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Cultivo de flores - Idéias de Negócios PDF Imprimir E-mail

Cultivo de flores

 

Apresentação do Negócio

Flor é sinônimo de beleza, expressa sentimento de carinho e amor,

paixão e amizade. Por isso torna-se uma atividade comercial bastante

promissora considerando a prática de seu cultivo adequado.

Tal cultivo envolve em sua cadeia produtiva uma série de profissionais

e direcionamento para seus produtos, pois tanto poderá ser cultivado

flores que atendam a demanda de amantes da jardinagem, quanto as

flores de corte para comercialização pelas floriculturas ou ainda para

utilização em vasos.

O comércio de flores, apesar das novas tecnologias de produção

oferecerem o produto final em todas as estações e meses do ano,

apresentam consumo mais acentuado em algumas datas

comemorativas, tais como dia dos namorados, dia das mães, dentre

outras datas especiais.

Assim os cultivadores de flores devem estar preparados para aumentar

sua produção nestas sazonalidades.

Mercado

O segmento de mercado de cultivo de flores no Brasil tem apresentado

um crescimento bastante interessante, tanto assim que no mundo o

mercado de flores tem movimentado anualmente cerca de US$ 94

bilhões. O Brasil participa com US$ 2 bilhões anuais desse mercado,

representando, portanto, 2,128% do total mundial movimentado. Há

grandes possibilidades de crescimento do mercado interno e externo,

já que o montante exportado atualmente atinge cerca de US$ 15

milhões ao ano.

Baseando-se nas estatísticas do mercado mundial e avaliando a fatia

do mercado de cultivadores de flores ocupado pelo Brasil,

percebem-se ótimas perspectivas de crescimento desse setor. Para isso

torna-se fundamental a disposição do empreendedor para montar uma

linha de cultivo de flores extremamente profissional, voltada para o

cumprimento das normas de e de proteção ambiental. Um produtor

que respeita o meio ambiente aumenta a aceitação de seus produtos no

mercado interno e principalmente o mercado externo.

Normalmente a produção de flores e também plantas ornamentais

poderá ter um faturamento anual bastante interessante, podendo

chegar, dependendo do nível do desenvolvimento tecnológico do

empreendimento, em torno de 50 a 100 milhões de reais, quando seu

negócio atingir a devida maturação. Para um faturamento do porte

citado acima será necessária a contratação de 10 a 20 pessoas por

hectare.

Atualmente o Brasil conta aproximadamente 6.000 (seis mil)

produtores/cultivadores de flores e plantas ornamentais, sendo que a

grande maioria está localizada no estado de São Paulo. Ressalta-se que

esses números referem-se a produtores formais, ou seja, com empresa

constituída.

Localização

O empreendedor deverá buscar uma área localizada na zona rural, mas

tendo o cuidado para que tenha proximidade com as cidades. O

contato com a zona urbana é bastante intenso incluindo nesse processo

a contratação de mão-de-obra fixa ou mesmo temporária.

Caso não seja viável por diversos motivos fazer o cultivo próximo a

zona urbana, o empreendedor deverá dar preferência para propriedade

com proximidade a rodovias, facilitando o transporte da produção para

os centros distribuidores ou mesmo consumidores intermediários

(floriculturas).

O empreendedor deverá solicitar uma análise do solo num laboratório

qualificado no momento em que encontrar a área para a implantação

do centro de cultivo de flores e plantas ornamentais. A produção

dependerá da qualidade do solo e da capacidade de ajuste às condições

idéias de plantio para ter uma capacidade produtiva expressiva.

Os principais pontos analisados são: a acidez do solo, salinidade, solos

rasos, com ausência de oxigênio em época(s) do ano e solo com

limitação para uso agrícola, solo contaminado, etc..

Outro ponto fundamental para definição da localização é a existência

de água na propriedade a que se destinará a implementação do

empreendimento. O ideal é que tenha riachos, córregos, açudes ou

algum tipo de reservatório natural de água.

Ressalta-se que na definição da localização o empreendedor deverá

observar o espaço para montagem de sua área produtiva (cultivo de

flores e plantas ornamentais), de preferência, seja efetivada em uma

área que ofereça condições de ampliações futuras, pois o

empreendedor sempre deverá iniciar um negócio pensando no

crescimento empresarial.

Exigências legais específicas

O empreendedor deverá cumprir algumas exigências iniciais e

somente poderá se estabelecer depois de cumpridas, são elas:

Etapas do Registro

1ª Etapa:

a) Registro da empresa nos seguintes órgãos:

- Junta Comercial;

- Secretaria da Receita Federal (CNPJ);

- Secretaria Estadual de Fazenda;

- Prefeitura do Município para obter o alvará de funcionamento;

- Enquadramento na Entidade Sindical Patronal (empresa ficará

obrigada a recolher por ocasião da constituição e até o dia 31 de

janeiro de cada ano, a Contribuição Sindical Patronal);

- Cadastramento junto à Caixa Econômica Federal no sistema

“Conectividade Social – INSS/FGTS”.

- Corpo de Bombeiros Militar.

b) Visita a prefeitura da cidade onde pretende montar a seu negócio de

cultivo de flores, visando identificar se a localidade (zona rural)

escolhida oferece algum restrição para implantação deste tipo de

empreendimento, já se for em uma zona urbana (desaconselhável) terá

que ser feito consulta de local e emissão das certidões de Uso do Solo

e Número Oficial.

Caso o empreendedor pretenda inserir nesse mercado de cultivo de

flores e plantas ornamentais e atuar na área de exportação irá precisar

cumprir os seguintes pontos:

• Registros administrativos:

- Registro no EDA (Escritório de Defesa Agropecuário);

- Registro no IBAMA;

- Registro no SICOMEX.

• Documentos mais comuns na exportação de flores e plantas

ornamentais:

- Documentação sanitária específica;

- Documento aduaneiro da mercadoria;

- Nota fiscal de venda. Nos embarques marítimos o IBAMA solicita a

apresentação do ATPF (Autorização para Transporte de Produtos

Florestais);

- Cópia do conhecimento de carga;

- Plano de carga;

- Fatura comercial;

- Lista de embarque (variedade/caixa);

- Pedido de inspeção de sanidade vegetal;

- RE (Registro de Exportação);

- DDE (Declaração de Despacho de Exportação).

O exportador deve ainda providenciar o documento de protocolo

oficial das exigências sanitárias e outras restrições do País Importador

(Import Permit), que é fornecido pelas câmaras de comércio dos países

de destino e que normalmente funcionam em território brasileiro.

Estrutura

O tamanho da estrutura varia de acordo com o interesse e a

expectativa do empreendedor. Deve-se ficar atento aos aspectos

específicos, tais como: o tipo de clima para as várias estações do ano,

o clima regional do local que será implantada a empresa de cultivo de

flores e plantas ornamentais. Observe os detalhes abaixo:

1. O ideal é ter um viveiro para cada tipo/espécie de planta;

2. Deve-se destinar uma área para instalação da parte administrativa e

operacional:

a. Área para armazenamento dos equipamentos utilizados no processo

produtivo das flores e plantas ornamentais;

b. Área para o armazenamento dos defensivos e adubos;

c. Área para armazenamento dos vasos e outras embalagens, a serem

utilizados para o transporte das flores e plantas ornamentais.

Todos os espaços indicados acima devem ser dotados de lay-out

adequado, respeitando a facilidade de movimentação, bem como ser

parte integrante do processo integrado com a área de estoque dos

adubos e defensivos, visando ter maior mobilidade durante o processo

produtivo de aplicação desses itens tão importantes no aumento da

produtividade.

Pessoal

Para esse tipo de empreendimento haverá uma grande variação no

quantitativo de pessoal, pois nesse segmento empresarial existem

alguns núcleos de trabalho definidos:

1. Linha de produção/cultivo – para atuar nos viveiros o número de

pessoas dependerá da área plantada. O ideal é utilizar entre 10 a 20

pessoas por hectare cultivado.

Neste grupo deve constar pelo menos um profissional especializado na

área de botânica, agronomia ou áreas afins, que deverá ser o

responsável técnico por toda a produção/cultivo das flores e plantas

ornamentais.

As principais atividades na área de produção/cultivo são: higienização

dos viveiros e canteiros, semeadura, repicagem, manutenção das

estufas e participar da colheita.

2. Área administrativa e financeira – o número de pessoas dependerá

do tamanho do empreendimento e suas implicações administrativas,

financeiras e operacionais. É possível iniciar com duas pessoas, sendo

que uma delas deverá cuidar da área de compras também.

3. Área comercial – o ideal que se tenha dois profissionais de vendas

para colocar o produto nas floriculturas ou outros pontos de vendas.

4. Área de embalagem – no início pode-se utilizar cerca de duas

pessoas para atuar na área de acondicionamento em vasos, embalar em

caixas específicas e também processar o trato cultural nas flores e

plantas ornamentais, visando apresentar melhor qualidade do produto

final.

5. Distribuição/entrega – uma ou duas pessoas para realizar as entregas

nos pontos de vendas ao consumidor final.

É primordial que o proprietário do negócio esteja presente em todas as

operações da empresa, acompanhando a linha de produção/cultivo e a

gestão administrativa e financeira da empresa.

Caso o empresário considere importante a contratação de um gestor

para as questões administrativas e financeiras, ele terá mais tempo

para fazer a alta gestão de seu empreendimento, principalmente na

área de produção/cultivo. Desta forma, evitará o acumulo de funções.

Equipamentos

Os equipamentos necessários são:

a) Bombas de pulverização;

b) Reservatório de calda;

c) Adubadeiras;

d) Mangueiras;

e) Sistema de irrigação;

f) Tubetes;

g) Sementeiras;

h) Vasos;

i) Suporte para vasos;

j) Câmera frigorífica;

k) Limpadores de rosas;

l) Sacos;

m) Latas;

n) Embalagens;

o) Pás;

p) Enxadas;

q) Cavadores;

r) Forcados;

s) Regadores;

t) Tesouras de Poda;

u) Equipamentos de escritório (computador, telefone, fax e

impressora).

A parte tecnológica é extremamente importante para o controle de

produção/cultivo, estruturando os indicadores de capacidade produtiva

de cada viveiro e espécie, vinculada a produção efetiva. Também

efetua o controle de aplicações de adubos e inseticidas segundo as

necessidades de cada espécie, controla automaticamente a irrigação,

além é claro da gestão administrativo-financeira, gestão comercial,

enfim a gestão geral do negócio.

A inclusão da tecnologia nesse segmento fará um grande diferencial,

já que é necessário ter um amplo controle de todas as etapas

produtivas, tanto no cultivo, produto final e comercialização, agregado

ainda a rigorosa programação de controles de distribuição do produto

final aos pontos de vendas.

Diante disso, será fundamental contar com um software de ERP que

possibilite a gestão integrada da empresa em todas as suas áreas,

inclusive possibilitando o controle de custos de produção para

melhorar o resultado operacional da empresa.

Matéria Prima / Mercadoria

Os produtos desse segmento de mercado são:

• Flores diversas para venda a distribuidores ou floriculturas;

• Vasos com flores ou plantas ornamentais;

• Mudas e botão.

Organização do processo produtivo

O empreendedor deve buscar conhecer bem os ciclos das flores e

plantas ornamentais que serão cultivadas. Esse conhecimento torna-se

primordial, pois cada espécie de flor ou planta ornamental tem a época

e as condições de solo e clima adequadas para o plantio.

Segue abaixo um descritivo das condições requeridas para algumas

espécies de flores e plantas ornamentais.

Planta: Lírio da Paz

Propagação: Semente, divisão por touceiras ou micropropagação.

Temperatura: 5º-15º

Luz: Indireta, em grande quantidade.

Solo: Úmido, mais sem encharcar.

Florescimento: De janeiro a março e de julho a setembro.

Ambiente: Interno.

Planta: Mandevilla

Propagação: Por sementes ou estacas.

Temperatura: 24º-26º

Luz: Luz solar plena

Solo: Úmido mais sem encharcar

Florescimento: O ano todo, um pouco menos no inverno.

Ambiente: Externo

Planta: Pupunha

Propagação: Por mudas

Temperatura: 22º-26º

Luz: Pelo sol.

Solo: Moderadamente úmido.

Florescimento: De Agosto a dezembro.

Ambiente: Externo.

Planta: Cananga do Japão

Propagação: Divisão de rizomas.

Temperatura: Indiferente

Luz: Luz solar plena e meia sombra.

Solo: Rico em matéria orgânica.

Florescimento: Na primavera

Ambiente:

Planta: Rainha da Noite

Propagação: Estacas de caule

Temperatura: 18º-32º

Luz: Luz solar plena

Solo: Moderadamente úmido.

Florescimento: Final da primavera e início do outono.

Ambiente: Indiferente

Planta: Onze horas

Propagação: Sementes ou estaquia de pontas de ramo.

Temperatura: Indiferente

Luz: Sol pleno

Solo: Levemente secos.

Florescimento: Da primavera até o verão.

Ambiente: Externo

Planta: Alpínia

Propagação: Divisão de rizomas.

Temperatura: 24º-30º

Luz: Luz solar plena.

Solo: Moderadamente úmido, sem encharcar.

Florescimento: No verão e no outono.

Ambiente: Externo

Planta: Antúrio

Propagação: Por divisão de touceiras.

Temperatura: 25º-30º

Luz: Meia sombra

Solo: Moderadamente úmido, sem encharcar.

Florescimento: O ano todo.

Ambiente: Externo e Interno.

Planta: Azaléia

Propagação: Estacas de galho.

Temperatura: 10º-20º

Luz: Sol pleno e meia sombra.

Solo: Moderadamente úmido, sem encharcar

Florescimento: Inverno e início da primavera

Ambiente: Externo

Planta: Avencas

Propagação: Por esporos

Temperatura: Indiferente

Luz: Meia sombra.

Solo: Moderadamente úmido, sem encharcar.

Florescimento: O ano todo.

Ambiente: Externo e Interno.

Planta: Boca-de-leão

Propagação: Por meio de sementes

Temperatura: 20º-24º

Luz: Sol pleno

Solo: 20º-24º

Florescimento: Inverno e Primavera

Ambiente: Externo

Planta: Bromélias

Propagação: Por sementes e brotos que surgem dos rizomas.

Temperatura: Temperaturas elevadas.

Luz: Bastante claridade, mais com luz difusa.

Solo: Todo tipo de solo.

Florescimento: Verão.

Ambiente: Externo e Interno

Planta: Calceolária

Propagação: Por meio de sementes ou estacas.

Temperatura: Indiferente

Luz: Luz solar indireta.

Solo: Úmido mais sem encharcar.

Florescimento: Fim do inverno e durante a primavera

Ambiente: Indiferente

Planta: Calêndula

Propagação: Por meio de sementes.

Temperatura: 08º-16º

Luz: Sol pleno

Solo: Úmido mais sem encharcar.

Florescimento: O ano todo.

Ambiente: Externo e Interno.

Planta: Camélia

Propagação: Por meio de sementes ou estacas.

Temperatura: Amena

Luz: Meia sombra.

Solo: Moderadamente úmido, sem encharcar.

Florescimento: Outono e Inverno

Ambiente: Externo e Interno.

Planta: Dália

Propagação: Por meio de sementes, estaquia das pontas dos ramos ou

divisão das raies tuberosas.

Temperatura: 18º-20º

Luz: Meia sombra no clima quente e sol pleno no frio.

Solo: Sempre úmido mais sem encharcar.

Florescimento: Primavera e Verão.

Ambiente: Externo Interno.

Planta: Flor-de-Cera

Propagação: Estacas de galho

Temperatura: 20º-25º

Luz: Muita luz, mais indireta.

Solo: Moderadamente úmido mais sem encharcar.

Florescimento: Verão

Ambiente: Indiferente

Planta: Flor de Lis

Propagação: Divisão de bulbos, durante o repouso.

Temperatura: Indiferente

Luz: Luz solar plena.

Solo: Arenoso, úmido, sem encharcar

Florescimento: Verão

Ambiente: Indiferente

Planta: Flor de Lótus

Propagação: Por meio de sementes ou divisão de rizomas.

Temperatura: Sol pleno.

Luz: Indiferente

Solo: Planta Aquática.

Florescimento: Primavera e início do verão

Ambiente: Indiferente

Planta: Frésia

Propagação: Por meio de bulbos perenes.

Temperatura: Ameno

Luz: Luz solar plena.

Solo: Moderadamente úmido mais sem encharcar.

Florescimento: No final do inverno e primavera

Ambiente: Externo e interno

Planta: Fúcsia

Propagação: Estaquia de ramos.

Temperatura: Ameno

Luz: Sol pleno e meia sombra.

Solo: Moderadamente úmido mais sem encharcar.

Florescimento: Primavera

Ambiente: Indiferente

Planta: Gardênia

Propagação: Estaquia de ponto de ramos.

Temperatura: Indiferente

Luz: Sol pleno e meio sombra das 11h às 17h.

Solo: Moderadamente úmido mais sem encharcar.

Florescimento: Inicio da primavera

Ambiente: Indiferente

Planta: Gérbera

Propagação: Por meio de sementes ou propagação de touceiras.

Temperatura: 20º-25º

Luz: Sol pleno

Solo: Sempre úmido mais sem encharcar.

Florescimento: No fim do inverno e inicio da primavera.

Ambiente: Interno

Planta: Girassol

Propagação: Por sementes.

Temperatura: 18º-30º

Luz: Muita luz, mais indireta.

Solo: Sempre úmido mais sem encharcar.

Florescimento: O ano todo.

Ambiente: Interno e externo.

Planta: Gloriosa

Propagação: Por meio de divisão de rizomas.

Temperatura: Indiferente

Luz: Luz solar plena.

Solo: Arenoso

Florescimento: No fim da primavera e no verão

Ambiente: Interno e Externo

Planta: Helicônias

Propagação: Por meio de sementes ou divisão de rizomas.

Temperatura: 21º-26º

Luz: Luz direta em grande quantidade.

Solo: Solo ácido e sempre úmido mais sem encharcar.

Florescimento: Inicia no verão, declina no outono e cessa no inverno.

Ambiente: Externo

Planta: Ipê Amarelo

Propagação: Sementes

Temperatura: Indiferente

Luz: Sol pleno

Solo: Fértil e bem drenado.

Florescimento: No início da primavera

Ambiente: Externo

Planta: Kalanchoe

Propagação: Por mudas que nascem nas pontas das folhas.

Temperatura: 20º-25º

Luz: Luz direta em grande quantidade.

Solo: Moderadamente úmido.

Florescimento: Verão e Outono.

Ambiente: Interno e Externo.

Planta: Lírio-do-amazônas

Propagação: Divisão dos bulbos mais velhos.

Temperatura: 15º-29º

Luz: Luz indireta em grande quantidade.

Solo: Sempre úmido mais sem encharcar.

Florescimento: Verão e primavera.

Ambiente: Externo e Interno.

Planta: Lírios

Propagação: Divisão dos bulbos mais velhos.

Temperatura: 15º-20º

Luz: Luz indireta em grande quantidade.

Solo: Sempre úmido mais sem encharcar.

Florescimento: Verão e primavera.

Ambiente: Interno.

Planta: Magnólia

Propagação: Divisão dos bulbos mais velhos.

Temperatura: 18º-24º

Luz: Indiferente

Solo: Indiferente, desde que os tratamentos necessários.

Florescimento: Da primavera até o verão.

Ambiente: Externo

Planta: Narciso

Propagação: Divisão dos bulbos mais velhos.

Temperatura: Indiferente

Luz: Luz indireta em grande quantidade

Solo: Sempre úmido mais sem encharcar.

Florescimento: No final do inverno e na primavera.

Ambiente: Indiferente

Planta: Orquídea

Propagação: Bulbos.

Temperatura: 15º-25º

Luz: Meia sombra

Solo: Sempre úmido mais sem encharcar.

Florescimento: Varia de acordo com a espécie.

Ambiente: Indiferente

Planta: Primavera

Propagação: Por alporquia ou por estacas de galhos lenhosos.

Temperatura: Indiferente

Luz: Sol pleno

Solo: Solo mais seco

Florescimento: O ano todo.

Ambiente: Externo.

Planta: Rosas

Propagação: Por estaquia de galho ou enxertia.

Temperatura: 25º-32º

Luz: Sol pleno

Solo: Seco

Florescimento: Outono e inverno.

Ambiente: Externo

Planta: Samambaias

Propagação: Por meio de esporos ou separação de rizomas

Temperatura: Indiferente

Luz: Sombreados

Solo: Úmido mais sem encharcar

Florescimento: Indiferente

Ambiente: Externo

Planta: Tulipa

Propagação: Estaquia de galho e sementes.

Temperatura: 4°-10º

Luz: Luz indireta em grande quantidade.

Solo: Moderadamente úmido mais sem encharcar.

Florescimento: O ano todo.

Ambiente: Externo

Planta: Violeta perfumada

Propagação: Por meio de sementes

Temperatura: 22º-24º

Luz: Sombra

Solo: Úmido mais sem encharcar

Florescimento: O ano todo

Ambiente: Interno

Caso o empreendedor não tenha formação e conhecimento suficiente

na área de botânica ou agronomia deverá recorrer à contratação de um

profissional desta área para coordenar o processo de plantio e

manutenção das flores e plantas ornamentais.

Seguem os demais processos que possibilitarão a produção/cultivo:

1. Preparo do solo: proceder a análise laboratorial do solo, visando

conhecer o pH, fazer a aplicação da desinfecção do terreno, como por

exemplo a eliminação de formigas, cupins e outros insetos daninhos

que normalmente infestam os terrenos. Da mesma forma deverá ser

feita uma limpeza completa da área disponibilizada para o cultivo de

flores e plantas ornamentais eliminando as raízes e ervas daninhas.

Após as etapas acima deve-se preparar os espaços para montagem dos

canteiros, viveiros ou estufas que irão receber o plantio das flores ou

plantas ornamentais. Este plantio pode ser efetuado utilizando-se

sementes ou mudas.

Definido os espaços em que serão cultivadas as flores ou plantas

ornamentais, deverá partir então para a preparação do solo. O terreno

deverá ser arado e posteriormente remexido com pá e rastelos,

buscando com isto eliminar restos de raízes, pedras, galhos, e outras

impurezas. Após esse processo o canteiro/terreno destinado ao plantio

será nivelado. Neste momento, os produtos destinados a correção de

variações do solo, como acidez e outros deverão ser aplicados.

2. Plantio (sementes ou mudas) – após o preparo do solo deve-se partir

para o plantio propriamente dito, que irá ocorrer via semeadura ou

mudas.

Esse processo requer conhecimento de técnicas avançadas para que as

sementes tenham a germinação adequada, e as mudas possam crescer.

3. Regadura – é o processo de regar o produto de plantio, segundo

critérios técnicos apresentados por profissional tecnicamente

qualificado para indicar a melhor forma de aguar cada espécie de

flores ou plantas ornamentais.

4. Repicagem – é o ato ou efeito de transferir as pequenas plantas que

já germinaram e brotaram para outros ambientes devidamente

preparados e adequados para está finalidade.

Esse processo também será o momento para fazer o combate de

doenças e eliminação de pragas que atacam as plantas.

5. Pragas – existem diversas pragas, por isso a manutenção de combate

deverá ocorrer rotineiramente, evitando assim que os viveiros,

canteiros ou estufas sejam infectados. Se não forem combatidas

adequadamente infestarão todo o cultivo e apresentando doenças

variadas, sendo a principal delas as fúngicas. Seguem algumas pragas

que atacam o cultivo de flores e plantas ornamentais:

a. Pulgões – podem ser pretos, marrons, cinzas e até verdes. Buscam

alojar-se nas folhas mais tenras, brotos e caules. Esta praga suga a

seiva da planta e deixa as folhas amareladas e enrugadas;

b. Cochonilhas – apresentam-se nas cores marrons e amarelos,

alojam-se na parte inferior das folhas e nas fendas, além de sugar a

seiva das plantas liberam substâncias pegajosa que facilita o ataque e

proliferação de fungos;

c. Moscas-brancas – pequenos insetos de coloração branca, sua

presença pode ser notada ao esbarrar nas plantas infestadas, pode ser

percebido também por meio de revoadas de minúsculos insetos

brancos. A mosca-branca aloja-se na parte inferior das folhas e

alimentam-se da seiva da planta.

d. Lesmas e caracóis – são pragas que atacam a noite, furando e

devorando folhas, caules e botões florais, chegando a atingir até

mesmo as raízes subterrâneas.

e. Lagartas – normalmente enrolam-se nas folhas jovens e literalmente

devoram os brotos, hastes e folhas novas, formando uma espécie de

teia para se protegerem.

f. Ácaros – aparenta ser uma aranha de cor avermelhada, ataca flores,

folhas e brotos, deixando marcas semelhantes à ferrugem, os

ambientes frescos quentes e secos favorecem o desenvolvimento

dessas pragas.

g. Percevejos – provocam a queda de flores, folhas e frutos,

prejudicando novas brotações.

h. Tatuzinhos – são pragas comuns em jardins com umidade

excessiva, vivem escondidos e alimentam-se de folhas, caules e brotos

tenros, transmitem outros tipos de doenças às plantas.

i. Nematóides ? esta praga ataca pelo solo. Normalmente as plantas

atacadas apresentam raízes grossas e cheias de fendas.

j. Formigas – são insetos que cortam as folhas para levá-las ao

formigueiro.

6. Doenças – Seguem algumas doenças que infectam os cultivos de

flores e plantas ornamentais:

a. Pinta-preta – são bastante comuns em roseiras. Os sintomas iniciais

são grandes manchas circulares marcadas por anéis concêntricos de

cores amarelas e pretas, seguidas de encarquilhamento dos brotos e

necrose das folhas.

b. Ferrugem – normalmente ataca na primavera, com protuberâncias

amarelas, pequeninas, terminando por aumentar e espalhar-se por

grandes áreas, causando necrose e queda das folhas. A doença é

difundida para os caules e brotos.

c. Míldio – percebe-se quando as folhas estão com manchas

amareladas ou avermelhadas na face superior e bolor

branco-acidentado na face inferior correspondente, as folhas se

enrolam e posteriormente caem.

d. Oídio ou Cinza – são manchas brancas semelhantes a mofo, que

depois se tornam amarelo-avermelhadas e acabam por secar a

folhagem.

e. Podridão – é o apodrecimento dos frutos, hastes, colo e folhas.

Normalmente aparece em locais quentes e mal ventilados, ou como

conseqüência do excesso de água e drenagem insuficiente.

Automação

Como se trata de um processo que requer muitos cuidados, o

empresário não deverá medir esforços para que seu empreendimento

esteja dotado das mais altas tecnologias tanto no âmbito da automação

(aquisição de software ERP) quanto nas inovações no plantio e cultivo

das diversas fases em sua cadeia produtiva.

Assim torna-se fundamental que todos os processos sejam

automatizados, incluindo a catalogação de pragas e doenças, a forma

que se apresentam e propalam, buscando estar sempre muito atento a

menor possibilidade de infestação de doenças ou pragas. Ter controle

tecnológico avançado sobre o tempo de regar as plantas, se possível,

via sistema automatizados. Isto cria um substancial crescimento da

capacidade produtiva aliado ao menor custo produtivo, o que irá

viabilizar melhores técnicas de cultivo e por conseqüência melhores

resultados contínuos.

Existe a necessidade de registro dos estoques e sua respectiva

aplicação para um rigoroso controle de aplicação dos defensivos e

adubos, bem como a reposição em tempo hábil, sem contudo manter

uma grande quantidade desses produtos estocados.

O controle dos custos de produção, dos custos operacionais, e das

despesas administrativas são fundamentais para validar o preço de

venda de cada produto, considerando o valor agregado na cadeia

produtiva.

Diante disto o empreendedor deverá buscar no mercado um ERP

(Enterprise Resource Planning), ou simplesmente denominado sistema

de gestão integrado de empresa, que venha a atender suas

necessidades. Após a identificação deste software no mercado, sua

instalação deverá ser muito bem estruturada, pois o sucesso deste tipo

de software depende basicamente de sua parametrização, ou seja,

customização às necessidades do cliente. Tal tarefa deverá ser

executada por profissional altamente qualificado que tenha domínio

total do software (consultor).

Canais de distribuição

A distribuição de flores e plantas ornamentais ocorre basicamente das

seguintes formas:

a) Distribuição direta para floriculturas – é a forma em que o próprio

empreendedor viabiliza a entrega às floriculturas. Este método

aumenta substancialmente os custos do produto final. No entanto em

alguns casos, principalmente no início das atividades, esta ainda possa

ser a melhor forma de fazer com que seu produto esteja à disposição

dos consumidores no maior número de pontos de vendas

(floriculturas).

b) Distribuição via distribuidora – outra forma é quando o produtor de

flores e plantas ornamentais atua por intermédio de distribuidoras

especializadas em comercialização e distribuição de flores e plantas

ornamentais às diversas floriculturas distribuídas nas mais diversas

regiões do País. Portanto, dependendo da estrutura produtiva, esta

opção de canal de distribuição venha a ser bastante interessante.

c) Venda em seu ponto de produção – existe também a possibilidade

de atuar com uma central de comercialização direta, na qual se vende a

produção e as floriculturas retiram diretamente na área de

plantio/cultivo. Ressalta-se que este canal de distribuição ocasionará

uma grande retração de mercado, pois os mercados mais distantes

tornam-se praticamente inacessíveis.

Investimentos

O investimento varia segundo a concepção e expectativa de produção

do empreendedor. Deverá haver uma análise prévia de que espécies de

flores e plantas ornamentais que a empresa irá cultivar/produzir.

Partindo desta premissa, define-se a área física, tipo de estrutura a ser

construída ou locada, dentre outras informações, o que culmina

obrigatoriamente no tamanho da área a ser cultivada.

Como informação básica para auxiliar na avaliação de espaço e

estrutura do local, o que irá influenciar diretamente no montante a ser

investido apresenta-se uma estimativa de valores referenciais para o

investimento inicial:

Itens Qtde. Vlr. Unit.

Valor total

Bombas de pulverização 4 50,00

200,00

Pulverizador de alta pressão 4 180,00

720,00

Adubadeira 2 3.670,00

7.340,00

Mangueira 10 100,00

1.000,00

Sistema de irrigação

4 2.500,00 10.000,00

Tubete 100 35,00

3.500,00

Vasos 100 37,00

3.700,00

Suporte para vasos - variados 20 45,00

900,00

Câmara frigorífica 1 7.000,00

7.000,00

Sacos para mudas - kg 50 9,00

450,00

Latas – kg 20 10,50

210,00

Pás 10 16,00

160,00

Enxadas – estreitas 10 23,40

234,00

Enxadinha p/jardim 10 18,60

186,00

Cavadeira light 10 48,80

488,00

Cavadeira articulada 10 24,90

249,00

Forcados 10 43,20

432,00

Regadores 10 34,90

349,00

Tesouras de poda 10

38,30 383,00

Total

37.501,00

Equipamentos administrativos

Microcomputador 3 1.300,00

3.900,00

Impressora matricial 1

900,00 900,00

Impressora a laser 1 600,00

600,00

Mesa 4

250,00 1.000,00

Cadeiras 12 120,00

1.440,00

Fax 1 450,00

450,00

Telefone 4 50,00

200,00

Total

8.490,00

Total Geral

45.991,00

Os itens relacionados acima são básicos para iniciar um projeto

empresarial de cultivo de flores e plantas ornamentais. Poderá haver

outros equipamentos que se tornem necessários conforme a concepção

e tamanho da empresa a ser estruturada.

O imóvel que será locado, adquirido ou mesmo que já pertença ao

empreendedor, deverá ser dotado de alguns espaços destinados ao

funcionamento da empresa:

a) Área administrativa – deverá ter espaço físico para esta finalidade,

podendo ser uma casa que já exista na propriedade ou a construção de

um ambiente que receba toda a área administrativa, financeira,

operacional e comercial, dividido em salas adequadas.

b) Área produtiva – para esta área será necessário indicar a construção

de viveiros, estufas, canteiros, câmara fria, galpão para estocam dos

defensivos, adubos e equipamentos envolvidos no desenvolvimento

das atividades operacionais/produtivas da empresa, etc.. Espaços

destinados ao processo de produção, onde ocorrerá a semeadura ou

plantio de mudas devem, em alguns casos, ser dotados de cobertura

com lona adequada. Normalmente usa-se a lona cristal rústica,

podendo ser fixa ou móvel. Esta utilização deve ser orientada pelo

responsável técnico, já que algumas espécies de flores e plantas

ornamentais necessitam de proteção contra os raios diretos de sol, bem

como chuva ou outras alterações climáticas.

Assim entende-se que o custo para a estruturação dos espaços

indicados acima, bem como a aquisição de adubos, defensivos,

sementes e mudas seja consumido um valor estimado entre R$

30.000,00 a R$ 70.000,00. Isto dependerá muito do nível da

construção a ser preparada para receber a parte administrativa e

também do galpão para acondicionamento dos defensivos, adubos e

equipamentos, e do quantitativo inicial que será adquirido em adubos,

defensivos, sementes e mudas.

Desta forma acredita-se que o montante para implementar uma

empresa de cultivo de flores irá girar em torno de R$ 75.000,00 à R$

115.000,00.

Capital de giro

Capital de giro é um montante de recursos financeiros que a empresa

precisa manter para garantir a dinâmica do seu processo de negócio.

O capital de giro precisa de controle permanente, pois tem a função de

minimizar o impacto das mudanças no ambiente de negócios onde a

empresa atua.

O desafio da gestão do capital de giro deve-se, principalmente, à

ocorrência dos fatores a seguir:

- Variação dos diversos custos absorvidos pela empresa;

- Aumento de despesas financeiras, em decorrência das instabilidades

desse mercado;

- Baixo volume de vendas;

- Aumento dos índices de inadimplência;

- Pagamento das parcelas de possíveis financiamentos;

- Variações bruscas no clima, que venham a comprometer a

capacidade produtiva da empresa;

- Altos níveis de estoques.

O empreendedor deverá ter um controle orçamentário rígido de forma

a não consumir recursos sem previsão.

O empresário deve evitar a retirada de valores além do pró-labore

estipulado, pois no início todo o recurso que entrar na empresa nela

deverá permanecer, possibilitando o crescimento e a expansão do

negócio. Dessa forma a empresa poderá alcançar mais rapidamente

sua auto-sustentação, reduzindo as necessidades de capital de giro e

agregando maior valor ao novo negócio.

O nível de Capital de Giro para este segmento deverá ser em montante

suficiente para suportar a movimentação operacional em torno de 24

meses, sendo este montante elaborado em relação aos desembolsos

que compõe o início da empresa.

Custos

São todos os gastos realizados na produção de um bem ou serviço e

que serão incorporados posteriormente no preço dos produtos ou

serviços prestados, como: aluguel, água, luz, salários, honorários

profissionais, despesas de vendas, matéria-prima e insumos

consumidos no processo de produção, depreciação de maquinário e

instalações.

O cuidado na administração e redução de todos os custos envolvidos

na compra, produção e venda de produtos ou serviços que compõem o

negócio, indica que o empreendedor poderá ter sucesso ou insucesso,

na medida em que encarar como ponto fundamental a redução de

desperdícios, a compra pelo melhor preço e o controle de todas as

despesas internas. Quanto menores os custos, maior a chance de

ganhar no resultado final do negócio.

Os custos para uma abrir uma empresa de cultivo de flores e plantas

ornamentais devem ser estimados considerando os itens abaixo:

1. Salários, comissões e encargos;

2. Tributos, impostos, contribuições e taxas;

3. Aluguel, taxa de condomínio, segurança;

4. Água, Luz, Telefone e acesso a internet;

5. Produtos para higiene e limpeza da empresa e funcionários;

6. Recursos para manutenções corretivas;

7. Valores para quitar os financiamentos de máquinas e construções;

8. Assessoria contábil;

9. Propaganda e Publicidade da empresa;

10. Aquisição de mercadorias;

11. Despesas com vendas;

12. Despesas com estocagem e transporte.

Um ponto fundamental a ser observado pelo empresário de empresa de

cultivo de flores e plantas ornamentais é “comprar pelo menor preço”.

Uma boa negociação na aquisição dos itens que serão utilizados em

seu processo produtivo, tais como: equipamentos, adubos e defensivos

trarão ótimos resultados.

Diversificação / Agregação de valor

Uma das formas de diversificação é atuar em mais de um processo de

produção de plantas podem ser flores ou outras espécies plantas que

tenham mais de uma aplicação, por exemplo: fins decorativos, vendas

para floriculturas com para elaboração de buquês ou ainda com fins

medicinais.

Com essa variação é possível manter-se atuante em várias frentes

comerciais como fornecedor de diversos tipos e espécies de flores e

plantas. Assim sempre haverá maiores possibilidades de inclusão no

mercado.

Em relação à agregação de valor ao produto o empresário deverá se

esmerar ao máximo para buscar a excelência produtiva. Observar os

fatores que irão agregar o maior valor possível ao seu produto final, de

forma que a cadeia produtiva esteja na condição de fornecer flores e

plantas variadas aos pontos consumidores ou distribuidores.

Divulgação

A divulgação de uma empresa de cultivo de flores e plantas

ornamentais deverá seguir os conceitos tradicionais da propaganda e

os meios de comunicação existente no mercado, por exemplo:

Televisão, rádio, outdoors, internet e revistas especializadas.

O empresário deverá sempre vincular o seu empreendimento

empresarial aos benefícios ambientais promovidos pela sua empresa. É

importante divulgar para a sociedade para que sintam a sua empresa

como uma “parceira” no processo de manter o meio ambiente

despoluído, não oferecendo riscos de impactos ambientais que venham

a poluir mananciais de água ou qualquer outra situação de poluição.

Diante disto o empresário deverá buscar marketing especializado para

divulgar a sua empresa perante os meios de comunicação. Um trabalho

de divulgação bem feito resultará sem dúvida numa maior aceitação da

empresa.

Informações Fiscais e Tributárias

É posível optar pelo SIMPLES NACIONAL - Regime Especial

Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas

Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, desde que a receita

bruta anual de sua atividade não ultrapasse a R$ 240.000,00

(microempresa) ou R$ 2.400.000,00 (empresa de pequeno porte) e

respeitando os demais requisitos previstos na Lei.

Neste regime de tributação diferenciado, o empreendedor poderá

recolher os seguintes tributos e contribuições, por meio de apenas um

documento fiscal – o DAS (Documento de Arrecadação do Simples

Nacional):

• IRPJ (imposto de renda da pessoa jurídica);

• CSLL (contribuição social sobre o lucro);

• PIS (programa de integração social);

• COFINS (contribuição para o financiamento da seguridade social);

• ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços);

• INSS - Contribuição para a Seguridade Social relativa a parte da

empresa (Contribuição Patronal Previdenciária– CPP)

Conforme a Lei Complementar nº 128/2008, as alíquotas do

SIMPLES Nacional, para esse ramo de atividade, vão de 4,5% até

12,11%, dependendo da receita bruta auferida pelo negócio. No caso

de início de atividade no próprio ano-calendário da opção pelo

SIMPLES Nacional, para efeito de determinação da alíquota no

primeiro mês de atividade, o empreendedor utilizará, como receita

bruta total acumulada, a receita do próprio mês de apuração

multiplicada por 12 (doze).

Se o Estado em que o empreendedor estiver exercendo a atividade

conceder benefícios de isenção e/ou substituição tributária para o

ICMS, a alíquota poderá ser reduzida conforme o caso. Na esfera

Federal poderá ocorrer redução quando se tratar de PIS e/ou COFINS.

MICRO EMPREENDEDOR INDIVIDUAL – Se a receita bruta anual

não ultrapassar a R$ 36.000,00, o empreendedor poderá se enquadrar

como empreendedor Individual – MEI, ou seja, sem sócio. Neste caso,

os recolhimentos dos tributos e contribuições serão efetuados em

valores fixos mensais conforme abaixo:

O empresário não precisa recolher os tributos acima (nem pelo sistema

unificado), exceto: ISS e ICMS independente do faturamento, quando

devido de acordo com o ramo de negócio, para este caso:

I - Sem empregado

• R$ 51,15 ® a título de contribuição previdenciária do empreendedor

• R$ 5,00 ® a título de ISS Imposto sobre serviço de qualquer

natureza.

II - Com um empregado

Neste caso o empreendedor recolherá mensalmente, além dos valores

acima, os seguintes percentuais:

• Retém do empregado 8% de INSS sobre a remuneração;

• Desembolsa 3% de INSS patronal sobre a remuneração do

empregado.

Conclusão: Para este segmento, tanto como LTDA quanto MEI, a

opção pelo Simples Nacional sempre será muito vantajosa sobre o

aspecto tributário, bem como nas facilidades de abertura do

estabelecimento e para cumprimento das obrigações acessórias.

Fundamento Legal: Leis Complementares 123/2006, 127/2007,

128/2008 e Resoluções do CGSN – Comitê Gestor do Simples

Nacional.

Eventos

Fiaflora Expogarden – São Paulo

www.fiaflora.com.br

www.hidroponia.com.br – site informativo sobre vários eventos na

área

Congresso Brasileiro de Floricultura e Plantas Ornamentais - o

congresso do ano de 2007 foi realizado na cidade de Goiânia – GO,

sendo cada ano realizado em determinada cidade.

www.congressosgo2007.com.br

O empreendedor deverá estar sempre em contato contínuo com a

EMATER de sua região, bem como com a EMBRAPA e ainda as

Universidades de sua cidade ou região, pois estes órgãos sempre

apresentam oportunidades e eventos relacionados a área de cultivo

diversos.

Entidades em Geral

EMBRAPA – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária

www.embrapa.br

IAC – Instituto agronômico de Campinas

www.iac.sp.gov.br

IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos

Naturais Renováveis

www.ibama.gov.br

MMA – Ministério do Meio Ambiente – CONAMA

www.mma.gov.br

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

www.agricultura.gov.br

IBRAFLOR – Instituto Brasileiro de Floricultura

www.ibraflor.com.br

EMATER

www.emater.(indicar a sigla do estado).gov.br, por exemplo:

www.emater.df.gov.br

Normas Técnicas

O empresário deverá estar atento a algumas legislações e normas que

regulamentam o seu segmento empresarial, que é o de uma empresa de

reciclagem.

a) Lei n°. 6.938/81. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio

Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação-

Regulamentada pelo Decreto nº. 99.274/1990, Alterada pela Lei nº.

7.804/1989, Lei nº. 8.028/1990, Lei nº. 9.960/2000, Lei nº.

9.966/2000, Lei nº. 10.165/2000 e Lei nº. 11.284/2006.

b) Lei nº. 9.605/98. Dispõe sobre as sanções penais e administrativas

derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente –

Alterada pela Lei nº. 9.985/2000, Lei nº. 11.284/2006 e Medida

Provisória nº. 2.163-41/2001.

c) Lei nº. 7.754/1989 – Estabelece medidas para a proteção das

florestas existentes nas nascentes dos rios e dá outras providências.

d) Levantar junto a Vigilância Sanitária do município que estará sendo

instalada a empresa de cultivo de flores e plantas ornamentais, visando

dota-la de todos os pontos requeridos para que não haja contaminação

de rios, lagos e solo;

e) Resolução nº. 258 do CONAMA (Conselho Nacional do Meio

Ambiente);

f) Atentar também aos preceitos das normas de gestão ambiental as

denominadas ISO, principalmente as ISO 14.000, 14.001 e 14.004.

Legislação para a exportação

g) Lei nº. 9.456, de 25 de abril de 1997 – Institui a Lei de Proteção de

Cultivares e dá outras providências.

h) Decreto nº. 2.366 de 05 de novembro de 1997 – Proteção de

cultivares.

i) Portaria nº. 527 de 31 de dezembro de 1992 – MAPA – Institui o

Registro Nacional de Cultivares.

j) Portaria 264 de 14 de setembro de 1988 – MAPA - Portaria do

Secretário de Desenvolvimento Rural do Ministério de Agricultura e

Abastecimento, que inclui no Registro Nacional de Cultivares – RNS.

Glossário

Alporquia: Tipo de reprodução vegetal que consiste em enterrar um

ramo de planta, ainda preso a ela, para constituir, depois de enraizado

em um novo exemplar, uma vez separado da planta-mãe.

Biodegradação: Decomposição de substância biodegradável.

Biodegradável: Diz-se de substância suscetível de decomposição por

microrganismos.

Biodiversidade: A existência, numa dada região, de uma grande

variedade de espécies, ou de outras categorias taxonômicas (como

gêneros, etc.) de plantas ou de animais.

Microrganismos: Designação comum a organismos microscópicos,

como, p. ex., bactérias, vírus, fungos e protozoários

Lay-out: distribuição de mobiliário, máquinas e outros itens que

compõe uma empresa, com vistas a deixar o ambiente o mais

agradável possível, tendo um amplo aproveitamento de espaços.

ERP (Enterprise Resource Planning): é um software de gestão

integrada de empresas.

Degradação: deterioração de algo, nesse estudo o meio ambiente.

Import Permit: documento que contém as normas que devem ser

atendidas e as exigências do país exportador, que é emitido pelas

Câmaras de Comércio.

Defensivos: Produto químico utilizado no combate e prevenção de

pragas agrícolas; agrotóxico.

Forcado: Instrumento de lavoura, que é uma haste terminada em duas

ou três pontas do mesmo pau ou de ferro; garfo.

Dicas do Negócio

O candidato a empresário no segmento de cultivo de flores e plantas

ornamentais deve entrar nesse negócio consciente de que terá que estar

presente tempo integral, principalmente no início das atividades do

novo empreendimento, tanto na parte comercial, quanto operacional e

na gestão financeira do negócio.

Com a tendência mundial de preservação ambiental, o empreendedor

deverá inserir-se nesse mercado visando à valorização do meio

ambiente, respeitando as leis que regulamentam esse setor,

transformando o processo de cultivo de flores e plantas ornamentais

em uma atividade rentável financeiramente aproveitando o grande

apelo popular de praticamente todas as nações mundiais de não

impactar o meio ambiente. Melhor ainda se conseguir eliminar a

aplicação de defensivos agrícolas anti-pragas, passando adotar a

produção com processos exclusivamente orgânicos.

Características específicas do empreendedor

O empreendedor que tender a iniciar uma empresa de cultivo de flores

e plantas ornamentais, deve ter algumas características básicas, tais

como:

1. Ter conhecimento específico sobre cultivo de flores e plantas

ornamentais e suas diversas variações de espécies e a adequadas

tecnologias a serem aplicados no processo produtivo;

2. Este conhecimento requer habilidades para analisar e decidir sobre o

plantio de sementes, mudas ou outras formas de cultivar flores e

plantas ornamentais;

3. Estar amparado nas tendências de mercado, ser capaz de elaborar e

até mesmo alterar o viés de sua empresa na busca de atingir o que os

consumidores esperam das empresas de cultivo de flores e plantas

ornamentais. Com isto o empreendedor está agregando valor ao seu

produto final, fato que irá melhorar e muito sua atuação perante aos

consumidores desse segmento;

4. Buscar melhorar o nível de seu negócio, tanto com a participação

em cursos específicos sobre cultivo de flores ou plantas ornamentais.

Vincular-se aos novos processos tecnologicamente avançados

passíveis de aplicação na produção de flores e plantas ornamentais,

biodiversidade;

5. Ter habilidade no tratamento com pessoas: colaboradores, clientes,

fornecedores, enfim, com todos que de forma direta ou indireta tenha

ligação com a empresa;

6. Ser empreendedor com visão prospectiva, atuando com antecipação

de tendências. Ter visão de futuro no sobre as demandas do mercado

consumidor, além de estar sempre antenado com as inovações

tecnológicas e de cultivo;

7. Manter seu empreendimento incluindo as áreas de plantio,

estocagem de produtos e equipamentos agradavelmente limpas,

fazendo com que este requisito seja um ponto positivo no seu

segmento empresarial;

8. Além destas características acima listadas o empresário de cultivo

de flores e plantas ornamentais tem que ser uma pessoa extremamente

criativa, sempre com capacidade de sugerir ou mesmo criar formas

inovadoras de utilização de seus produtos tendo como objetivo de

estar sempre a frente de seus concorrentes.

Bibliografia Complementar

EMBRAPA – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária

www.embrapa.br

IAC – Instituto agronômico de Campinas

www.iac.sp.gov.br

IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos

Naturais Renováveis

www.ibama.gov.br

MMA – Ministério do Meio Ambiente – CONAMA

www.mma.gov.br

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

www.agricultura.gov.br

IBRAFLOR – Instituto Brasileiro de Floricultura

www.ibraflor.com.br

EMATER

www.emater.(indicar a sigla do estado).gov.br, por exemplo:

www.emater.df.gov.br

SEBRAE-MG – www.sebraemg.com.br

SEBRAE-MT – www.mt.sebrae.com.br

UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS – www.ufg.br

www.empregoerenda.com.br

 
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