viário e energia para o tráfego de dados; • Processador: circuito integrado de controle das funções de cálculos e tomada de decisões de um computador. Hoje, todos os circuitos e chips dispostos em diversas placas que compõem a CPU estão integrados ao processador; • Memória RAM (Random Access Memory): dispositivo que permite um computador armazenar dados temporariamente; • Disco rígido: também conhecido como HD (Hard Disk) ou winchester, trata-se do componente onde são armazenadas as informações de forma permanente. Caracterizado como memória física, não-volátil, trata-se de um sistema lacrado contendo discos de metal recobertos por material magnético, onde os dados são armazenados através de cabeças e revestidos externamente por uma proteção metálica presa ao gabinete do computador por parafusos. Nele são gravados os dados que executam os programas (software). • Placa de vídeo (ou placa gráfica): componente responsável pela geração das imagens que são exibidas no monitor. Normalmente, possui processador e memória próprios. É uma das placas de expansão que mais evoluem atualmente, tanto em poder de processamento quanto em capacidade de memória; • Placa de rede: é utilizada para ligar o computador a uma rede de computadores. As mais populares são as de padrão Ethernet, que trabalham com velocidades de 10 Mbps, 100 Mbps e 1 Gbps; • Modem: placa utilizada para conectar o computador a uma rede utilizando uma linha telefônica tradicional para acesso à Internet; • Placa de som: responsável pela geração de áudio. Costuma possuir conectores de entrada (microfone) e de saída (alto-falante). Organização do processo produtivo O processo produtivo básico de uma lan house pode ser dividido em três etapas: 1) Recepção e cadastro de clientes: abrange o preenchimento dos dados do cliente em formulário eletrônico do sistema e a alocação de um computador desocupado. 2) Monitoramento: significa o auxílio ao cliente, quando necessário, na execução das tarefas desejadas, tais como imprimir documentos, navegar na web, abrir arquivos, baixar fotos, gravar CDs, etc. 3) Encerramento da conta e pagamento: representa o cálculo do valor devido do cliente, referente ao tempo de acesso e aos recursos utilizados. Além das etapas do processo produtivo, uma lan house envolve outras atividades, referentes à gestão da empresa: • Administração e Finanças: organização interna e limpeza do estabelecimento, fixação da política de preços, manutenção de contatos com o contador, locador, dentre outros, acompanhamento da legislação pertinente para verificar conformidade e impostos incidentes, controle de caixa, de contas a receber e cobranças, compra de insumos, controle de contas a pagar de fornecedores e a prestação de informações ao escritório contábil e admissão, rescisão, treinamento e pagamento de funcionários. • Compras: gerenciamento das compras, despesas gerais e pagamentos da empresa, tomando todas as decisões pertinentes a contratações, propaganda e negociação com fornecedores, controle de reposição de estoques, supervisão e execução dos inventários periódicos dos estoques de mercadorias. • Recursos humanos: gerenciamento do processo de contratação e acompanhamento dos funcionários incluindo: entrevistas de admissão, negociação salarial e benefícios, encaminhamento para exames médicos, rescisões, pagamentos, etc. • Atendimento ao cliente: recebimento e direcionamento dos clientes para as máquinas disponíveis, suporte nas solicitações e orientações aos clientes, manutenção permanente, acompanhamento sobre os jogos mais cobiçados pelos clientes e produtos da concorrência, tratamento das reclamações e sugestões dos clientes, análise do giro dos produtos comercializados, identificando as preferências dos clientes e fazendo as sugestões para introdução de novos produtos. • Marketing: planejamento e execução dos projetos de divulgação e da estratégia de marketing da loja, incluindo a distribuição de panfletos, malas diretas, confecção de adesivos, etc, realização de campeonatos de jogos e pacotes diferenciados de preços, realização de pesquisas de acompanhamento de preços e atuação da concorrência. • Manutenção software e hardware: gerenciamento da manutenção, atualização e reposição dos equipamentos de hardware identificando novos produtos e fornecedores, manutenção do contato com vendedores e equipe de suporte dos fornecedores de software, incluindo a manutenção do software de gestão da Lan. Automação No mercado existem diversos pacotes de gerenciamento e automação de lan houses. Estes softwares possibilitam o controle das máquinas de acesso e o gerenciamento do negócio. Porém antes de se decidir pelo sistema a ser utilizado o empreendedor deve verificar a sua conformidade em relação à legislação fiscal municipal e estadual, a facilidade de suporte e atualizações oferecida pelo fornecedor. Recomenda-se que o aplicativo tenha as funcionalidades listadas abaixo: • Controle em relação ao tempo de utilização das máquinas; • Controle dos dados sobre faturamento; • Controle do estoque e venda de produtos; • Controle e armazenamento de tempo para clientes; • Controle na distribuição bônus; • Cadastro de Milhagem e promoções; • Bloqueio de programas indesejados (dentre eles sites e programas proibidos); • Organização de contas a pagar; • Manutenção de clientes em débito; • Controle remoto sobre as máquinas clientes; • Lista de espera • Controle do fluxo de caixa automático; • Relatórios e gráficos gerenciais para análise real do faturamento da loja. • Controle contra a exposição de dados confidenciais; • Mecanismos de bloqueio e desbloqueio de máquinas; • Controle de conexões. Dentre os softwares gratuitos mais conhecidos, destacam-se: • VSCyber.net 2.6 Free; • Controle de tempo para lan house 1.9.4; • Patria – Sistema para gerenciamento e proteção de lan house, cyber café e escolas 1.0; • Timer Café – Lan House Manager 4.3.4; • ScanCool Lan 2.25; • XPG Gerenciador 2006; • Aston Secure Desktop Trial; • SIL 2.01; • Application Access Server 2.0.48; • CyberCafePro Server 6.0.170; • Opticyber 8.2.5; • Tech-Cybercafé 9.0; • Habitus Internet Manager 2.0; • Cyber Administrador 2006 06.0.0.5; • NetWin LanHouse Manager; • Administrador Timer Café - Lan House Manager 4.0.3; • Lanma - Lan House Manager 3.22; • Administrador VSCyber; • CS Manager - Cyber Squ@re Manager 2.2; • Odin 4.0.37. Canais de distribuição O serviço é prestado nas próprias instalações da lan house. Investimentos O investimento varia muito de acordo com o porte do empreendimento. Uma lan house estabelecida numa área de 50m², com 15 computadores, exige um investimento inicial estimado em R$ 55 mil, aproximadamente, a ser alocado majoritariamente nos seguintes itens: • Reforma do local: R$ 5.000,00. • Abertura da empresa: R$ 1.000,00. • Marketing inicial: R$ 3.000,00. • Ar condicionado: R$ 1.000,00. • 16 Computadores com a seguinte configuração: Intel Core 2 Duo 2.66 GHz, FSB 1066 MHz, cachê L2 de 3 MB, memória RAM de 4GB, HD de 500GB, DVRW 16x, 2 slots de memória, leitor de cartões, processamento de vídeo integrado com alocação dinâmica de até 224 MB, áudio integrado, rede 10/100 Mbps, modem 56kbps, teclado português Brasil ABNT2 107 teclas, mouse ótico com scroll, caixas de som 2.0 estéreo, fone de ouvido, webcam, com monitor widescreen de 15,6´´ e estabilizador: R$ 20.000,00. • Impressora a laser colorida e scanner: R$ 700,00. • Softwares, antivirus e sistemas operacionais: R$ 5.000,00 (o empreendedor deve priorizar a utilização de softwares abertos e gratuitos). • Jogos eletrônicos: R$ 8.000,00. • Suprimentos de rede: R$ 3.300,00. • 16 Cadeiras giratórias: R$ 4.000,00. • 15 Baias: R$ 3.500,00. • Balcão de atendimento: R$ 500,00. O investimento inicial pode ser reduzido, caso o empreendedor opte por uma lan house com menos computadores. Em média, o custo de cada ponto de atendimento, com computador, baia e cadeira, gira em torno de R$ 1.750,00. Para uma informação mais apurada sobre o investimento inicial, sugere-se que o empreendedor utilize o modelo de plano de negócio disponível no Sebrae. Capital de giro Capital de giro é o montante de recursos financeiros que a empresa precisa manter para garantir a dinâmica do seu processo de negócio. O capital de giro precisa de controle permanente, pois tem a função de minimizar o impacto das mudanças no ambiente de negócios onde a empresa atua. O desafio da gestão do capital de giro deve-se, principalmente, à ocorrência dos fatores a seguir: • Variação dos diversos custos absorvidos pela empresa; • Aumento de despesas financeiras, em decorrência das instabilidades desse mercado; • Baixo volume de vendas; • Aumento dos índices de inadimplência; • Altos níveis de estoques. O empreendedor deve ter um controle orçamentário rígido de forma a não consumir recursos sem previsão. O empresário deve evitar a retirada de valores além do pró-labore estipulado, pois no início todo o recurso que entrar na empresa nela deverá permanecer, possibilitando o crescimento e a expansão do negócio. Dessa forma, a empresa poderá alcançar mais rapidamente sua auto-sustentação, reduzindo as necessidades de capital de giro e agregando maior valor ao novo negócio. Geralmente, a necessidade de capital de giro é baixa para a operação de uma lan house, em torno de 10% do investimento inicial. Custos Custos são todos os gastos realizados na produção de um bem ou serviço e que serão incorporados posteriormente ao preço dos produtos ou serviços prestados, como: aluguel, água, luz, salários, honorários profissionais, despesas de vendas, matéria-prima e insumos consumidos no processo de produção. O cuidado na administração e redução de todos os custos envolvidos na compra, produção e venda de produtos ou serviços que compõem o negócio, indica que o empreendedor poderá ter sucesso ou insucesso, na medida em que encarar como ponto fundamental a redução de desperdícios, a compra pelo melhor preço e o controle de todas as despesas internas. Quanto menores os custos, maior a chance de ganhar no resultado final do negócio. Os custos mensais de uma lan house com faturamento médio de R$ 6.000,00 devem ser estimados considerando os itens abaixo: • Salários, comissões e encargos: R$ 1.600,00. • Tributos, impostos, contribuições e taxas: R$ 900,00. • Aluguel, taxa de condomínio, segurança: R$ 500,00. • Água, luz, telefone e acesso a internet: R$ 400,00. • Produtos para higiene e limpeza da empresa e funcionários: R$ 100,00. • Recursos para manutenções corretivas: R$ 200,00. • Produtos para higiene e limpeza da empresa e funcionários: R$ 100,00. • Assessoria contábil: R$ 400,00. • Propaganda e publicidade da empresa: R$ 200,00. • Aquisição de matéria-prima e insumos: R$ 200,00. • Despesas com vendas: R$ 200,00. • Despesas com armazenamento e transporte: R$ 200,00. Seguem algumas dicas para manter os custos controlados: • Comprar pelo menor preço; • Negociar prazos mais extensos para pagamento de fornecedores; • Evitar gastos e despesas desnecessárias; • Manter equipe de pessoal enxuta; • Reduzir a inadimplência, através da utilização de cartões de crédito e débito. Diversificação / Agregação de valor Agregar valor significa oferecer produtos e serviços complementares ao produto principal, diferenciando-se da concorrência e atraindo o público-alvo. Não basta possuir algo que os produtos concorrentes não oferecem. É necessário que esse algo mais seja reconhecido pelo cliente como uma vantagem competitiva e aumente o seu nível de satisfação com o produto ou serviço prestado. As pesquisas quantitativas e qualitativas podem ajudar na identificação de benefícios de valor agregado. No caso de uma lan house, há várias oportunidades de diferenciação, tais como: • Comercialização de produtos de informática: hardware, software e periféricos; • Disponibilização de serviços de escritório virtual para comerciantes e microempresários; • Prestação de serviços de suporte técnico; • Venda de café, bebidas geladas e lanches; • Prestação de serviços digitais para a comunidade; • Parceria com escolas técnicas e universidades de ensino à distância; • Prestação de serviços de encadernação, plastificação, impressão de fotos e xerox; • Gravação de CD e DVD; • Comercialização de impressos; • Locação de jogos eletrônicos; • Venda de cartão telefônico e recarga de celular; • Prestação de serviços de digitação de trabalhos acadêmicos. Divulgação A divulgação é um componente fundamental para o sucesso de uma lan house. As campanhas publicitárias devem ser adequadas ao orçamento da empresa, à sua região de abrangência e às peculiaridades do local. Abaixo, sugerem-se algumas ações mercadológicas acessíveis e eficientes: • Confeccionar folders e flyers para a distribuição em empresas e residências; • Organizar torneios e campeonatos de jogos eletrônicos; • Oferecer pacotes de utilização para os clientes mais assíduos; • Firmar parcerias com escolas de informática e lojas de informática; • Promover o espaço para festas (lan parties) e treinamento corporativo; • Oferecer pacotes “corujão” para estimular o acesso à noite da lan house. O empreendedor deve sempre entregar o que foi prometido e, quando puder, superar as expectativas do cliente. Ao final, a melhor propaganda será feita pelos clientes satisfeitos e bem atendidos. Informações Fiscais e Tributárias O segmento de Lan House, assim entendido como Exploração de jogos eletrônicos e recreativos, com locação de produtos de informática no próprio local, poderá optar pelo SIMPLES Nacional - Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, instituído pela Lei Complementar nº 123/2006, caso a receita bruta de sua atividade não ultrapassar R$ 240.000,00 (microempresa) ou R$ 2.400.000,00 (empresa de pequeno porte) e respeitando os demais requisitos previstos na Lei. Nesse regime, o empreendedor poderá recolher os seguintes tributos e contribuições, por meio de apenas um documento fiscal – o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional): • IRPJ (imposto de renda da pessoa jurídica); • CSLL (contribuição social sobre o lucro); • PIS (programa de integração social); • COFINS (contribuição para o financiamento da seguridade social); • ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços); • ISS QN ( imposto sobre serviços de qualquer natureza); • INSS - Contribuição para a Seguridade Social relativa a parte patronal. Conforme a Lei Complementar nº 128/2008, as alíquotas do SIMPLES Nacional, para esse ramo de atividade, vão de 4% até 11,61%, dependendo da receita bruta auferida pelo negócio. No caso de início de atividade no próprio ano-calendário da opção pelo SIMPLES Nacional, para efeito de determinação da alíquota no primeiro mês de atividade, o empreendedor utilizará, como receita bruta total acumulada, a receita do próprio mês de apuração multiplicada por 12 (doze). Se o Estado em que o empreendedor estiver exercendo a atividade conceder benefícios de isenção e/ou substituição tributária para o ICMS, a alíquota poderá ser reduzida conforme o caso. Na esfera Federal poderá ocorrer redução quando se tratar de PIS e/ou COFINS. Se a receita bruta anual não ultrapassar a R$ 36.000,00, o empreendedor poderá se enquadrar como Microempreendedor Individual – MEI, ou seja, sem sócio. Neste caso, os recolhimentos dos tributos e contribuições serão efetuados em valores fixos mensais conforme abaixo: O empresário não precisa recolher os tributos do sistema unificado, exceto: ISS valor fixo de R$ 5,00 (cinco reais) e ICMS valor fixo de R$ 1,00 (um real), independente do faturamento, quando devido de acordo com o ramo de negócio, para este caso: I) Sem empregado • R$ 51,15 mensais para o INSS relativa à contribuição previdenciária do empreendedor; • R$ 5,00 ® a título de ISS Imposto sobre serviço de qualquer natureza. (só locação não tem ISS, locação com serviço de informática acrescenta o ISS) II) Com um empregado O empreendedor recolherá mensalmente, além dos valores acima, os seguintes percentuais: • Retém do empregado 8% de INSS sobre a remuneração; • Desembolsa 3% de INSS patronal sobre a remuneração do empregado. Havendo receita excedente ao limite permitido (R$ 36.000,00) não superior a 20% (R$ 43.200,00) o MEI terá seu empreendimento incluído no sistema SIMPLES NACIONAL Conclusão: Para este segmento, tanto como LTDA quanto MEI, a opção pelo Simples Nacional sempre será muito vantajosa sobre o aspecto tributário, bem como nas facilidades de abertura do estabelecimento e para cumprimento das obrigações acessórias. Fundamento Legal: Leis Complementares 123/2006, 127/2007, 128/2008 e Resoluções do CGSN – Comitê Gestor do Simples Nacional. Eventos A seguir, são indicados os principais eventos sobre o segmento: Campus Party São Paulo - SP Website: http://www.campus-party.com.br E-mail:
Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email
Fenasoft São Paulo – SP Website: http://www.fenasoft.com.br Entidades em Geral A seguir, são indicadas as principais entidades de auxílio ao empreendedor: ABCID Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital Website: http://www.abcid.org.br ABES Associação Brasileira das Empresas de Software Av. Ibirapuera 2907 8º andar, cj. 811. Moema CEP: 04029-200 São Paulo - SP Website: http://www.abes.org.br E-mail:
Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email
Fone: (11) 5044-7900 Fax: (11) 5044-8338 Telepirata: 0800-11-0039 ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas São Paulo – SP Fone: (11) 3017-3600 Website: http://www.abnt.com.br E-mail:
Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email
ASSESPRO Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia de Informação Rua Buenos Aires, nº 68 – 14º andar, Centro. CEP: 20070-022 Rio de Janeiro - RJ Website: http://www.assespro.org.br E-mail:
Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email
Fone: (21) 2507-8506 CDI Comitê para Democratização da Informática Rua Alice 150, Laranjeiras CEP: 22241-020 Rio de Janeiro – RJ Fone: (21) 3235-9450 Fax: (21) 3235-9451 Website: http://www.cdi.org.br E-mail:
Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email
Ministério da Ciência e Tecnologia Esplanada dos Ministérios, Bl. E. CEP: 70067-900. Brasília - DF Fone: (61) 3317- 7500 Fax: (61) 3317-7765 Website: http://www.mct.gov.br Receita Federal Brasília - DF Website: http://www.receita.fazenda.gov.br Registro BR – Registro e Hospedagem de Endereço na Internet Av. das Nações Unidas, 11541, 7º andar. CEP: 04578-000 São Paulo – SP Fone: (11) 5509-3500 Website: http://www.registro.br SNDC Sistema Nacional de Defesa do Consumidor Website: http://www.mj.gov.br/dpdc/sndc.htm Normas Técnicas Não existem normas técnicas que regulamentem este segmento empresarial. Glossário Seguem alguns termos técnicos extraídos do glossário disponível em: http://www.informadicas.com.br. Access: Gerenciador de Banco de Dados da Microsoft. Acesso Remoto: Trata-se de conectar microcomputadores que estejam fisicamente distantes da rede local, de forma que estes operem como se estivessem localmente conectados. Acrobat: Software da Adobe Systems. Executa intercâmbio entre plataformas diferentes, ou seja, permite a troca de documentos entre Unix, Windows ou computadores Macintosh através do formato .pdf. ActiveX: Desenvolvida pela Microsoft, esta tecnologia permite controlar objetos animados nos arquivos de trabalho em aplicativos como PowerPoint, Internet Explorer, Word, Access, Excel entre outros. Adaptive Tecnology: Tecnologia Intel, que permite a atualização do micro código do chip controlador de uma placa ou equipamento, otimizando o desempenho do sistema para vários sistemas operacionais diferentes. ADSL - Asymmetric Digital Subscriber Line: Tecnologia que permite transmissões de dados em alta velocidade em cabos comuns de telefone. ADSL foi criada para se beneficiar da troca de dados assimétrica entre o usuário e a Internet. Funciona sobre cabos de par-trançado. Pode-se usar o telefone enquanto trafega dados, sem perda de banda. AFT - Adapter Fault Tolerance: Tecnologia que cria dois links de comunicação de dados entre dispositivos. Caso existam problemas no link principal, os dados são desviados para o link secundário de backup, evitando a paralisação da comunicação. AGP - Porta Gráfica Aceleradora: Barramento que aumenta sensivelmente o desempenho do vídeo em ambientes gráficos e aplicativos com recursos 3D com texturização (Cad e Jogos). ANSI - American National Standards Institute: Principal órgão responsável pelo desenvolvimento de padrões nos Estados Unidos. ANSI é uma instituição não-governamental sem fins lucrativos, patrocinada por organizações de comércio, sociedades profissionais e pela indústria. Anonymous: Anônimo, sem nome. Muito usado para conexão em servidores FTP. API - Application Program Interface: Conjunto de rotinas e chamadas de software que podem ser referenciadas por um programa aplicativo para acessar serviços do sistema operacional. Apple: Empresa criada pela dupla Steve Jobs e Steve Wosniac. A Apple foi a maior responsável pelo desenvolvimento da microinformática. Apple Talk: Padrão para comunicação de rede para computadores proprietário da Apple Computer. Para uso na conexão de computadores Macintosh. ASCII - American Standard Code for Information Interchange: Código de dados binário que consiste de 7 bits de dados mais 1 bit de paridade ou símbolos especiais. Estabelecido pela ANSI para padronização do serviço de dados. ASP - Active Server Pages: ASP é um ambiente para programação de páginas dinâmicas e interativas que permite recursos como HTML, linguagem de scripts (VBScript ou JavaScript) e acesso à base de dados. ATAPI - Attachment Package Interface: Extensão do formato IDE para drives de CD-ROM e outros dispositivos que não sejam disco rígido IDE. Attachment: Arquivo atachado. Arquivo associado a uma mensagem. ATM - Assynchronous Transfer Mode: Modo de Transferência Assíncrono (ATM) é uma técnica de comunicação de pacotes rápidos, suporta taxas de transferência de até 10 Gbps. ATM atinge altas velocidades em parte pela transmissão de dados em células de tamanho fixo, dispensando protocolos de correção de erros. Em vez disso, ele depende da integridade das linhas digitais para assegurar a integridade dos dados, o que a torna uma tecnologia cara. Backbone: Parte da rede que concentra o tráfego mais pesado de dados. Usado normalmente para conectar LANs ou WANs entre si. Backplane: Barramento interno de um Hub ou Switch por onde trafegam dados da rede. Bandwidth - Largura de banda: Quantidade máxima de dados que podem trafegar pelo barramento ou cabo. Baud: Unidade que mede a velocidade de sinalização. A velocidade em bauds é o número de mudanças na linha de transmissão ou eventos por segundo. O mesmo que baud rate. Bit: Menor unidade de informação em um sistema binário. BIOS - Basic Input Output System: Em sistemas PC executa as funções necessárias para inicialização do hardware do sistema quando o equipamento é ligado. Boot: Processo de iniciar a execução do sistema operacional após as tarefas executadas pelo BIOS. BPS - Bits por Segundo: Unidade de medida, que mede a velocidade da transmissão de dados na rede. Bridge: Dispositivo que conecta duas redes de estruturas diferentes. Utiliza a camada de enlace da OSI para fazer a conexão. Broadcast: Sistema de envio de mensagem, onde a mensagem é enviada para todos os computadores conectados a uma rede. Browser: Software utilizado para navegar pela Internet. Pode ser ele Microsoft Internet Explorer, Netscape Navigator, Opera, NeoPlanet, entre outros. Buffer: Dispositivo de armazenagem temporária de dados usado para compensar as diferenças no fluxo de dados entre os dois dispositivos. Pode ser tanto um hardware como um software instalado no computador. Byte: Unidade de informação. Bytes são formados por 8 (oito) bits. Também chamado de caracter. Canais Lógicos: No X.25 há a possibilidade de conectar até 4096 canais lógicos em um único circuito físico. A forma de viabilizar este tipo de implementação é usar uma técnica de intercalação de pacotes no tempo, permitindo assim a um DTE receber e enviar dados para vários outros DTEs simultaneamente, operando com um número bastante inferior de circuitos físicos. Conhecida como uma técnica de multiplexação da informação. CCITT - Comité Consulatif de Télégraphique et Téléphonique: Associação internacional que prepara padrões de comunicação aceitos mundialmente (tais como V.21, V.22 e X.25). Cedeu lugar ao ITU-TSS (International Telegraphic Union - Telecommunications Standards Sector). CGI - Common Gateway Interface: É uma interface definida de maneira a possibilitar a execução de programas (gateways) sob um servidor de informações. Neste contexto, os gateways são programas ou scripts (também chamados cgi-bin) que recebem requisições de informação, retornando um documento com os resultados correspondentes. Esse documento pode existir previamente, ou pode ser gerado pelo script especialmente para atender à requisição. Chat: Em inglês, bate-papo. Circuito Físico: Forma de conexão física entre um DTE e um DCE, por exemplo interfaces RS-232C. CMOS - Complementar Metal Oxid Semiconductor: Uma tecnologia de semicondutores usada em muitos circuitos integrados. Normalmente descreve o hardware que contém o BIOS e o relógio de hardware. Código Fonte - Source Code: Um conjunto de instruções que podem ser entendidas por um ser humano e que fazem com que um programa funcione. Conhecido também como fonte, sem ele é muito difícil alterar ou conhecer um programa. CPU - Central Process Unit: Unidade central de processamento. Trata-se do cérebro do microcomputador, onde são processados todos os dados que dão entrada no microcomputador. Cracker: São especialistas em quebrar sistemas de segurança. Destroem trabalho alheio, ou são profissionais que alertam para falhas de segurança de redes. Cyberpunk: É o invasor de computador que altera as páginas Web por puro vandalismo. Cylinder: Ao referenciar-se a discos rígidos, significa o número de diferentes posições do disco que as cabeças de leitura e gravação podem acessar ao mesmo tempo, considerando-se um movimento de rotação dos diversos pratos. DAT - Digital Audio Tape: Fita cassete, com mídia magnética de 4mm, normalmente usada para backup de grandes quantidades de dados. DDC - Display Data Channel: É um canal de comunicação através do qual o monitor informa ao computador a respeito de suas características. DDC2B: Proporcionam um canal de comunicação unidirecional entre o computador e o monitor. Sob esta situação o PC envia dados de vídeo para o monitor, mas não pode enviar comandos para controlar o monitor. DDS - Digital Data Storage: Forma de armazenamento de dados, normalmente utilizada para backups com uma grande quantidade de dados. Delphi: É uma linguagem de programação que surgiu da evolução do Turbo Pascal para Windows, aderindo à programação visual e orientação a objetos. DHCP - Dynamic Host Configuration Protocol: Recurso utilizado por servidor de rede que distribui endereços IPs dinamicamente para as estações a ele conectado. Realizado pelo sistema operacional do servidor. DHTML: O HTML dinâmico é um aperfeiçoamento da Microsoft para o HTML versão 4.0 que permite criar efeitos especiais, como texto que se desprende da página, uma palavra de cada vez ou efeitos de giro, da transição do estilo, de mensagem entre páginas. Digital: É a forma de transmissão ou armazenagem em que os dados são codificados como binário um (1) ou zero (0). DIMM - Dual In-line Memory Module: Tecnologia de memória. Uma DIMM é uma placa de circuito impresso com chips soldados nela. São designadas para trabalhar com sistemas de 64-bit, portanto, apenas um pente de memória é necessário. Disco Rígido: Um disco rígido contém uma mídia magnética que gira como um disco. Pequenas cabeças sobre a superfície de cada disco são usadas para ler e gravar informações à medida que ele rotaciona. DMA - Direct Memory Access: Canal de acesso direto à memória, usado por vários dispositivos para acessar dados diretamente da memória, sem utilizar o processador, aumentando o desempenho do sistema. DMI - Desktop Management Interface: Tecnologia que permite gerenciamento dos componentes internos de um micro utilizando software. DMI 2.0: Atualização da primeira versão de gerenciamento DMI, possui mais parâmetros de controle. DNS - Domain Name Service: Serviço da Internet que mapeia endereços IP (números) para nomes de servidores. Quando um usuário deseja acessar um site, digitando o nome, um servidor de DNS local converte esse nome para seu endereço IP correspondente e manda a requisição para a Internet. DOS - Disk Operation System: Sistema Operacional em Disco. Antigo sistema operacional da Microsoft baseada em comandos em modo texto, digitados para executar algum programa. Download: Transferência de arquivos de uma rede, por exemplo, a Internet para o computador local. DRAM - Dynamic RAM: Tipo de memória que é instalada em quase todos os computadores pessoais. Dynamic significa que a memória necessita ser constantemente recarregada (milhares de vezes por segundo) ou seu conteúdo será perdido. Driver: Programa que controla os dispositivos existentes no computador, como placa de som, placa de vídeo, CD-ROM, etc. DTMF - Dual Tone Multiple Frequency: Sistema de sinalização através de freqüências de áudio usado em telefones com teclado digital geradores de tom. EDO - Extended Data Output: Tipo de memória DRAM mais rápida que a convencional DRAM, porque ela pode copiar um bloco inteiro de memória para seu cache interno ao invés de ler um byte por vez. EGP - Exterior Gateway Protocol: Protocolo de roteamento. Faz parte do conjunto de protocolos TCP/IP. Roteadores que conectam a Lan com a Wan, em geral através da Internet, são determinados roteadores externos. Roteadores externos tornam-se vizinhos EGP, que trocam informações sobre as redes que podem ser acessadas. EIDE - Enhanced Integrated Device Eletronic: O qual é uma versão atualizada do padrão de interface IDE. EIDE viabiliza discos rígidos maiores e mais rápidos. Endereço IP: Um número que identifica de modo único um host conectado a uma rede TCP/IP. Também chamado Internet Protocol Address ou IP address. Servidores e estações convencionais possuem endereço IP. Energy Star da EPA: Agência de Proteção Ambiental Americana, cujo objetivo é determinar aos produtores de equipamentos de informática padrões para projetos de circuitos que gastem menos energia quando não estão em uso. Ethernet: Tipo de rede em desuso. Taxa de transmissão de 10Mbps. FAQ - Frequently Asked Questions: Perguntas feitas com frequência. Tira-dúvidas de perguntas comuns. Fast Ethernet: Tecnologia de rede emergente. Melhora o desempenho e segurança das redes. Taxa de transmissão de 100Mbps. Fax-modem: Equipamento acoplado ao computador para permitir envio de fax e conexão a Internet. FCC - Federal Communication Commission: Comissão do governo dos Estados Unidos que regulamenta todas as telecomunicações, inclusive as transmissões em linhas telefônicas. FCPGA - Flip Chip Pin Grid Array: Encapsulamento usado em novos processadores Pentium III e Celeron da Intel. Voltou-se a usar o formato antigo de soquete do processador na placa-mãe. Fdisk: É um utilitário usado para criar, remover ou modificar partições em um disco rígido. Firewall: Um sistema de segurança cujo principal objetivo é filtrar acesso a uma rede. Fonte Full Range: Fonte inteligente, capaz de detectar a tensão da rede e se auto-configurar para 110V ou 220. Formatar: O ato de gravar um sistema de arquivos em um disco rígido. Fórum: Espaço para deixar uma mensagem sobre determinado assunto. Muito usado na Internet para tirar dúvidas. Frame Rate: O número de vezes que o aplicativo atualiza a informação que está sendo mostrada na tela. Geralmente medida em quadros por segundo (FPS). Não confundir com Refresh Rate. Frame Relay: Protocolo que permite a transmissão de dados a uma alta velocidade, e com uma baixa perda de pacotes. Usado em WANs, atua na camada 2 do modelo OSI. Freeware: Software gratuito. Permite ilimitado número de cópias. Não é necessário o registro do software para usá-lo. FTP - File Transfer Protocol: Protocolo para transferência de arquivos. Permite copiar arquivos da rede para o computador do usuário e vice versa. Full-duplex: Transmissão onde o envio e a recepção de dados são feitos ao mesmo tempo em ambos os sentidos. Gateway: Dispositivo que interliga duas ou mais redes distintas. Ele serve de portal entre elas. GIF: Um dos formatos de arquivos de imagens mais utilizados na Web. Cria arquivos de imagens de tamanho relativamente pequeno. Gigabit Ethernet: Tecnologia de redes que transmite 1Gbps. É dez vezes mais rápida que a Fast Ethernet. Half-duplex: Transmissão onde o envio e a recepção de dados são feitos em tempos diferentes, primeiro é necessário receber para depois enviar e vice-versa. Handshaking: Troca de sinais predeterminados entre dois dispositivos que estão estabelecendo uma conexão, em geral como parte de um protocolo de comunicação. Hardware: Toda parte física do computador, como monitores, teclados, impressoras, placas, processadores, discos rígidos, etc. HDLC - High Level Data Link Control: Padrão de protocolo de comunicação internacional definido pela ISO para o enlace de dados. HDSL - High Bit Rate Digital Subscriber Line: Tecnologia de transmissão de alto desempenho por par trançado, com comunicação full-duplex simétrica, conhecida como E1 (Europa) ou T1 (EUA). Head – Cabeça: Ao referenciar-se a discos rígidos, significa o componente usado na leitura e gravação de dados naquela mídia. Hiperlink: Imagens ou texto que dão acesso a outros documentos hipertextos. Home Page: Página da Web. Host: Computador ligado a uma rede física. O tamanho de um host varia desde um computador pessoal até um supercomputador. Armazena arquivos e permite acesso de usuários. Hot Swap - Troca a quente: Possibilidade de conectar ou desconectar um dispositivo do computador, sem a necessidade de desligar o aparelho, podendo ser utilizado imediatamente. HTTP - Hyper Text Transfer Protocol: É o protocolo de transferência de documentos HTML, utilizado também como protocolo de distribuição de programas em geral. HTML - Hyper Text Markup Language: Linguagem de Marcações de Hipertexto. Linguagem utilizada para criar páginas Web. Hub: Concentrador de cabos para uma rede em estrela. Usado para centralizar o gerenciamento, é capaz de isolar pontos defeituosos da rede e expandir a capacidade de conexões da mesma. ICQ: I seek You, eu procuro você. É o programa mais popular da Internet usado para comunicação instantânea. Com ele você sabe se algum amigo(a) está conectado no mesmo momento que você. IDE - Integrated Device Eletronic: Dispositivo Eletrônico Integrado, que é o nome da interface padrão usada para conectar discos rígidos e CD-ROM em um computador. IEEE - Institute of Eletrical and Eletronics Engineers: Corpo que define padrões e especificações de produtos eletrônicos. Intel: Companhia responsável pela produção da maioria dos microprocessadores em computadores pessoais PC-compatíveis. Internet: Conjunto de redes interconectadas por gateways e por produtos que a fazem funcionar como uma única rede virtual. Internetwork: Diversas redes ou subredes conectadas entre si para formar uma grande rede abrangente. InterNIC - Network Information Center: Organização que tem o objetivo de manter e distribuir informações sobre TCP/IP e Internet. IP - Internet Protocol: Protocolo connectionless (sem estabelecimento de circuito) da camada internet na arquitetura TCP/IP, responsável pela conexão lógica entre as redes. São números como 200.255.11.1. IPX/SPX: Protocolo proprietário para redes Netware, variantes do protocolo XNS (Xerox Network Systems). A diferença principal entre eles está no uso de diferentes formatos de encapsulamento Ethernet. Outra diferença está no uso pelo IPX do SAP (Service Advertisement Protocol), protocolo proprietário da Novell. IRC: Sistema de conversa por computador (chat) em que várias pessoas podem participar ao mesmo tempo. ISDN - Integrated Services Digital Network: Rede digital que opera com grandes volumes de informação em tempo real. Sua característica mais marcante é a capacidade de transmitir simultaneamente dados, voz, imagens e som, de forma rápida, confiável e com alto padrão de qualidade. Perde-se banda ao usar ao mesmo tempo o telefone enquanto trafega dados. ISO - International Standards Organization: Organização que prove regras e padrões para desenvolvimento de padrões de comunicação. ISP - Internet Server Provider: Termo usado para designar um provedor de acessos a Internet. Janela: Quantidade de pacotes ou quadros que o DTE pode enviar ao DCE sem esperar resposta ou confirmação de recebimento da mensagem. Java: Linguagem de programação desenvolvida e criada pela Sun Microsystems baseada na orientação a objetos, famosa por seu uso na Internet. Javascript: Scripts para páginas Web. Derivado da linguagem Java, o JavaScript não é compilado, mas sim inserido entre as tags de uma página HTML. JPEG: Comprime imagens (fotos e desenhos). Mas não é eficiente com desenhos de letras, linhas e cartoons. JVM - Java Virtual Machine: É um interpretador de instruções feito na linguagem Java e pode ser aplicado em diferentes sistemas operacionais. LAN - Local Area Network: Conecta vários dispositivos de comunicação (computadores, impressoras) permitindo a transmissão de grandes volumes de dados em uma mesma área limitada geograficamente. LanDesk Manager: Uma série de softwares desenvolvidos pela Intel para gerenciamento de redes. Possui versões para estações e servidores, incluindo antivírus. LAP - Link Access Procedure: Protocolo usado no nível de quadros de forma Simétrica. LAPB - Link Access Procedure Balanced: Protocolo usado em nível de quadros para iniciar a ligação entre terminal e rede. É um subset do HDLC. Linux: Um robusto e funcional sistema operacional, de livre distribuição, que foi desenvolvido por Linus Torvalds. Login: Processo de acesso (identificação) no computador remoto. Loopback: Teste diagnóstico em que o sinal transmitido é retornado ao dispositivo transmissor, depois de passar através de partes do link ou da rede. Um teste loopback permite a comparação de um sinal retornado com o sinal transmitido. MDI - Medium Depedent Interface: Predefinições da camada física da interface para 10BASE-T. MIB - Management Information Base: Banco de dados que armazena as informações de dispositivos gerenciáveis por SNMP. MII - Medium Independent Interface: Predefinições da camada física da interface para 100BASE-T. MMX™: Tecnologia desenvolvida pela Intel que consiste em 57 novas instruções e 4 novos tipos de dados que fazem certas aplicações rodarem mais rápidas, pelo processador. O resultado são melhorias na qualidade de som, vídeo e gráficos. Modem: Modulador-Demodulador. Dispositivo usado para converter dados digitais para sinais analógicos para transmissão serial em um canal telefônico, ou para converter o sinal analógico transmitido a um sinal digital para ser recebido por um dispositivo. MTBF - Mean Time Between Failure: Tempo de uso estimado pelo fabricante, que um determinado produto deve funcionar sem apresentar problemas. Multicasting - Consiste na utilização de um único endereço IP para referir-se a um grupo de computadores dentro de uma rede. MVS - Multiple Virtual Storage: Sistema operacional IBM que tem a capacidade de suportar múltiplos usuários realizando múltiplas tarefas simultaneamente. Navegador Programa utilizado para navegar na Web. Permite utilizar correio eletrônico, transferência de arquivos, abrir páginas Web. NetBIOS - Network Basic Input/Output System: Interface de programação que habilita aplicações de alto-nível acessarem recursos de rede de baixo-nível. Newbies: Usuários novatos, recém-chegados à rede. Newsgroup: Grupos de discussão da Usenet. Netmask: Conjunto de quatro números separados por pontos. Cada número representa o decimal equivalente de um número binário de oito bits, podendo variar de 0 a 255. NIC - Networking Interface Card: É uma placa de rede. NLSP - Netware Link Services Protocol: Protocolo de roteamento, do tipo link state, concebido pela NOVELL para redes IPX. Promove a troca de informações entre os roteadores, permitindo que cada roteador crie um mapa lógico da rede que é usado para a tomada de decisões sobre o roteamento. OSI - Open System Interconnection: Modelo de comunicações de rede desenvolvido pela ISO. Separa em sete níveis diferentes as formas de comunicação entre dois dispositivos de uma rede. OSPF - Open Shortes Path First: Protocolo de roteamento interno do tipo link state, que faz parte do conjunto de protocolos TCP/IP. Pacote: Uma unidade de mensagem numa rede, a qual é associada a um cabeçalho, um endereço, dados e outras informações opcionais. PCMCIA - Personal Computer Memory Card International Association: Associação sem fins lucrativos com o objetivo de estabelecer, comercializar e manter padrões para cartões de PC de circuito integrado com as dimensões de um cartão de crédito que podem ser utilizados para memória, modems, adaptadores de rede. Pixel: Nome dado para elemento de imagem. É a menor área retangular de uma imagem. PLIP - Protocolo Internet de Linha Paralela: Permite a comunicação TCP/IP através de uma porta paralela de computador através de um cabo especialmente desenhado para a tarefa. Plug-in: Pequeno programa acoplado a outro programa, acrescentando-lhe mais funções. Portal: Site que funciona como entrada à Internet, oferecendo serviços de e-mail, notícias, bate-papo, etc. POP: Protocolo usado para receber mensagens de correio eletrônico. PPGA - Plastic Pin Grid Array: Encapsulamento usado no processador Pentium MMX e no Celeron. PPP - Point to Point Protocol: Protocolo usado em WANs, é o protocolo mais rápido, porém o menos seguro, os dados são enviados sem nenhuma verificação. Atua na camada 3 do modelo OSI. Protocolo: Conjunto de regras, formatos e temporização, que são utilizados para a troca de informações entre dois ou mais computadores. Dois computadores devem utilizar o mesmo protocolo para trocarem informações. RAID - Redundant Arrays of Independent Disks: Tecnologia, capacidade, confiabilidade, alto desempenho e economia no armazenamento de dados on-line. O sistema RAID gerencia um conjunto de discos, mas aparece ao usuário como um único disco grande, a vantagem dos discos múltiplos é que, em caso de falha, os dados são transferidos para um disco próximo e o sistema continua trabalhando, sem perda de dados. Refresh Rate: Termo utilizado para se falar sobre a taxa de atualização de monitores, por exemplo. Repetidores: Utilizados para amplificar o sinal de dados enviados de uma estação, permitem que o dados trafeguem uma distância maior pelo condutor. RIP - Routing Information Protocol: Um roteador RIP transmite periodicamente uma mensagem de atualização da tabela de roteamento, que possui um dado para cada rede que ele pode alcançar, representando a distância do roteador até a rede. RIP II: Aprimoramento do RIP, que inclui uma máscara de sub-rede em suas rotas. RMon - Remote Monitor: Padrão para gerenciamento de dispositivos de rede baseado no SNMP. Possui diversas classes para gerenciamento. Router: Dispositivo que conecta duas LANs através de uma WAN, utiliza a terceira camada OSI. Tem a função de escolher as melhores rotas dentro da WAN para melhorar a comunicação de dados. SCSI - Small Computer Systems Interface: Sistema de Interfaces para barramento de entrada e saída de dados de computadores. SCSI-1: O padrão SCSI original foi aprovado em 1986. Suporta dispositivos SCSI assíncronos e síncronos, suporta taxas de transferência de até 5 Mbps e 7 dispositivos SCSI em um bus de 8 bits. O conector mais comum para SCSI-1 é o Centronics 50. SCSI-2: Aprovado em 1992, o SCSI-2 introduz barramento Wide SCSI de 16 e 32 bits opcionais. A taxa de transferência, normalmente de 10 Mbps, pode ir até 20 Mbps, quando combinada com Fast e Wide SCSI. O SCSI-2 usualmente utiliza os conectores MicroD de 50 pinos com thumbclips. SCSI-3: Encontrado em vários sistemas high-end, o SCSI-3 comumente utiliza os conectores MicroD de 68 pinos com parafusos de orelha. O comprimento de bus mais comum para o SCSI-3 é 16bits, com taxas de transferência de 20 Mbps, chegando a 40Mbps. SDLC - Syncronous Data Link Control: Padrão de protocolo da IBM que engloba o padrão Bissíncrono (BSC). SDRAM - Synchronous Dynamic Random Access Memory: Memória feita com simples capacitores onde são sincronizados com o clock do sistema. Mais rápida que a convencional DRAM. SECC - Single Edge Contact Cartridge: Encapsulamento usado nos primeiros processadores Pentium II da Intel. Novo conceito de processadores em linha (slot), mas não deu certo. SECC2 - Single Edge Contact Cartridge 2: Encapsulamento usado nos novos processadores Pentium II e Pentium III da Intel. Novo conceito de processadores em linha (slot), mas não deu certo. SEPP - Single Edge Processor Package: Encapsulamento usado nos primeiros processadores Celeron da Intel. Servidor: Um computador configurado para fornecer serviços a uma rede. Shareware: Software que pode ser experimentado antes da compra. Alguns shareware funcionam por determinado período e depois desabilitam algumas opções ou não podem mais ser usados até a compra do mesmo. Single Chip: Tecnologia que utiliza um único circuito integrado para controlar as funções de uma placa. Facilita a manutenção do equipamento e aumenta seu desempenho. Slocket: Adaptador que permite que um Celeron que usa o Socket 370 seja usado em um soquete do tipo Slot-1. Slot-1: Soquete usado para processadores Pentium II e Pentium III. Slot-2: Soquete usado para processadores Pentium II Xeon e Pentium III Xeon. SMTP - Simple Mail Transfer Protocol: Permite enviar, receber e armazenar mensagens eletrônicas para usuários de outros computadores (correio), observando os endereços eletrônicos. SNA - Systems Network Architecture: Arquitetura de redes da IBM que define procedimentos e estruturas de comunicações entre programas de aplicação ou entre um programa de aplicação e um terminal. Similares às camadas OSI. SNMP - Simple Network Management Protocol: Protocolo que permite ao administrador verificar dados, localizar e corrigir problemas em uma rede TCP/IP. Através de um cliente SNMP, o administrador da rede consegue visualizar as estatísticas de tráfego na rede e modificar suas configurações remotamente. Socket 370: Soquete usado para os novos processadores Celeron de 370 pinos. Parecido com o soquete 7. Sofware: conjunto de instruções ou informações utilizado pelo hardware. STP - Shielded Twisted Pair: Cabeamento baseado em um cabo de par trançado blindado. Oferece proteção extra contra interferências elétricas. Subnet: É uma LAN dentro da Internet ou dentro de uma rede de outras LANs. TCP - Transmission Control Protocol: É um protocolo connection-oriented (com estabelecimento de circuito) da camada "transporte" na arquitetura TCP/IP. Ele garante a entrega de dados a um usuário local ou remoto. Os dados são entregues sem erros, na ordem correta e sem duplicação. Token Ring: Utiliza topologia em estrela, onde todas as estações de trabalho são conectadas. Um token é enviado de estação para estação. As estações que desejam ter acesso à rede têm que esperar o token chegar antes de enviar seus dados. Possui tolerância contra falhas e velocidade de até 16 Mbps. Transmissão Assíncrona: Transmissão onde o envio e recepção de cada caracter ocorrem de forma aleatória (tempo). Para um caracter ser transmitido, são acrescentados 1 bit de início (start bit), bits opcionais de paridade e 1 bit de fim (stop bit). Transmissão Síncrona: Transmissão onde há um sinal de sincronismo disponível tanto no emissor como no receptor para o envio de dados. Os dados são transmitidos em grupos, não possuindo start ou stop bits, mas sim headers e trailers, ganhando assim melhor performance que a transmissão assíncrona. URL - Universal Resource Location: Identificador na Internet que mostra qual tipo de servidor deve se acessado, o equipamento onde a informação reside e sua localização neste equipamento. USB - Universal Serial Bus: Barramento para PCs, permite que os vários periféricos sejam conectados a uma única porta do computador. UTP - Unshielded Twisted Pair: Cabeamento baseado em um cabo de par trancado, cabeamento mais comum hoje em instalações de rede. VLAN - Virtual Lan: É um conceito, não um recurso, que trata de subdividir, via software (sem o uso de routers, switches, etc), o ambiente de rede em vários segmentos independentes. VM - Virtual Machine: Sistema operacional IBM designado para suportar vários sistemas operacionais, possibilitando a cada um, realizar funções distintas. O VM também tem a capacidade de isolar os sistemas operacionais um dos outros. VPN - Virtual Private Network: Tecnologia que consiste em criar um túnel de conexão entre dois ou mais routers na Internet. Somente após a criação deste túnel é que os dados são enviados/recebidos, impedindo que Hackers fora do túnel consigam acessar as informações que estão sendo transmitidas. V.90: Em fevereiro de 1998 o ITU (International Telecommunication Union) definiu o protocolo padrão para conexões 56K. O novo padrão, V90, foi aceito pelos principais fabricantes de modems, substituindo os antigos padrões proprietários, 56Kflex e X2 (US Robotics). Wake On Lan: Tecnologia que permite que um equipamento conectado a rede seja ligado e configurado remotamente. WAN - Wide Area Network: Rede extensa, geograficamente dispersa que conecta uma ou mais LANs, normalmente envolve linhas telefônicas dedicadas e satélites. WWW - World Wide Web: Sistema de busca de informações por hipermídia através de um mecanismo conhecido como hiper-texto, a informação como um texto ou uma imagem pode servir de elo com outros documentos para disponibilizar de modo rápido e eficiente a informação requerida. X.25: Protocolo usado em WANs. É o protocolo mais seguro para transmissão de dados, porém é o mais lento. Atua na camada 2 do modelo OSI. Dicas do Negócio Um componente estratégico para o sucesso do empreendimento é o investimento em formação dos atendentes. Os funcionários devem transmitir conhecimento e confiança para que os clientes sintam-se seguros em utilizar todos os recursos da lan house. A lan house deve proporcionar um ambiente visual de tecnologia avançada em hardware e software, fugindo do rótulo de lan house de garagem. A prestação de serviços deve primar pelo bom atendimento, preços justos e competitivos, intensa divulgação de serviços e boa estrutura para o atendimento corporativo. Uma importante fonte de receita pode ser obtida através da venda de cafés, bebidas geladas, lanches e acessórios de informática. Como os produtos de informática possuem uma rápida renovação e os preços caem mensalmente, não se aconselha o investimento em computadores com tecnologia de ponta. Após o lançamento, normalmente tais equipamentos sofrem uma drástica redução de preço, cedendo lugar a uma máquina ainda mais avançada. No processo de aquisição de software, o empreendedor deve optar pelos softwares abertos e gratuitos. Uma opção é cadastrar a lan house na junta comercial também como “integradora”, para que tenha acesso a licenças mais baratas. É interessante disponibilizar uma área especial para os clientes que vão usar os computadores para fazer trabalhos escolares e pesquisas na Internet . Este espaço deve ser isolado da parte de games para que o barulho dos jogadores não incomode os usuários que buscam tranqüilidade. As bancadas nessa área devem ser maiores para que o usuário possa apoiar livros e cadernos. Por fim, em um país com baixos índices educacionais como o Brasil, ações sociais de inclusão digital são muito bem-vindas. Se houver oportunidade, o empreendedor pode oferecer cursos básicos gratuitos de informática. As aulas devem ser ministradas em horários ociosos e com técnicos voluntários. Estas atividades contribuem para promover a imagem da lan house, além de proporcionar boas ações para a comunidade. Características específicas do empreendedor No segmento de lan house, o empreendedor precisa estar atento às tendências de tecnologia da informação. Deve identificar os movimentos deste mercado e adaptá-los à sua oferta, reconhecendo as preferências dos clientes e os principais lançamentos em jogos eletrônicos, hardware e software. O empreendedor deve conhecer as principais demandas tecnológicas da sua comunidade, além de preparar a lan house para o atendimento às demandas sazonais. Por exemplo, no mês de abril, deve-se treinar funcionários a auxiliar os clientes para o envio da declaração de imposto de renda. Nos meses de janeiro, julho e dezembro, deve-se atualizar os jogos eletrônicos para se atender as crianças no período de férias escolares. Outras características importantes, relacionadas ao risco do negócio, podem ajudar no sucesso do empreendimento: • Busca constante de informações e oportunidades; • Persistência; • Comprometimento; • Qualidade e eficiência; • Capacidade de estabelecer metas e calcular riscos; • Planejamento e monitoramento sistemáticos; • Independência e autoconfiança. Bibliografia Complementar COBRA, Marcos. Administração de vendas: casos, exercícios e estratégias. São Paulo: Atlas, 1981. 398 p. FIGUEIRA, Eduardo. Quer vender mais? Campinas: Papirus, 2006. 112 p. GIL, Edson. Competitividade em vendas. Rio de Janeiro: Alta Books, 2003. 92 p. LUPPA, Luis Paulo. O vendedor pit bull. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2007. 128 p. MCCORMACI, Mark H. A arte de vender. Best Seller, 2007. 192 p. OLIVEIRA, Jose T. de. A Fascinante História do Livro: de Gutenberg aos Nossos Dias. São Paulo: Villa Rica, s.d. 1405 p. SEGAL, Mendel. Administração de vendas. São Paulo: Atlas, 1976. 253 p. STANTON, William J. Administração de vendas. Rio de Janeiro: Guanabara Dois, 1984. 512 p. TOMANINI, Cláudio et al. Gestão de vendas. São Paulo: Ed. FGV, 2004. 148 p. (Marketing das publicações FGV management).
|