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Indústria e comércio de brita Apresentação do Negócio Trata-se de um processo industrial de extração mineral, na qual ocorre a extração da rocha bruta que é transformada em pedras britadas. Esse processo acontece quando há “quebra” da rocha bruta em fragmentos menores, denominados de brita. A brita é utilizada para fazer concreto, pavimentação de ruas e rodovias antes de colocar o asfalto, sendo assim um dos insumos para a construção civil. Este documento não substitui um plano de negócio. Mercado O mercado para o segmento de britas é bastante promissor e com crescimento contínuo. Especialmente nesse momento de expansão da área de construção civil. Assim o mercado oferece uma boa perspectiva comercial. No entanto, deve-se atentar para uma enorme concorrência de grandes grupos empresariais, tanto na extração quanto na comercialização direta. Diante disto, ressalta-se que o mercado de britas apresenta boas possibilidades para receber novos empreendedores, mas não permite amadores e aventureiros. O nível de exigência de regularização de uma pedreira é bem alto, pois depende de autorização de órgãos oficiais em nível federal, estadual e municipal. Localização Para identificar o local ideal para instalação da empresa de indústria e comércio de britas é necessário que o empreendedor defina se o seu empreendimento será apenas uma indústria de britas com venda exclusivamente para revendedores ou se funcionará também com venda direta a consumidores (varejo). Caso a opção seja apenas de produção para venda a revendedores, a localização não irá requerer necessariamente as facilidades de acesso ao público em geral. No entanto, se a opção for mista, ou seja, indústria de transformação da rocha bruta e a comercialização tanto para revendedores (atacado) quanto para consumidores de forma direta (varejo), o empresário deverá direcionar a localização da sua loja de varejo para um ponto comercial em que haja bom fluxo de pessoas, bem como possibilite o deslocamento para entregas com boa mobilidade e facilidade. Ressalta-se que a indústria de brita deverá localizar-se junto a base de extração da rocha, o que denomina-se “pedreira”, pois a movimentação da rocha bruta até a máquina de fragmentação deve ser o mínimo possível, já que isto irá refletir diretamente no controle de custos da empresa, e por conseqüência a loja de vendas deverá ser montada na zona urbana. 1. Indústria: de preferência deverá ser instalada juntamente com a base de extração da rocha bruta, isto com certeza irá ocorrer numa região de zona rural, pois dificilmente será autorizada a instalação de uma indústria de britas em zona urbana. 2. Loja de comercialização: a loja para venda no varejo (consumidores finais) deverá ser instalada numa região de boa movimentação de público, e sendo possível deverá ser fixada próxima a bairros em expansão, resguardando também a facilidade de rápidos deslocamentos para proceder as entregas dos clientes. Exigências legais específicas O empreendedor de uma empresa de indústria e comércio de britas deverá cumprir algumas exigências iniciais e somente poderá se estabelecer depois de cumpridas, são eles: a) Registro da empresa nos seguintes órgãos: • Junta Comercial; • Secretaria da Receita Federal (CNPJ); • Secretaria Estadual de Fazenda; • Prefeitura do Município para obter o alvará de funcionamento; • Enquadramento na Entidade Sindical Patronal (empresa ficará obrigada a recolher por ocasião da constituição e até o dia 31 de janeiro de cada ano, a Contribuição Sindical Patronal); • Cadastramento junto à Caixa Econômica Federal no sistema “Conectividade Social – INSS/FGTS”; • Corpo de Bombeiros Militar. b) Visita a prefeitura da cidade onde pretende montar a sua empresa de indústria e comercialização de britas para fazer a consulta de local e emissão das certidões de Uso do Solo e Número Oficial. Na sequência faz-se necessário: a) Antes de iniciar a produção, o empreendedor deverá obter o Alvará de licença sanitária. Para obter essa licença o estabelecimento deve estar adequado às exigências do Código Sanitário (especificações legais sobre as condições físicas). Em âmbito federal essa fiscalização cabe a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, estadual e municipal fica a cargo das Secretarias Estadual e Municipal de Saúde, respectivamente. Deve ainda atender a legislação pertinente ao seu segmento empresarial, como exemplo cita-se: a) Decreto-Lei nº 227, de 28 de fevereiro de 1967: Código de Mineração. b) Decreto nº 62.934, de 2 de julho de 1968: Regulamento do Código de Mineração. c) Lei nº 6.403, de 15 de dezembro de 1976: Modifica dispositivos do Decreto-lei Nº 227, de 28 de fevereiro de 1967 (Código de Mineração), alterado pelo Decreto-lei Nº 318, de 14 de março de 1967. d) Lei nº 6.567, de 24 de setembro de 1978: Dispõe sobre regime especial (licenciamento, ou de autorização e concessão) para exploração e o aproveitamento das substâncias minerais que especifica e dá outras providências. e) Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981: Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências. f) Lei nº 7.804, de 18 de julho de 1989: Altera a Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, a Lei nº 7.735, de 22 de fevereiro de 1989, a Lei nº 6.803, de 2 de julho de 1980, e dá outras providências. g) Decreto nº 99.274, de 6 de junho de 1990: Regulamenta a Lei nº 6.902, de 27 de abril de 1981, e a Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, que dispõem, respectivamente sobre a criação de Estações Ecológicas e Áreas de Proteção Ambiental e sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, e dá outras providências. h) Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998: Lei de crimes ambientais - dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências. i) Resolução CONAMA nº 001, de 23 de janeiro de 1986: Institui o EIA/RIMA. j) Resolução CONAMA nº 009, de 06 de dezembro de 1990: Licenciamento Ambiental de extração mineral (exceto classe II). k) Resolução CONAMA nº 010, de 06 de dezembro de 1990: Licenciamento Ambiental classe II. l) Resolução CONAMA nº 307, de 5 de julho de 2002: Estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil. Estrutura O tamanho da estrutura varia segundo a expectativa de produção, segundo estudos geológicos da pedreira, bem como a capacidade de vendas da loja de varejo. Apresenta-se abaixo uma idéia de estrutura baseada na condição de ter uma área para indústria e outra em local diferente para montagem da área comercial. a) Indústria a. Produção: nesse espaço deverá ser instalado todo o maquinário que será utilizado na fragmentação da rocha bruta. Deve-se atentar que a localização dessa área deverá ocorrer junto a mina de extração da rocha bruta, bem como deverá ser disponibilizado espaço físico para a estocagem da brita bruta para comercialização. b. Administração: junto à produção, ou o mais próximo possível deverá instalado b) Loja comercial: nesse espaço deverá ser disponibilizada a brita em condição de comercialização. Será necessária a instalação de um pequeno escritório para o atendimento dos clientes e das ligações telefônicasdestinadas à venda de brita. Pessoal O quadro pessoal varia de acordo com o tamanho do empreendimento. Pode-se iniciar as atividades operacionais com um número entre 8 a 13 funcionários: Área da Indústria • Uma pessoa para trabalhar no escritório administrativo, bem como atendimento de telefones; • De quatro a oito pessoas que irão trabalhar na extração, transporte da rocha até a base da máquina de fragmentação de rocha, operação da máquina fragmentadora e recolhimento da brita (rocha fragmentada) para estocagem e carregamento de caminhões para transporte até a área de vendas ou cliente final. • Atenção: a extração da rocha bruta ocorre mediante explosão da pedreira com o uso de dinamite. Desta forma é necessário um profissional especializado e com autorização/liberação pelos órgãos fiscalizadores dessa atividade. A autorização para o exercício dessa atividade é feita pelo Exército Brasileiro. Loja para vendas • Uma pessoa para escritório de vendas, que atenderá as ligações telefônicas bem como efetuará as vendas; • Duas pessoas para carregar os caminhões de brita vendidos e respectiva entrega ao cliente final. O empreendedor deverá estar presente em tempo integral na empresa, principalmente nas atividades ligadas à gestão da empresa Equipamentos Os equipamentos necessários para a montagem de uma empresa de indústria e comércio de britas, considerando uma empresa de porte médio, são os seguintes: Área de Produção/Indústria 1. Alimentador vibratório 2. Britador de mandíbulas (primário) 3. Calha vibratória 4. Peneira vibratória 5. Rebritador de Mandíbula (secundário) 6. Tranportadores de correia 7. Perfuratriz para fogacho 8. Perfuratriz para rocha 9. Pás Carregadeiras 10. Moinhos 11. Peneiras ou grelhas vibratórias 12. Lavadores de rosca 13. Lavadores de cascalho 14. Caminhão. Área Administrativa e Vendas 1. Mesas para escritório 2. Cadeiras 3. Arquivo de aço 4. Máquina de calcular 5. Microcomputador 6. Impressora 7. Telefone 8. Fax. A parte tecnológica é um item importante para qualquer segmento e não é diferente para uma indústria de britas. Assim havendo possibilidade, o empreendedor deverá dotar sua empresa de todo o processo tecnológico disponível; principalmente no que se refere ao controle da capacidade extrativa da pedreira. Assim os estudos geológicos deverão ser procedidos e devidamente armazenados em software adequado para mensurar otempo estimado que a pedreira se exaurirá. Será necessário e obrigatório que seja feito investimentos em equipamentos de EPI – Equipamentos de Proteção Individual para todos os funcionários que estejam envolvidos no processo produtivo da indústria de brita ou que de alguma forma e necessidade, tenham acesso à área de produção, tais como botinas especiais, abafador de ruídos, protetores auriculares, luvas especiais, óculos de proteção, dentre outros. Matéria Prima / Mercadoria A principal matéria-prima de uma indústria de britas é a rocha bruta, da qual extrai-se o produto para comercialização que é a brita. A brita possui diferentes classificações, partindo de seu tamanho e uso, tais como: • BRITA 00 – Pedra britada com granulometria variando entre 4,80mm e 9,53mm (3/16” e 3/8”), utilizada pela indústria de construção civil. • BRITA 01 – Pedra britada com granulometria variando entre 9,53mm e 12,70mm (3/8” e 1/2”), também utilizada pela indústria de construção civil. • BRITA 02 – Pedra britada com granulometria variando entre 12,70mm e 25,40mm (1/2” e 1”), utilizada principalmente para pavimentação asfáltica. • BRITA 03 – Pedra britada com granulometria variando entre 25,40mm e 50,80mm (1” e 2”), largamente utilizada como lastro ferroviário. • PEDRISCO – Pedra britada com granulometria variando entre 3,18mm e 9,53mm (1/8” e 3/8”), utilizada pela indústria de pré-moldados de concreto. • PÓ DE PEDRA – Pedra britada com granulometria inferior a 4,80mm (3/16”), utilizada em diversas aplicações, em especial para pavimentação asfáltica, como filler no processo de produção do CBUQ (concreto betuminoso usinado a quente) e de lama asfáltica. • PEDRA DE MÃO (OU PULMÃO) – Pedra com tamanho variando entre 101,60mm e 152,40mm (4” e 6”), britada ou não, utilizada pela construção civil na composição do baldrame (fundação corrida ou sapata corrida). • PEDRA MARROADA (OU RACHÃO) – Pedra com tamanho superior a 152,40mmm (6”), resultante do processo primário de desmonte da rocha (detonação). • BRITA CORRIDA – Pedra britada com granulometria variando desde o Pó de Pedra até a máxima dimensão especificada pelo cliente, sem a exigência de composição granulométrica. É produzida de forma customizada para a aplicação desejada. • BRITA GRADUADA – Produto composto de pedra britada em diversos tamanhos, com composição granulométrica definida pelo cliente. É produzida de forma customizada para a aplicação desejada. • EXPURGO – Produto composto de pedra britada em diversos tamanhos, com presença de argila, areia e outros resíduos resultantes do solo e vegetação removidos na preparação do terreno para carregamento e detonação. Não existe garantia da granulometria da brita, bem como do percentual de brita, argila, areia etc., que comporão o produto. É possível a presença de material orgânico (principalmente raízes). Organização do processo produtivo A organização do processo produtivo de uma indústria e comércio de britas dar-se-á seguindo alguns pontos principais, e em especial considerando que o produto final (brita) é o resultado da transformação de um maciço rochoso extraído de uma jazida mineral. As rochas minerais mais comuns utilizadas no processo de produção de brita são: granito, calcário e basalto. Partindo então dessas informações iniciais, apresenta-se os principais estágios utilizados na organização do processo produtivo de indústria de britas: Primeiro passo – Preparação do ambiente Inicia-se com a definição e determinação do local que será feito a exploração, após ter procedido toda a liberação pelos órgãos oficiais ligados a esse tipo de questão, conforme descrito no tópico Exigências Legais. Após tais autorizações está constituído a mina e por conseqüência efetuado a extração da rocha que resultará em britas. Nesse etapa procede-se também os estudos geológicos da capacidade extrativa da mina, e será com base nesse estudo especializado que se dará o planejamento do tempo estimado de exploração de tal mina. Segundo Passo - Limpeza do local da exploração Para iniciar os trabalhos de extração será necessário proceder a limpeza da área da mina, local da extração, que consiste na retira da vegetação e do excesso de solo e seus derivados tais como argila, areia, etc.. Esse processo de limpeza visa tornar o maciço rochoso apto a ser perfurado, evitando assim que o produto final (brita) seja contaminado com um mineral diferente e com resíduos orgânicos. O material não vegetal removido poderá ser utilizado como subproduto e comercializado, como exemplo em aterros em solo acidentado, dentre outros. Terceiro Passo - Perfuração Nessa etapa processa-se a perfuração do maciço rochoso, utilizando perfuratrizes pneumáticas ou hidráulicas, fazendo uso de hastes de aço em suas pontas e brocas conhecidas como “bit”. Essas perfurações são feitas seguindo orientações do técnico em explosivos, buscando assim geometrizar os espaços da rocha, na busca da obtenção do melhor resultado com o processo da explosão. Então após a determinação dos locais no maciço rochoso é iniciado o processo de perfuração com o uso de hastes de aço e brocas conhecidas como bit. Quarto Passo - Carregamento dos furos Após ter sido efetuado os furos no maciço rochoso, processa-se então a colocação de explosivos (normalmente dinamite) nos furos, em quantidades definidas como ideal para obter o melhor resultado com o menor custo. Dessa forma o técnico responsável pelos explosivos deverá calcular a quantidade de explosivos a ser empregada em cada área do maciço rochoso. Esse procedimento é determinante no resultado final a ser obtido com cada explosão, pois será no momento dessa etapa que se define, antecipadamente, qual o tamanho de rocha bruta requerida, para a obtenção de pedras no tamanho ideal para o beneficiamento primário. O carregamento dos furos com os explosivos deverá ocorrer segundo os cálculos efetuados anteriormente, tendo o seu direcionamento para uma área pré-determinada, de forma que no momento que se processar a explosão as pedras resultantes da explosão sejam arremetidas em uma única direção. Quinto Passo - Desmonte do maciço rochoso Essa quinta etapa do processo produtivo é o que resultará do quarto passo, já que decorrerá do efeito obtido após o acionamento do cordel (pavio) do explosivo. O tamanho do pavio deve ser preparado de forma que possa oferecer segurança a equipe que estará efetuando a detonação. A queima do pavio deve ocorrer em um espaço de tempo que seja suficiente para que a equipe de detonação se desloque para um local seguro, previamente definido para tal, ficando livre do risco de ser atingida por pedras ou estilhaços de pedras, que serão arremetidas com a explosão. A equipe de detonação é chefiada pelo profissional conhecido como “Cabo de Fogo” ou “Blaster”. O Blaster é um profissional habilitado para o exercício da função, contando com registro junto aos órgãos de segurança pública. Sexto Passo - Desmonte secundário de rochas O desmonte do bloco de maciço rochoso, denominado mataco, nem sempre garante que a totalidade das pedras terá o tamanho adequado para lançamento direto na abertura do britador primário (existem diversos tipos de britadores primários disponíveis no mercado, com diversas aberturas). Existem vários fatores que podem influenciar no tamanho das pedras que se espera obter com o processo de desmonte primário, o que poder acarretar em pedras com tamanho superior ao esperado: a. Dureza da rocha; b. Fragmentações ocultas; c. Perfuração com tamanho inadequado; d. Carregamento inadequado etc. O desmonte secundário pode ser executado de diversas maneiras. As mais empregadas são: 1. Rompedor: Máquina de impacto, geralmente hidráulica, que irá quebrar o bloco de rocha em pedaços menores e adequando-o ao emprego no britador primário; 2. Drop-Ball: Esfera de aço de peso elevado, que é lançada sobre o bloco de rocha, quebrando-o em pedaços menores e adequando-o ao emprego no britador primário; 3. Fogacho: Os blocos de rocha são perfurados com o emprego de martelo pneumático. Os furos são carregados com pequena quantidade de explosivo para serem detonados e se obter o tamanho final desejado. Essa é uma operação requer atenção redobrada, uma vez que ao contrário do desmonte do maciço rochoso primário é impossível controlar a “direção” que as pedras detonadas por essa técnica tomarão. A equipe de detonação deve tomar todos os cuidados necessários na execução dessa tarefa. Sétimo Passo - Britagem primária As rochas em pedaços menores, originadas na etapa de desmonte primário devem ser recolhidas por uma escavadeira hidráulica, que as depositará em caminhões ou mesmo em grandes esteiras, com a finalidade de transportá-las até o alimentador do britador primário. Essa máquina – britador primário - é composto por duas mandíbulas que efetuam a trituração da rocha fragmentada, funcionando com uma moenda de esmagamento de rocha (tipo moinho). A pedra após passar pelo britador primário terá seu tamanho reduzido para a dimensão mais adequada ao processo final de britagem, chamado de rebritagem. Essas pedras podem ser imediatamente transportadas para a rebritagem ou destinadas à formação de uma pilha intermediária, conhecida como pilha pulmão. A pilha pulmão tem a finalidade de manter o material em estoque para rebritagem. Oitavo Passo - Rebritagem Transcorrido a sétima etapa, o material resultante de tal etapa, que estão depositadas na pilha denominado “pulmão”, normalmente tem seu reencaminhamento para uma nova operação de britagem, que denomina-se rebritagem, nesse caso o ideal que tal transporte seja efetuado preferencialmente via esteiras de correias. O transporte sendo feito por esteiras, pode e deve ser direcionado a queda das pedras britadas diretamente na máquina rebritadora, que é um equipamento que moem a pedra por atrito. O rebritador deve ser regulado para permitir a quebra da pedra em conformidade com a granulometria final desejada. Nono Passo – Etapa final - Classificação Esse processo ocorre via um conjunto de peneiras vibratórias. Sendo que cada peneira, que é composta por estrutura de madeira ou ferro e uma tela fixada em tal estrutura, a tela pode ser de arame ou borracha. As peneiras são fixadas em equipamentos vibratórios que movimentam horizontalmente de forma contínua, processando o peneiramento da brita, sendo que cada peneira pode reter ou deixar passar a brita. Então a brita que passa por uma peneira, de dimensão previamente definida, saindo desse processo o produto final e passará para o estoque de produto acabado. Assim as pedras que ficar retidas é devolvidas ao rebritador para um novo processamento, de forma sucessiva até que se obtenha o produto na granulometria desejada. Após o processo de peneiramento da brita, as pedras que passaram pelas malhas das peneiras de selecionamento, caem numa calha inclinada que conduzirá as pedras britadas até um esteira de correias. Sendo que tal esteira de correias transportará as britas até a pilha de produto final. Automação O nível de automação para esse segmento empresarial não é tão expressivo. Isto porque o processo produtivo é relativamente simples, exceto pelo fato de que o maquinário de uma indústria de britas já vem estruturado com o processo automatizado, restando relativamente pouco a complementar. No entanto mesmo sendo um processo relativamente simples é ideal que o empreendedor invista em automação visando dinamizar toda a sua área de produção, controle da capacidade produtiva e de extração da mina, controle dos níveis de estoque de produto acabado, controle de demanda por tipo de brita, bem como manter o controle integral da área administrativa, financeira, comercial e operacional. Para efetuar a automação de todos os processos da indústria e comércio de britas o ideal é que tenha-se um software amigável para auxiliar na gestão integrada da empresa. Ressalta-se que a empresa é uma parte integrante da vida do empresário, portanto, conhecer todos os seus atos e fatos será de fundamental importância, já que uma empresa bem gerida estará bem encaminhada rumo ao sucesso empresarial. Canais de distribuição O principal canal de distribuição de uma indústria e comércio de britas será a oferta de seu produto aos possíveis consumidores relacionados a área de construção civil, tais como, construtoras habitacionais, saneamento, barragens, rodovias, e por fim os pequenos consumidores que fabricam suas próprias residências ou outros empreendimentos contratando de forma direta engenheiros, arquitetos e mestre de obras. A formação de possíveis canais de distribuição exigirá do proprietário da indústria e comércio de britas um esforço bastante expressivo em abrir novas possibilidades de vendas para seu empreendimento, principalmente perante os Governos das três esferas executivas: Municipal, Estadual e Federal. Investimentos Apresenta-se abaixo uma idéia do montante a ser investido na implantação de uma indústria e comércio de britas: Área de Indústria / Produção 1. Alimentador vibratório – 2 = R$ 3.000,00 2. Britador de mandíbulas (primário) – 2 = R$ 4.000,00 3. Calha vibratória – 1 = R$ 7.000,00 4. Peneira vibratória de grande porte – 1 = R$ 15.000,00 5. Rebritador de Mandíbula (secundário) – 2 – R$ 2.500,00 6. Tranportadores de correia – 2 = R$ 4.000,00 7. Perfuratriz para fogacho – 1 = R$ 7.500,00 8. Perfuratriz para rocha – 1 = R$ 5.000,00 9. Pás Carregadeiras – 1 = R$ 40.000,00 10. Moinhos – 2 = R$ 5.000,00 11. Peneiras ou grelhas vibratórias menor porte – 3 = R$ 6.000,00 12. Lavadores de rosca – 2 = R$ 2.000,00 13. Lavador de cascalho – 1 = R$ 6.000,00 14. Caminhão basculante – 2 = R$ 80.000,00 TOTAL EQUIPAMENTOS INDÚSTRIA .............................. R$ 187.000,00. Área Administrativa e Vendas 1. Cadeiras– 12 = R$ 1.440,00 2. Mesas– 3 = R$ 750,00 3. Microcomputador – 3 = R$ 3.900,00 4. Impressora a laser – 2 = R$ 1.200,00 5. Telefone – 4 = R$ 200,00 6. Arquivo – 2 = R$ 600,00 7. Máquina de calcular – 4 = R$ 400,00 8. Fax – 1 = R$ 450,00 TOTAL ÁREA ADMINISTRATIVA E VENDAS ................... R$ 8.940,00 TOTAL DE INVESTIMENTOS .............................. R$ 195.940,00 ADEQUAÇÃO DO IMÓVEL Para esse segmento empresarial, a área de indústria ficará obrigatoriamente junto a mina de onde se extrai as rochas para serem britadas. Com isto, deve-se estruturar nesse local um escritório administrativo-operacional e também um galpão para servir refeições aos funcionários que trabalham nesse campo de produção. Nesse mesmo espaço do galpão deverá ser construídos espaços destinados ao descanso dos funcionários nos intervalos entre turnos ou mesmo descanso obrigatório previsto em legislação. Dessa forma, deve-se optar por construir um espaço em forma de galpão com as divisões necessárias para compor os diversos ambientes necessários e requeridos para esse tipo de empresa. Já na área de vendas será necessário dotar o local com uma estrutura operacional na forma de escritório administrativo, que será o ambiente destinado a vendas e atendimento a clientes diretos. O custo de estruturação dos imóveis será bastante variável. No entanto, estima-se um desembolso na ordem de R$ 25.000,00 a R$ 50.000,00. Nesse custo de reforma já estão previstas as instalações elétricas, rede de computadores, hidráulicas e área administrativa. Capital de giro Capital de giro é um montante de recursos financeiros que a empresa precisa manter para garantir a dinâmica do seu processo de negócio. O capital de giro precisa de controle permanente, pois tem a função de minimizar o impacto das mudanças no ambiente de negócios onde a empresa atua. O desafio da gestão do capital de giro deve-se, principalmente, à ocorrência dos fatores a seguir: • Variação dos diversos custos absorvidos pela empresa; • Aumento de despesas financeiras, em decorrência das instabilidades e sazonalidades desse mercado; • Baixo volume de vendas de britas; • Recessão da economia do país, momento em que as obras civis apresentam relativa retração; • Desencaixe ocorrido por descompasso entre os custos incorridos na extração da matéria-prima e a conseqüente venda aos clientes; • Altos custos operacionais para extração de rocha, principalmente os com mão-de-obra especializada e produção industrial; • Pagamento das parcelas de possíveis financiamentos de equipamentos ou mobiliários. O empreendedor deverá ter um controle orçamentário rígido de forma a não consumir recursos sem previsão. O empresário deve evitar a retirada de valores além do pró-labore estipulado, pois no início todo o recurso que entrar na empresa nela deverá permanecer, possibilitando o crescimento e a expansão do negócio. Dessa forma a empresa poderá alcançar mais rapidamente sua auto-sustentação, reduzindo as necessidades de capital de giro e agregando maior valor ao novo negócio. O empreendedor deverá proceder ao levantamento criterioso da necessidade de capital de giro que seu empreendimento irá requerer em um determinado período pré-definido, por exemplo, 90 dias. Com base nesse levantamento, deverá ser multiplicada essa necessidade de capital de giro para tantos quantos períodos similares entender que será necessário para suportar a movimentação operacional da empresa até que o negócio empresarial atinja sua auto-sustentação. Ressalta-se que normalmente o tempo de retorno desse segmento empresarial será atingido a médio e longo prazo. Geralmente a necessidade de capital de giro é de nível médio-alto. Sendo assim, o nível de capital de giro irá variar na ordem de 50% a 90% do investimento total. O empreendedor deverá buscar apoio junto ao SEBRAE para que seja prestado apoio consultivo na estruturação do novo negócio. Deve ser elaborado um Plano de Negócios para conhecer as expectativas comerciais e operacionais desse empreendimento, o que irá reduzir substancialmente equívocos na implantação de uma indústria e comércio de britas. Custos São todos os gastos realizados na produção de um bem ou serviço e que serão incorporados posteriormente no preço dos produtos ou serviços prestados, como: aluguel, água, luz, salários, honorários profissionais, despesas comerciais, insumos consumidos no processo de prestação e execução de serviços, depreciação de maquinário e instalações. O cuidado na administração e redução de todos os custos envolvidos na compra, prestação e venda de serviços que compõem o negócio, indica que o empreendedor poderá ter sucesso ou insucesso, na medida em que encarar como ponto fundamental a redução de desperdícios, a compra pelo melhor preço e o controle de todas as despesas internas. Quanto menores os custos, maior a chance de ganhar no resultado final do negócio. Os custos para abrir uma empresa de indústria e comércio de britas podem ser estimados considerando os itens e valores referenciais abaixo: 1. Salários, comissões (caso a remuneração de serviço de colaboradores seja feita com base em desempenho) e encargos: R$ 12.000,00; 2. Tributos, impostos, contribuições e taxas: R$ 4.000,00; 3. Aluguel, taxa de condomínio, segurança: R$ 3.000,00; 4. Água, luz, telefone e acesso a internet: R$ 2.000,00; 5. Manutenção de software: R$ 500,00; 6. Produtos para higiene e limpeza da empresa e funcionários: R$ 300,00; 7. Recursos para manutenções corretivas e preventivas de maquinários e instalações: R$ 2.000,00; 8. Valores para quitar possíveis financiamentos de máquinas e construções: R$ 2.000,00; 9. Propaganda e publicidade da empresa: R$ 400,00; 10. Aquisição de equipamentos e maquinários, além de outros produtos para funcionamento da empresa de indústria e comércio de britas: R$ 3.000,00; 11. Aquisição de combustíveis para os veículos da empresa e máquinas operadoras utilizadas na produção de rocha bruta: R$ 3.000,00; 12. Aquisição, manutenção e reposição de EPI para os funcionários: R$ 1.000,00; 13. Despesas comerciais para desenvolvimento do negócio: R$ 2.000,00. O empreendedor deve primar pelo controle da produção, de forma criteriosa, mantendo em níveis pré-estabelecidos no Plano de Negócio, as despesas e os custos, buscando alternativa para minimizar esses dois elementos, mas sem comprometer a extração de rocha bruta e produção de britas. Cita-se abaixo uma estrutura de DRE – Demonstração de NewDataSet de Custos que poderá auxiliar o empreendedor a projetar seu empreendimento, bem como utilizar essa ferramenta para acompanhar o desempenho de indústria de britas: DRE DE CUSTOS Receitas Totais de Vendas ............................... (-) CV + DV ....................................................... (=) MC .............................................................. (-) CF + DF ....................................................... (=) LAIR ............................................................ (-) IMPOSTOS FEDERAIS - CSSL................................................ - IRPJ ................................................ (=) LUCRO LÍQUIDO Legenda: - CV: Custos Variáveis - DV: Despesas Variáveis - MC: Margem de Contribuição - CF: Custos Fixos - DF: Despesas Fixas - LAIR: Lucro Antes do Imposto de Renda - CSSL: Contribuição Social sobre o Lucro - IRPJ: Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas Por intermédio desse modelo de DRE de Custos, o empreendedor, sendo bem orientado para seu uso, irá conseguir definir o custo produtivo de uma unidade de medida que for definida como padrão. Como exemplo nesse empreendimento, que é uma indústria de brita, poderá ser utilizado o custo para produzir um metro cúbico de brita. Partindo dessa identificação será possível definir o preço que poderá ser comercializado a brita, sem riscos de incorrer em perdas. Diversificação / Agregação de valor No segmento de indústria e comércio de britas, o produto principal desse tipo de empreendimento é apenas um, ou seja, brita. No entanto, o empreendedor poderá agregar valor ao seu produto e diversificar seguindo alguns pontos que apresenta-se abaixo: • Somente processar a extração de maciço rochoso em mina devidamente autorizada pelos órgãos fiscalizadores, incluindo a parte de proteção do meio ambiente, que deverá elaborar projeto de impacto ambiental antes de iniciar seu processo produtivo; • Com base no primeiro item, o empresário desse segmento deverá assegurar que a extração de matéria-prima na mina siga rigorosamente o que está previsto no RIMA; • Da mesma forma o empreendimento deverá estruturar o tratamento adequado dos resíduos oriundos de sua atividade empresarial, evitando assim que tais resíduos possam contaminar nascentes ou mananciais de água. Os itens acima são vinculados a agregação de valor ao produto. Segue abaixo sugestão para que diversifique a linha comercial para seu produto: • A indústria de britas poderá trabalhar conjuntamente ao seu processo e vendas de britas a preparação e comércio de concreto industrial, o que irá agregar valor ao produto e também será uma diversificação no mix de produtos a serem comercializados. Divulgação A forma de divulgação de uma indústria e comércio de britas deve ser a mais simplificada possível, pois como se trata de um produto com público direcionado, talvez a melhor forma de divulgação seja ir ao encontro dos possíveis clientes. Com isso, o ideal será estruturar uma força de venda, via vendedores externos, os quais terão a finalidade de visitar construtoras, órgãos governamentais relacionados a área de construção civil, tais como: saneamento, habitacional, dentre outros. Da mesma forma, deverá ser feita visitas a engenheiros, arquitetos em seus escritórios, bem como visitar pequenas obras para oferecer o produto de seu empreendimento. Uma forma de divulgação que não pode ser deixada de lado é via internet. É necessário ter um sitio muito bem estruturado, pois grande parte da abertura de novos mercados decorrerá desse meio de comunicação, já que o mesmo abrange áreas amplas de forma uniforme e rápida. Informações Fiscais e Tributárias O segmento de Indústria e comércio de brita, assim entendido como Comércio varejista de cal, areia, pedra britada, tijolos e telhas e britamento de pedras, exceto associado à extração, poderá optar pelo Simples Nacional - Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, instituído pela Lei Complementar nº 123/2006, caso a receita bruta de sua atividade não ultrapassar R$ 240.000,00 (microempresa) ou R$ 2.400.000,00 (empresa de pequeno porte) e respeitando os demais requisitos previstos na Lei. Nesse regime, o empreendedor poderá recolher os seguintes tributos e contribuições, por meio de apenas um documento fiscal – o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional): • IRPJ (imposto de renda da pessoa jurídica); • CSLL (contribuição social sobre o lucro); • PIS (programa de integração social); • COFINS (contribuição para o financiamento da seguridade social); • ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços); • ISS ( Imposto sobre serviços); • INSS - Contribuição para a Seguridade Social relativa a parte da empresa (Contribuição Patronal Previdenciária– CPP) Conforme a Lei Complementar nº 128/2008, as alíquotas do SIMPLES Nacional, para esse ramo de atividade, vão de 4,00% a 11,61 % para o comércio e 4,50% a 12,11%para indústria, dependendo da receita bruta auferida pelo negócio. No caso de início de atividade no próprio ano-calendário da opção pelo SIMPLES Nacional, para efeito de determinação da alíquota no primeiro mês de atividade, o empreendedor utilizará como receita bruta total acumulada, a receita do próprio mês de apuração multiplicada por 12 (doze). Se o Estado em que o empreendedor estiver exercendo a atividade conceder benefícios de isenção e/ou substituição tributária para o ICMS, a alíquota poderá ser reduzida conforme o caso. Na esfera Federal poderá ocorrer redução quando se tratar de PIS e/ou COFINS. Micro Empreendedor Individual – Se a receita bruta anual não ultrapassar a R$ 36.000,00, o empreendedor poderá se enquadrar como empreendedor Individual – MEI, ou seja, sem sócio. Neste caso, os recolhimentos dos tributos e contribuições serão efetuados em valores fixos mensais conforme abaixo: O empresário não precisa recolher os tributos acima (nem pelo sistema unificado), exceto: ISS e ICMS independente do faturamento, quando devido de acordo com o ramo de negócio, para este caso: 1) Sem empregado • R$ 51,15 mensais para o INSS relativa à contribuição previdenciária do empreendedor; • R$ 5,00 mensais de ISS – Imposto sobre serviços de qualquer natureza. • R$ 1,00 mensais de ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias. 2) Com um empregado Neste caso o empreendedor recolherá mensalmente, além dos valores acima, os seguintes percentuais: • Retém do empregado 8% de INSS sobre a remuneração; • Desembolsa 3% de INSS patronal sobre a remuneração do empregado. Conclusão: Para este segmento, tanto como LTDA quanto MEI, a opção pelo Simples Nacional sempre será muito vantajosa sobre o aspecto tributário, bem como nas facilidades de abertura do estabelecimento e para cumprimento das obrigações acessórias. Fundamento Legal: Leis Complementares 123/2006, 127/2007, 128/2008 e Resoluções do CGSN – Comitê Gestor do Simples Nacional. . Eventos EXPOSIBRAM - Exposição Internacional de Mineração e Congresso Brasileiro de Mineração. Informações em: www.exposibram.org.br. M&T EXPO - Tecnologia em Evolução. Feira Internacional de Equipamentos para Construção e Feira Internacional de Equipamentos para Mineração. Informações em: www.mtexpo.com.br. Reunião de Pavimentação Urbana. Informações na Associação Brasileira de Pavimentação – ABPv em: http://www.sindibrita.org.br/eventos.htm Legal Mining Forum - Forum Brasileiro sobre Regulação do Setor de Mineração. Informações em: www.iqpc.com/br/legalmining. Entidades em Geral IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - www.ibama.gov.br/pndpa/ IPAAM – Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas - http://www.ipaam.am.gov.br/ SINDIBRITAS - Sindicato da Indústria de Mineração de Brita do Estado do Rio de Janeiro. http://www.sindibrita.org.br/. AGABRITAS - Associação Gaúcha dos produtores de brita, areia e saibro. http://www.agabritas.com.br/. Normas Técnicas As normas técnicas são documentos de uso voluntário, utilizados como importantes referências para o mercado. As normas técnicas podem estabelecer requisitos de qualidade, de desempenho, de segurança (seja no fornecimento de algo, no seu uso ou mesmo na sua destinação final), mas também podem estabelecer procedimentos, padronizar formas, dimensões, tipos, usos, fixar classificações ou terminologias e glossários, definir a maneira de medir ou determinar as características, como os métodos de ensaio. As normas técnicas são publicadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. NBR7641 TB131 - Via permanente ferroviária NBR8486 TB240 - Processamento de minerais – Cominuição NBR8488 TB241 - Processamento de minerais - Concentração por métodos físicos NBR8487 TB242 - Processamento de minerais – Graduação NBR8591 TB246 - Processamento de minerais - Deslamagem e floculação seletiva, espessamento, filtragem e flutuação NBR9355 TB285 - Pesquisas de jazidas de minerais metálicos, não-metálicos e carvão NBR10182 TB319 - Lavra de jazidas de minerais metálicos, não-metálicos e carvão NBR7225 - TB16 - Materiais de pedra e agregados naturais NBR 6502 - TB3 - Rochas e solos NBR NM-ISO2395 - Peneiras de ensaio e ensaio de peneiramento – Vocabulário NBR NM66 - Agregados - Constituintes mineralógicos dos agregados naturais – Terminologia NBR NM2 - Cimento, concreto e agregados - Terminologia - Lista de termos NBR9935 - TB309 - Agregados – Terminologia NBR7174 - EB-72 - Pedra britada, pedrisco e pó-de-pedra para base de macadame hidráulico NBR7214 - EB-1133 - Areia normal para ensaio de cimento NBR7582 - EB-104 - Pedra britada graduada e solo para base tipo macadame NBR11799 - EB-2097 - Material filtrante - Areia, antracito e pedregulho NBR11803 - EB-2102 - Materiais para sub-base ou base de brita graduada tratada com cimento NBR11804 - EB-2103 - Materiais para sub-base ou base de pavimentos estabilizados granulometricamente NBR11806 - EB-2105 - Materiais para sub-base ou base de brita graduada NBR11805 - EB-2104 - Materiais para sub-base ou base de solo-brita NBR7218 MB8 - Agregados - Determinação do teor de argila em torrões e materiais friáveis NBR9917 - MB2686 - Agregados para concreto - Determinação de sais, cloretos e sulfatos solúveis NBR10340 - MB2731 - Agregados - Avaliação da reatividade potencial das rochas carbonáticas com os álcalis de cimento NBR10341 - MB2818 - Agregados - Determinação do módulo de deformação estático e coeficiente de poisson de rochas NBR6490 - NB28 - Reconhecimento e amostragem para fins de caracterização de ocorrência de rochas NBR6491 - NB29 - Reconhecimento e amostragem para fins de caracterização de pedregulho e areia NBR12261- NB1344 - Dosagem de brita graduada tratada com cimento NBR12262 - NB1345 - Sub-base ou base de brita graduada tratada com cimento (BGTC) NBR12264 - NB1347 - Sub-base ou base de brita graduada NBR12265 - NB1348 - Sub-base ou base de solo-brita NBR15115 - Agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil NBR9653 - NB1036 - Guia para avaliação dos efeitos provocados pelo uso de explosivos nas minerações em áreas urbanas NBR13441 - Rochas e solos NBR13030 - Elaboração e apresentação de projeto de reabilitação de áreas degradadas pela mineração NM26 - Agregados – Amostragem NBR NM27 - Agregados - Redução da amostra de campo para ensaios de laboratório NBR NM26 - Agregados – Amostragem NBR NM30 - Agregado miúdo - Determinação da absorção de água NM51 - Agregado graúdo - Ensaio de abrasão "Los Angeles" NM45 - Agregados - Determinação da massa unitária e dos espaços vazios NBR NM46 - Agregados - Determinação do material fino que passa através da peneira 75 micrometros por lavagem NBR NM52 - Agregado miúdo - Determinação de massa específica e massa específica aparente NBR NM53 - Agregado graúdo - Determinação de massa específica, massa específica aparente e absorção de água NBR NM248 - Agregados - Determinação da composição granulométrica NBR15116 - Agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil - Utilização em pavimentação e preparo de concreto sem função estrutural – Requisitos Glossário BRITADOR: Máquina para partir pedra em pequenos fragmentos. CALHA: cano para conduzir água ou objetos para algum lugar. CASCALHO: pedra britada. MANDÍBULA: cada uma das partes que ladeiam o local de que servirá de “boca” para pegar uma pedra; MATACO: uma parte da rocha bruta, que ficou em tamanho superior ao suportado pelo equipamento de britagem; INSUMOS: elementos que se transformarão em produtos. PERFURATRIZ: máquina para trabalhos pesado de perfurações. PILARES: colunas simples. VIBRATÓRIO: que se compõe de uma série de vibrações. Dicas do Negócio As britas devem, preferencialmente, ser produzidas em tamanhos o mais uniforme possível, o que irá representar uma melhor utilização e por conseqüência obter um resultado bastante satisfatório em seu emprego na área requerida, que é a de construção civil. O produto acabado – britas – deverá ser uma mercadoria pura, que não traga consigo resíduos incômodos, como exemplo micro-organismos, restos de vegetais e solo. Com isso o produto tornar-se melhor aceito pelo mercado, o que resultará em boa comercialização e aceite dos encarregados de obras. A brita produzida em seu empreendimento deverá ser testada rotineiramente obedecendo a critérios definidos por órgãos fiscalizadores e corroborados pelas Normas Técnicas. Esse processo visa garantir que o produto que esteja sendo comercializado pela sua empresa pode ser empregado em qualquer tipo de construção que resultará em satisfação. Outra forma de testes também é o de encaminhar amostras de britas variadas para análise e testagem em laboratórios de institutos de pesquisas e por cientistas independentes, bem como o INMETRO. Características específicas do empreendedor O empreendedor que pretenda ingressar no segmento de indústria e comércio de britas deve ter algumas características básicas, tais como: 1. Ter conhecimento específico sobre engenharia, geologia, mineração, maciços rochosos e suas diversas variações, incluindo composição, formatação, dentre outros. Esse conhecimento pode ser adquirido com a participação em cursos e eventos sobre mineração, curso de geologia, estudo direcionado sobre rochas, etc. O conhecimento sobre mineração e geologia é imprescindível já que a base do produto final é exclusivamente oriunda de extração de mina, que tenha sido devidamente liberada pelos órgãos oficiais e fiscalizadores; 2. Faz-se necessário que o empreendedor esteja sempre atento às novas possibilidades de mercado. Ser capaz de elaborar formas complementares de utilização de britas; 3. Buscar melhorar o nível de seu negócio, participando de cursos específicos sobre geologia, mineração, composição de rochas e de gestão empresarial; 4. Ter habilidade no tratamento com pessoas tanto com seus colaboradores quanto com clientes, fornecedores e outros proprietários de pedreiras, enfim, com todos que de forma direta ou indireta tenham ligação com a empresa; 5. Ser empreendedor com visão de futuro, antecipando tendências, prospectando possível viés de uso inovador de brita ou de rochas maiores, além de estar sempre atento com as inovações de mercado. As características indicadas acima são apenas direcionamentos, isto não quer dizer que um empreendedor que talvez não se sinta com tais características tenha que desistir de investir neste novo negócio. Contudo, esse empresário terá que se esforçar um pouco mais que os que já contam com tais habilidades. Bibliografia Complementar Exploração e Comércio de Britas. Disponível em: <http://www.biblioteca.sebrae.com.br/bds/...>. Acesso em: 12 abril 2009. Geoparque de Nova Iguaçu - O Sienito da Pedreira. Disponível em: <http://www.drm.rj.gov.br/item.asp?chave=...>. Acesso em: 13 abril 2009. Como se faz brita. Disponível em: <http://www.pedreiratremembe.com.br/produ...>. Acesso em: 15 abril 2009. As pedras usadas em concreto. Disponível em: <http://www.fazfacil.com.br/materiais/con...>. Acesso em: 15 abril 2009. Sindibrita. Disponível em: <http://www.sindibrita.org.br/corpo/index...>. Acesso em: 16 abril 2009.
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