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Cultivo de flores Apresentação do Negócio Flor é sinônimo de beleza, expressa sentimento de carinho e amor, paixão e amizade. Por isso torna-se uma atividade comercial bastante promissora considerando a prática de seu cultivo adequado. Tal cultivo envolve em sua cadeia produtiva uma série de profissionais e direcionamento para seus produtos, pois tanto poderá ser cultivado flores que atendam a demanda de amantes da jardinagem, quanto as flores de corte para comercialização pelas floriculturas ou ainda para utilização em vasos. O comércio de flores, apesar das novas tecnologias de produção oferecerem o produto final em todas as estações e meses do ano, apresentam consumo mais acentuado em algumas datas comemorativas, tais como dia dos namorados, dia das mães, dentre outras datas especiais. Assim os cultivadores de flores devem estar preparados para aumentar sua produção nestas sazonalidades. Mercado O segmento de mercado de cultivo de flores no Brasil tem apresentado um crescimento bastante interessante, tanto assim que no mundo o mercado de flores tem movimentado anualmente cerca de US$ 94 bilhões. O Brasil participa com US$ 2 bilhões anuais desse mercado, representando, portanto, 2,128% do total mundial movimentado. Há grandes possibilidades de crescimento do mercado interno e externo, já que o montante exportado atualmente atinge cerca de US$ 15 milhões ao ano. Baseando-se nas estatísticas do mercado mundial e avaliando a fatia do mercado de cultivadores de flores ocupado pelo Brasil, percebem-se ótimas perspectivas de crescimento desse setor. Para isso torna-se fundamental a disposição do empreendedor para montar uma linha de cultivo de flores extremamente profissional, voltada para o cumprimento das normas de e de proteção ambiental. Um produtor que respeita o meio ambiente aumenta a aceitação de seus produtos no mercado interno e principalmente o mercado externo. Normalmente a produção de flores e também plantas ornamentais poderá ter um faturamento anual bastante interessante, podendo chegar, dependendo do nível do desenvolvimento tecnológico do empreendimento, em torno de 50 a 100 milhões de reais, quando seu negócio atingir a devida maturação. Para um faturamento do porte citado acima será necessária a contratação de 10 a 20 pessoas por hectare. Atualmente o Brasil conta aproximadamente 6.000 (seis mil) produtores/cultivadores de flores e plantas ornamentais, sendo que a grande maioria está localizada no estado de São Paulo. Ressalta-se que esses números referem-se a produtores formais, ou seja, com empresa constituída. Localização O empreendedor deverá buscar uma área localizada na zona rural, mas tendo o cuidado para que tenha proximidade com as cidades. O contato com a zona urbana é bastante intenso incluindo nesse processo a contratação de mão-de-obra fixa ou mesmo temporária. Caso não seja viável por diversos motivos fazer o cultivo próximo a zona urbana, o empreendedor deverá dar preferência para propriedade com proximidade a rodovias, facilitando o transporte da produção para os centros distribuidores ou mesmo consumidores intermediários (floriculturas). O empreendedor deverá solicitar uma análise do solo num laboratório qualificado no momento em que encontrar a área para a implantação do centro de cultivo de flores e plantas ornamentais. A produção dependerá da qualidade do solo e da capacidade de ajuste às condições idéias de plantio para ter uma capacidade produtiva expressiva. Os principais pontos analisados são: a acidez do solo, salinidade, solos rasos, com ausência de oxigênio em época(s) do ano e solo com limitação para uso agrícola, solo contaminado, etc.. Outro ponto fundamental para definição da localização é a existência de água na propriedade a que se destinará a implementação do empreendimento. O ideal é que tenha riachos, córregos, açudes ou algum tipo de reservatório natural de água. Ressalta-se que na definição da localização o empreendedor deverá observar o espaço para montagem de sua área produtiva (cultivo de flores e plantas ornamentais), de preferência, seja efetivada em uma área que ofereça condições de ampliações futuras, pois o empreendedor sempre deverá iniciar um negócio pensando no crescimento empresarial. Exigências legais específicas O empreendedor deverá cumprir algumas exigências iniciais e somente poderá se estabelecer depois de cumpridas, são elas: Etapas do Registro 1ª Etapa: a) Registro da empresa nos seguintes órgãos: - Junta Comercial; - Secretaria da Receita Federal (CNPJ); - Secretaria Estadual de Fazenda; - Prefeitura do Município para obter o alvará de funcionamento; - Enquadramento na Entidade Sindical Patronal (empresa ficará obrigada a recolher por ocasião da constituição e até o dia 31 de janeiro de cada ano, a Contribuição Sindical Patronal); - Cadastramento junto à Caixa Econômica Federal no sistema “Conectividade Social – INSS/FGTS”. - Corpo de Bombeiros Militar. b) Visita a prefeitura da cidade onde pretende montar a seu negócio de cultivo de flores, visando identificar se a localidade (zona rural) escolhida oferece algum restrição para implantação deste tipo de empreendimento, já se for em uma zona urbana (desaconselhável) terá que ser feito consulta de local e emissão das certidões de Uso do Solo e Número Oficial. Caso o empreendedor pretenda inserir nesse mercado de cultivo de flores e plantas ornamentais e atuar na área de exportação irá precisar cumprir os seguintes pontos: • Registros administrativos: - Registro no EDA (Escritório de Defesa Agropecuário); - Registro no IBAMA; - Registro no SICOMEX. • Documentos mais comuns na exportação de flores e plantas ornamentais: - Documentação sanitária específica; - Documento aduaneiro da mercadoria; - Nota fiscal de venda. Nos embarques marítimos o IBAMA solicita a apresentação do ATPF (Autorização para Transporte de Produtos Florestais); - Cópia do conhecimento de carga; - Plano de carga; - Fatura comercial; - Lista de embarque (variedade/caixa); - Pedido de inspeção de sanidade vegetal; - RE (Registro de Exportação); - DDE (Declaração de Despacho de Exportação). O exportador deve ainda providenciar o documento de protocolo oficial das exigências sanitárias e outras restrições do País Importador (Import Permit), que é fornecido pelas câmaras de comércio dos países de destino e que normalmente funcionam em território brasileiro. Estrutura O tamanho da estrutura varia de acordo com o interesse e a expectativa do empreendedor. Deve-se ficar atento aos aspectos específicos, tais como: o tipo de clima para as várias estações do ano, o clima regional do local que será implantada a empresa de cultivo de flores e plantas ornamentais. Observe os detalhes abaixo: 1. O ideal é ter um viveiro para cada tipo/espécie de planta; 2. Deve-se destinar uma área para instalação da parte administrativa e operacional: a. Área para armazenamento dos equipamentos utilizados no processo produtivo das flores e plantas ornamentais; b. Área para o armazenamento dos defensivos e adubos; c. Área para armazenamento dos vasos e outras embalagens, a serem utilizados para o transporte das flores e plantas ornamentais. Todos os espaços indicados acima devem ser dotados de lay-out adequado, respeitando a facilidade de movimentação, bem como ser parte integrante do processo integrado com a área de estoque dos adubos e defensivos, visando ter maior mobilidade durante o processo produtivo de aplicação desses itens tão importantes no aumento da produtividade. Pessoal Para esse tipo de empreendimento haverá uma grande variação no quantitativo de pessoal, pois nesse segmento empresarial existem alguns núcleos de trabalho definidos: 1. Linha de produção/cultivo – para atuar nos viveiros o número de pessoas dependerá da área plantada. O ideal é utilizar entre 10 a 20 pessoas por hectare cultivado. Neste grupo deve constar pelo menos um profissional especializado na área de botânica, agronomia ou áreas afins, que deverá ser o responsável técnico por toda a produção/cultivo das flores e plantas ornamentais. As principais atividades na área de produção/cultivo são: higienização dos viveiros e canteiros, semeadura, repicagem, manutenção das estufas e participar da colheita. 2. Área administrativa e financeira – o número de pessoas dependerá do tamanho do empreendimento e suas implicações administrativas, financeiras e operacionais. É possível iniciar com duas pessoas, sendo que uma delas deverá cuidar da área de compras também. 3. Área comercial – o ideal que se tenha dois profissionais de vendas para colocar o produto nas floriculturas ou outros pontos de vendas. 4. Área de embalagem – no início pode-se utilizar cerca de duas pessoas para atuar na área de acondicionamento em vasos, embalar em caixas específicas e também processar o trato cultural nas flores e plantas ornamentais, visando apresentar melhor qualidade do produto final. 5. Distribuição/entrega – uma ou duas pessoas para realizar as entregas nos pontos de vendas ao consumidor final. É primordial que o proprietário do negócio esteja presente em todas as operações da empresa, acompanhando a linha de produção/cultivo e a gestão administrativa e financeira da empresa. Caso o empresário considere importante a contratação de um gestor para as questões administrativas e financeiras, ele terá mais tempo para fazer a alta gestão de seu empreendimento, principalmente na área de produção/cultivo. Desta forma, evitará o acumulo de funções. Equipamentos Os equipamentos necessários são: a) Bombas de pulverização; b) Reservatório de calda; c) Adubadeiras; d) Mangueiras; e) Sistema de irrigação; f) Tubetes; g) Sementeiras; h) Vasos; i) Suporte para vasos; j) Câmera frigorífica; k) Limpadores de rosas; l) Sacos; m) Latas; n) Embalagens; o) Pás; p) Enxadas; q) Cavadores; r) Forcados; s) Regadores; t) Tesouras de Poda; u) Equipamentos de escritório (computador, telefone, fax e impressora). A parte tecnológica é extremamente importante para o controle de produção/cultivo, estruturando os indicadores de capacidade produtiva de cada viveiro e espécie, vinculada a produção efetiva. Também efetua o controle de aplicações de adubos e inseticidas segundo as necessidades de cada espécie, controla automaticamente a irrigação, além é claro da gestão administrativo-financeira, gestão comercial, enfim a gestão geral do negócio. A inclusão da tecnologia nesse segmento fará um grande diferencial, já que é necessário ter um amplo controle de todas as etapas produtivas, tanto no cultivo, produto final e comercialização, agregado ainda a rigorosa programação de controles de distribuição do produto final aos pontos de vendas. Diante disso, será fundamental contar com um software de ERP que possibilite a gestão integrada da empresa em todas as suas áreas, inclusive possibilitando o controle de custos de produção para melhorar o resultado operacional da empresa. Matéria Prima / Mercadoria Os produtos desse segmento de mercado são: • Flores diversas para venda a distribuidores ou floriculturas; • Vasos com flores ou plantas ornamentais; • Mudas e botão. Organização do processo produtivo O empreendedor deve buscar conhecer bem os ciclos das flores e plantas ornamentais que serão cultivadas. Esse conhecimento torna-se primordial, pois cada espécie de flor ou planta ornamental tem a época e as condições de solo e clima adequadas para o plantio. Segue abaixo um descritivo das condições requeridas para algumas espécies de flores e plantas ornamentais. Planta: Lírio da Paz Propagação: Semente, divisão por touceiras ou micropropagação. Temperatura: 5º-15º Luz: Indireta, em grande quantidade. Solo: Úmido, mais sem encharcar. Florescimento: De janeiro a março e de julho a setembro. Ambiente: Interno. Planta: Mandevilla Propagação: Por sementes ou estacas. Temperatura: 24º-26º Luz: Luz solar plena Solo: Úmido mais sem encharcar Florescimento: O ano todo, um pouco menos no inverno. Ambiente: Externo Planta: Pupunha Propagação: Por mudas Temperatura: 22º-26º Luz: Pelo sol. Solo: Moderadamente úmido. Florescimento: De Agosto a dezembro. Ambiente: Externo. Planta: Cananga do Japão Propagação: Divisão de rizomas. Temperatura: Indiferente Luz: Luz solar plena e meia sombra. Solo: Rico em matéria orgânica. Florescimento: Na primavera Ambiente: Planta: Rainha da Noite Propagação: Estacas de caule Temperatura: 18º-32º Luz: Luz solar plena Solo: Moderadamente úmido. Florescimento: Final da primavera e início do outono. Ambiente: Indiferente Planta: Onze horas Propagação: Sementes ou estaquia de pontas de ramo. Temperatura: Indiferente Luz: Sol pleno Solo: Levemente secos. Florescimento: Da primavera até o verão. Ambiente: Externo Planta: Alpínia Propagação: Divisão de rizomas. Temperatura: 24º-30º Luz: Luz solar plena. Solo: Moderadamente úmido, sem encharcar. Florescimento: No verão e no outono. Ambiente: Externo Planta: Antúrio Propagação: Por divisão de touceiras. Temperatura: 25º-30º Luz: Meia sombra Solo: Moderadamente úmido, sem encharcar. Florescimento: O ano todo. Ambiente: Externo e Interno. Planta: Azaléia Propagação: Estacas de galho. Temperatura: 10º-20º Luz: Sol pleno e meia sombra. Solo: Moderadamente úmido, sem encharcar Florescimento: Inverno e início da primavera Ambiente: Externo Planta: Avencas Propagação: Por esporos Temperatura: Indiferente Luz: Meia sombra. Solo: Moderadamente úmido, sem encharcar. Florescimento: O ano todo. Ambiente: Externo e Interno. Planta: Boca-de-leão Propagação: Por meio de sementes Temperatura: 20º-24º Luz: Sol pleno Solo: 20º-24º Florescimento: Inverno e Primavera Ambiente: Externo Planta: Bromélias Propagação: Por sementes e brotos que surgem dos rizomas. Temperatura: Temperaturas elevadas. Luz: Bastante claridade, mais com luz difusa. Solo: Todo tipo de solo. Florescimento: Verão. Ambiente: Externo e Interno Planta: Calceolária Propagação: Por meio de sementes ou estacas. Temperatura: Indiferente Luz: Luz solar indireta. Solo: Úmido mais sem encharcar. Florescimento: Fim do inverno e durante a primavera Ambiente: Indiferente Planta: Calêndula Propagação: Por meio de sementes. Temperatura: 08º-16º Luz: Sol pleno Solo: Úmido mais sem encharcar. Florescimento: O ano todo. Ambiente: Externo e Interno. Planta: Camélia Propagação: Por meio de sementes ou estacas. Temperatura: Amena Luz: Meia sombra. Solo: Moderadamente úmido, sem encharcar. Florescimento: Outono e Inverno Ambiente: Externo e Interno. Planta: Dália Propagação: Por meio de sementes, estaquia das pontas dos ramos ou divisão das raies tuberosas. Temperatura: 18º-20º Luz: Meia sombra no clima quente e sol pleno no frio. Solo: Sempre úmido mais sem encharcar. Florescimento: Primavera e Verão. Ambiente: Externo Interno. Planta: Flor-de-Cera Propagação: Estacas de galho Temperatura: 20º-25º Luz: Muita luz, mais indireta. Solo: Moderadamente úmido mais sem encharcar. Florescimento: Verão Ambiente: Indiferente Planta: Flor de Lis Propagação: Divisão de bulbos, durante o repouso. Temperatura: Indiferente Luz: Luz solar plena. Solo: Arenoso, úmido, sem encharcar Florescimento: Verão Ambiente: Indiferente Planta: Flor de Lótus Propagação: Por meio de sementes ou divisão de rizomas. Temperatura: Sol pleno. Luz: Indiferente Solo: Planta Aquática. Florescimento: Primavera e início do verão Ambiente: Indiferente Planta: Frésia Propagação: Por meio de bulbos perenes. Temperatura: Ameno Luz: Luz solar plena. Solo: Moderadamente úmido mais sem encharcar. Florescimento: No final do inverno e primavera Ambiente: Externo e interno Planta: Fúcsia Propagação: Estaquia de ramos. Temperatura: Ameno Luz: Sol pleno e meia sombra. Solo: Moderadamente úmido mais sem encharcar. Florescimento: Primavera Ambiente: Indiferente Planta: Gardênia Propagação: Estaquia de ponto de ramos. Temperatura: Indiferente Luz: Sol pleno e meio sombra das 11h às 17h. Solo: Moderadamente úmido mais sem encharcar. Florescimento: Inicio da primavera Ambiente: Indiferente Planta: Gérbera Propagação: Por meio de sementes ou propagação de touceiras. Temperatura: 20º-25º Luz: Sol pleno Solo: Sempre úmido mais sem encharcar. Florescimento: No fim do inverno e inicio da primavera. Ambiente: Interno Planta: Girassol Propagação: Por sementes. Temperatura: 18º-30º Luz: Muita luz, mais indireta. Solo: Sempre úmido mais sem encharcar. Florescimento: O ano todo. Ambiente: Interno e externo. Planta: Gloriosa Propagação: Por meio de divisão de rizomas. Temperatura: Indiferente Luz: Luz solar plena. Solo: Arenoso Florescimento: No fim da primavera e no verão Ambiente: Interno e Externo Planta: Helicônias Propagação: Por meio de sementes ou divisão de rizomas. Temperatura: 21º-26º Luz: Luz direta em grande quantidade. Solo: Solo ácido e sempre úmido mais sem encharcar. Florescimento: Inicia no verão, declina no outono e cessa no inverno. Ambiente: Externo Planta: Ipê Amarelo Propagação: Sementes Temperatura: Indiferente Luz: Sol pleno Solo: Fértil e bem drenado. Florescimento: No início da primavera Ambiente: Externo Planta: Kalanchoe Propagação: Por mudas que nascem nas pontas das folhas. Temperatura: 20º-25º Luz: Luz direta em grande quantidade. Solo: Moderadamente úmido. Florescimento: Verão e Outono. Ambiente: Interno e Externo. Planta: Lírio-do-amazônas Propagação: Divisão dos bulbos mais velhos. Temperatura: 15º-29º Luz: Luz indireta em grande quantidade. Solo: Sempre úmido mais sem encharcar. Florescimento: Verão e primavera. Ambiente: Externo e Interno. Planta: Lírios Propagação: Divisão dos bulbos mais velhos. Temperatura: 15º-20º Luz: Luz indireta em grande quantidade. Solo: Sempre úmido mais sem encharcar. Florescimento: Verão e primavera. Ambiente: Interno. Planta: Magnólia Propagação: Divisão dos bulbos mais velhos. Temperatura: 18º-24º Luz: Indiferente Solo: Indiferente, desde que os tratamentos necessários. Florescimento: Da primavera até o verão. Ambiente: Externo Planta: Narciso Propagação: Divisão dos bulbos mais velhos. Temperatura: Indiferente Luz: Luz indireta em grande quantidade Solo: Sempre úmido mais sem encharcar. Florescimento: No final do inverno e na primavera. Ambiente: Indiferente Planta: Orquídea Propagação: Bulbos. Temperatura: 15º-25º Luz: Meia sombra Solo: Sempre úmido mais sem encharcar. Florescimento: Varia de acordo com a espécie. Ambiente: Indiferente Planta: Primavera Propagação: Por alporquia ou por estacas de galhos lenhosos. Temperatura: Indiferente Luz: Sol pleno Solo: Solo mais seco Florescimento: O ano todo. Ambiente: Externo. Planta: Rosas Propagação: Por estaquia de galho ou enxertia. Temperatura: 25º-32º Luz: Sol pleno Solo: Seco Florescimento: Outono e inverno. Ambiente: Externo Planta: Samambaias Propagação: Por meio de esporos ou separação de rizomas Temperatura: Indiferente Luz: Sombreados Solo: Úmido mais sem encharcar Florescimento: Indiferente Ambiente: Externo Planta: Tulipa Propagação: Estaquia de galho e sementes. Temperatura: 4°-10º Luz: Luz indireta em grande quantidade. Solo: Moderadamente úmido mais sem encharcar. Florescimento: O ano todo. Ambiente: Externo Planta: Violeta perfumada Propagação: Por meio de sementes Temperatura: 22º-24º Luz: Sombra Solo: Úmido mais sem encharcar Florescimento: O ano todo Ambiente: Interno Caso o empreendedor não tenha formação e conhecimento suficiente na área de botânica ou agronomia deverá recorrer à contratação de um profissional desta área para coordenar o processo de plantio e manutenção das flores e plantas ornamentais. Seguem os demais processos que possibilitarão a produção/cultivo: 1. Preparo do solo: proceder a análise laboratorial do solo, visando conhecer o pH, fazer a aplicação da desinfecção do terreno, como por exemplo a eliminação de formigas, cupins e outros insetos daninhos que normalmente infestam os terrenos. Da mesma forma deverá ser feita uma limpeza completa da área disponibilizada para o cultivo de flores e plantas ornamentais eliminando as raízes e ervas daninhas. Após as etapas acima deve-se preparar os espaços para montagem dos canteiros, viveiros ou estufas que irão receber o plantio das flores ou plantas ornamentais. Este plantio pode ser efetuado utilizando-se sementes ou mudas. Definido os espaços em que serão cultivadas as flores ou plantas ornamentais, deverá partir então para a preparação do solo. O terreno deverá ser arado e posteriormente remexido com pá e rastelos, buscando com isto eliminar restos de raízes, pedras, galhos, e outras impurezas. Após esse processo o canteiro/terreno destinado ao plantio será nivelado. Neste momento, os produtos destinados a correção de variações do solo, como acidez e outros deverão ser aplicados. 2. Plantio (sementes ou mudas) – após o preparo do solo deve-se partir para o plantio propriamente dito, que irá ocorrer via semeadura ou mudas. Esse processo requer conhecimento de técnicas avançadas para que as sementes tenham a germinação adequada, e as mudas possam crescer. 3. Regadura – é o processo de regar o produto de plantio, segundo critérios técnicos apresentados por profissional tecnicamente qualificado para indicar a melhor forma de aguar cada espécie de flores ou plantas ornamentais. 4. Repicagem – é o ato ou efeito de transferir as pequenas plantas que já germinaram e brotaram para outros ambientes devidamente preparados e adequados para está finalidade. Esse processo também será o momento para fazer o combate de doenças e eliminação de pragas que atacam as plantas. 5. Pragas – existem diversas pragas, por isso a manutenção de combate deverá ocorrer rotineiramente, evitando assim que os viveiros, canteiros ou estufas sejam infectados. Se não forem combatidas adequadamente infestarão todo o cultivo e apresentando doenças variadas, sendo a principal delas as fúngicas. Seguem algumas pragas que atacam o cultivo de flores e plantas ornamentais: a. Pulgões – podem ser pretos, marrons, cinzas e até verdes. Buscam alojar-se nas folhas mais tenras, brotos e caules. Esta praga suga a seiva da planta e deixa as folhas amareladas e enrugadas; b. Cochonilhas – apresentam-se nas cores marrons e amarelos, alojam-se na parte inferior das folhas e nas fendas, além de sugar a seiva das plantas liberam substâncias pegajosa que facilita o ataque e proliferação de fungos; c. Moscas-brancas – pequenos insetos de coloração branca, sua presença pode ser notada ao esbarrar nas plantas infestadas, pode ser percebido também por meio de revoadas de minúsculos insetos brancos. A mosca-branca aloja-se na parte inferior das folhas e alimentam-se da seiva da planta. d. Lesmas e caracóis – são pragas que atacam a noite, furando e devorando folhas, caules e botões florais, chegando a atingir até mesmo as raízes subterrâneas. e. Lagartas – normalmente enrolam-se nas folhas jovens e literalmente devoram os brotos, hastes e folhas novas, formando uma espécie de teia para se protegerem. f. Ácaros – aparenta ser uma aranha de cor avermelhada, ataca flores, folhas e brotos, deixando marcas semelhantes à ferrugem, os ambientes frescos quentes e secos favorecem o desenvolvimento dessas pragas. g. Percevejos – provocam a queda de flores, folhas e frutos, prejudicando novas brotações. h. Tatuzinhos – são pragas comuns em jardins com umidade excessiva, vivem escondidos e alimentam-se de folhas, caules e brotos tenros, transmitem outros tipos de doenças às plantas. i. Nematóides ? esta praga ataca pelo solo. Normalmente as plantas atacadas apresentam raízes grossas e cheias de fendas. j. Formigas – são insetos que cortam as folhas para levá-las ao formigueiro. 6. Doenças – Seguem algumas doenças que infectam os cultivos de flores e plantas ornamentais: a. Pinta-preta – são bastante comuns em roseiras. Os sintomas iniciais são grandes manchas circulares marcadas por anéis concêntricos de cores amarelas e pretas, seguidas de encarquilhamento dos brotos e necrose das folhas. b. Ferrugem – normalmente ataca na primavera, com protuberâncias amarelas, pequeninas, terminando por aumentar e espalhar-se por grandes áreas, causando necrose e queda das folhas. A doença é difundida para os caules e brotos. c. Míldio – percebe-se quando as folhas estão com manchas amareladas ou avermelhadas na face superior e bolor branco-acidentado na face inferior correspondente, as folhas se enrolam e posteriormente caem. d. Oídio ou Cinza – são manchas brancas semelhantes a mofo, que depois se tornam amarelo-avermelhadas e acabam por secar a folhagem. e. Podridão – é o apodrecimento dos frutos, hastes, colo e folhas. Normalmente aparece em locais quentes e mal ventilados, ou como conseqüência do excesso de água e drenagem insuficiente. Automação Como se trata de um processo que requer muitos cuidados, o empresário não deverá medir esforços para que seu empreendimento esteja dotado das mais altas tecnologias tanto no âmbito da automação (aquisição de software ERP) quanto nas inovações no plantio e cultivo das diversas fases em sua cadeia produtiva. Assim torna-se fundamental que todos os processos sejam automatizados, incluindo a catalogação de pragas e doenças, a forma que se apresentam e propalam, buscando estar sempre muito atento a menor possibilidade de infestação de doenças ou pragas. Ter controle tecnológico avançado sobre o tempo de regar as plantas, se possível, via sistema automatizados. Isto cria um substancial crescimento da capacidade produtiva aliado ao menor custo produtivo, o que irá viabilizar melhores técnicas de cultivo e por conseqüência melhores resultados contínuos. Existe a necessidade de registro dos estoques e sua respectiva aplicação para um rigoroso controle de aplicação dos defensivos e adubos, bem como a reposição em tempo hábil, sem contudo manter uma grande quantidade desses produtos estocados. O controle dos custos de produção, dos custos operacionais, e das despesas administrativas são fundamentais para validar o preço de venda de cada produto, considerando o valor agregado na cadeia produtiva. Diante disto o empreendedor deverá buscar no mercado um ERP (Enterprise Resource Planning), ou simplesmente denominado sistema de gestão integrado de empresa, que venha a atender suas necessidades. Após a identificação deste software no mercado, sua instalação deverá ser muito bem estruturada, pois o sucesso deste tipo de software depende basicamente de sua parametrização, ou seja, customização às necessidades do cliente. Tal tarefa deverá ser executada por profissional altamente qualificado que tenha domínio total do software (consultor). Canais de distribuição A distribuição de flores e plantas ornamentais ocorre basicamente das seguintes formas: a) Distribuição direta para floriculturas – é a forma em que o próprio empreendedor viabiliza a entrega às floriculturas. Este método aumenta substancialmente os custos do produto final. No entanto em alguns casos, principalmente no início das atividades, esta ainda possa ser a melhor forma de fazer com que seu produto esteja à disposição dos consumidores no maior número de pontos de vendas (floriculturas). b) Distribuição via distribuidora – outra forma é quando o produtor de flores e plantas ornamentais atua por intermédio de distribuidoras especializadas em comercialização e distribuição de flores e plantas ornamentais às diversas floriculturas distribuídas nas mais diversas regiões do País. Portanto, dependendo da estrutura produtiva, esta opção de canal de distribuição venha a ser bastante interessante. c) Venda em seu ponto de produção – existe também a possibilidade de atuar com uma central de comercialização direta, na qual se vende a produção e as floriculturas retiram diretamente na área de plantio/cultivo. Ressalta-se que este canal de distribuição ocasionará uma grande retração de mercado, pois os mercados mais distantes tornam-se praticamente inacessíveis. Investimentos O investimento varia segundo a concepção e expectativa de produção do empreendedor. Deverá haver uma análise prévia de que espécies de flores e plantas ornamentais que a empresa irá cultivar/produzir. Partindo desta premissa, define-se a área física, tipo de estrutura a ser construída ou locada, dentre outras informações, o que culmina obrigatoriamente no tamanho da área a ser cultivada. Como informação básica para auxiliar na avaliação de espaço e estrutura do local, o que irá influenciar diretamente no montante a ser investido apresenta-se uma estimativa de valores referenciais para o investimento inicial: Itens Qtde. Vlr. Unit. Valor total Bombas de pulverização 4 50,00 200,00 Pulverizador de alta pressão 4 180,00 720,00 Adubadeira 2 3.670,00 7.340,00 Mangueira 10 100,00 1.000,00 Sistema de irrigação 4 2.500,00 10.000,00 Tubete 100 35,00 3.500,00 Vasos 100 37,00 3.700,00 Suporte para vasos - variados 20 45,00 900,00 Câmara frigorífica 1 7.000,00 7.000,00 Sacos para mudas - kg 50 9,00 450,00 Latas – kg 20 10,50 210,00 Pás 10 16,00 160,00 Enxadas – estreitas 10 23,40 234,00 Enxadinha p/jardim 10 18,60 186,00 Cavadeira light 10 48,80 488,00 Cavadeira articulada 10 24,90 249,00 Forcados 10 43,20 432,00 Regadores 10 34,90 349,00 Tesouras de poda 10 38,30 383,00 Total 37.501,00 Equipamentos administrativos Microcomputador 3 1.300,00 3.900,00 Impressora matricial 1 900,00 900,00 Impressora a laser 1 600,00 600,00 Mesa 4 250,00 1.000,00 Cadeiras 12 120,00 1.440,00 Fax 1 450,00 450,00 Telefone 4 50,00 200,00 Total 8.490,00 Total Geral 45.991,00 Os itens relacionados acima são básicos para iniciar um projeto empresarial de cultivo de flores e plantas ornamentais. Poderá haver outros equipamentos que se tornem necessários conforme a concepção e tamanho da empresa a ser estruturada. O imóvel que será locado, adquirido ou mesmo que já pertença ao empreendedor, deverá ser dotado de alguns espaços destinados ao funcionamento da empresa: a) Área administrativa – deverá ter espaço físico para esta finalidade, podendo ser uma casa que já exista na propriedade ou a construção de um ambiente que receba toda a área administrativa, financeira, operacional e comercial, dividido em salas adequadas. b) Área produtiva – para esta área será necessário indicar a construção de viveiros, estufas, canteiros, câmara fria, galpão para estocam dos defensivos, adubos e equipamentos envolvidos no desenvolvimento das atividades operacionais/produtivas da empresa, etc.. Espaços destinados ao processo de produção, onde ocorrerá a semeadura ou plantio de mudas devem, em alguns casos, ser dotados de cobertura com lona adequada. Normalmente usa-se a lona cristal rústica, podendo ser fixa ou móvel. Esta utilização deve ser orientada pelo responsável técnico, já que algumas espécies de flores e plantas ornamentais necessitam de proteção contra os raios diretos de sol, bem como chuva ou outras alterações climáticas. Assim entende-se que o custo para a estruturação dos espaços indicados acima, bem como a aquisição de adubos, defensivos, sementes e mudas seja consumido um valor estimado entre R$ 30.000,00 a R$ 70.000,00. Isto dependerá muito do nível da construção a ser preparada para receber a parte administrativa e também do galpão para acondicionamento dos defensivos, adubos e equipamentos, e do quantitativo inicial que será adquirido em adubos, defensivos, sementes e mudas. Desta forma acredita-se que o montante para implementar uma empresa de cultivo de flores irá girar em torno de R$ 75.000,00 à R$ 115.000,00. Capital de giro Capital de giro é um montante de recursos financeiros que a empresa precisa manter para garantir a dinâmica do seu processo de negócio. O capital de giro precisa de controle permanente, pois tem a função de minimizar o impacto das mudanças no ambiente de negócios onde a empresa atua. O desafio da gestão do capital de giro deve-se, principalmente, à ocorrência dos fatores a seguir: - Variação dos diversos custos absorvidos pela empresa; - Aumento de despesas financeiras, em decorrência das instabilidades desse mercado; - Baixo volume de vendas; - Aumento dos índices de inadimplência; - Pagamento das parcelas de possíveis financiamentos; - Variações bruscas no clima, que venham a comprometer a capacidade produtiva da empresa; - Altos níveis de estoques. O empreendedor deverá ter um controle orçamentário rígido de forma a não consumir recursos sem previsão. O empresário deve evitar a retirada de valores além do pró-labore estipulado, pois no início todo o recurso que entrar na empresa nela deverá permanecer, possibilitando o crescimento e a expansão do negócio. Dessa forma a empresa poderá alcançar mais rapidamente sua auto-sustentação, reduzindo as necessidades de capital de giro e agregando maior valor ao novo negócio. O nível de Capital de Giro para este segmento deverá ser em montante suficiente para suportar a movimentação operacional em torno de 24 meses, sendo este montante elaborado em relação aos desembolsos que compõe o início da empresa. Custos São todos os gastos realizados na produção de um bem ou serviço e que serão incorporados posteriormente no preço dos produtos ou serviços prestados, como: aluguel, água, luz, salários, honorários profissionais, despesas de vendas, matéria-prima e insumos consumidos no processo de produção, depreciação de maquinário e instalações. O cuidado na administração e redução de todos os custos envolvidos na compra, produção e venda de produtos ou serviços que compõem o negócio, indica que o empreendedor poderá ter sucesso ou insucesso, na medida em que encarar como ponto fundamental a redução de desperdícios, a compra pelo melhor preço e o controle de todas as despesas internas. Quanto menores os custos, maior a chance de ganhar no resultado final do negócio. Os custos para uma abrir uma empresa de cultivo de flores e plantas ornamentais devem ser estimados considerando os itens abaixo: 1. Salários, comissões e encargos; 2. Tributos, impostos, contribuições e taxas; 3. Aluguel, taxa de condomínio, segurança; 4. Água, Luz, Telefone e acesso a internet; 5. Produtos para higiene e limpeza da empresa e funcionários; 6. Recursos para manutenções corretivas; 7. Valores para quitar os financiamentos de máquinas e construções; 8. Assessoria contábil; 9. Propaganda e Publicidade da empresa; 10. Aquisição de mercadorias; 11. Despesas com vendas; 12. Despesas com estocagem e transporte. Um ponto fundamental a ser observado pelo empresário de empresa de cultivo de flores e plantas ornamentais é “comprar pelo menor preço”. Uma boa negociação na aquisição dos itens que serão utilizados em seu processo produtivo, tais como: equipamentos, adubos e defensivos trarão ótimos resultados. Diversificação / Agregação de valor Uma das formas de diversificação é atuar em mais de um processo de produção de plantas podem ser flores ou outras espécies plantas que tenham mais de uma aplicação, por exemplo: fins decorativos, vendas para floriculturas com para elaboração de buquês ou ainda com fins medicinais. Com essa variação é possível manter-se atuante em várias frentes comerciais como fornecedor de diversos tipos e espécies de flores e plantas. Assim sempre haverá maiores possibilidades de inclusão no mercado. Em relação à agregação de valor ao produto o empresário deverá se esmerar ao máximo para buscar a excelência produtiva. Observar os fatores que irão agregar o maior valor possível ao seu produto final, de forma que a cadeia produtiva esteja na condição de fornecer flores e plantas variadas aos pontos consumidores ou distribuidores. Divulgação A divulgação de uma empresa de cultivo de flores e plantas ornamentais deverá seguir os conceitos tradicionais da propaganda e os meios de comunicação existente no mercado, por exemplo: Televisão, rádio, outdoors, internet e revistas especializadas. O empresário deverá sempre vincular o seu empreendimento empresarial aos benefícios ambientais promovidos pela sua empresa. É importante divulgar para a sociedade para que sintam a sua empresa como uma “parceira” no processo de manter o meio ambiente despoluído, não oferecendo riscos de impactos ambientais que venham a poluir mananciais de água ou qualquer outra situação de poluição. Diante disto o empresário deverá buscar marketing especializado para divulgar a sua empresa perante os meios de comunicação. Um trabalho de divulgação bem feito resultará sem dúvida numa maior aceitação da empresa. Informações Fiscais e Tributárias É posível optar pelo SIMPLES NACIONAL - Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, desde que a receita bruta anual de sua atividade não ultrapasse a R$ 240.000,00 (microempresa) ou R$ 2.400.000,00 (empresa de pequeno porte) e respeitando os demais requisitos previstos na Lei. Neste regime de tributação diferenciado, o empreendedor poderá recolher os seguintes tributos e contribuições, por meio de apenas um documento fiscal – o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional): • IRPJ (imposto de renda da pessoa jurídica); • CSLL (contribuição social sobre o lucro); • PIS (programa de integração social); • COFINS (contribuição para o financiamento da seguridade social); • ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços); • INSS - Contribuição para a Seguridade Social relativa a parte da empresa (Contribuição Patronal Previdenciária– CPP) Conforme a Lei Complementar nº 128/2008, as alíquotas do SIMPLES Nacional, para esse ramo de atividade, vão de 4,5% até 12,11%, dependendo da receita bruta auferida pelo negócio. No caso de início de atividade no próprio ano-calendário da opção pelo SIMPLES Nacional, para efeito de determinação da alíquota no primeiro mês de atividade, o empreendedor utilizará, como receita bruta total acumulada, a receita do próprio mês de apuração multiplicada por 12 (doze). Se o Estado em que o empreendedor estiver exercendo a atividade conceder benefícios de isenção e/ou substituição tributária para o ICMS, a alíquota poderá ser reduzida conforme o caso. Na esfera Federal poderá ocorrer redução quando se tratar de PIS e/ou COFINS. MICRO EMPREENDEDOR INDIVIDUAL – Se a receita bruta anual não ultrapassar a R$ 36.000,00, o empreendedor poderá se enquadrar como empreendedor Individual – MEI, ou seja, sem sócio. Neste caso, os recolhimentos dos tributos e contribuições serão efetuados em valores fixos mensais conforme abaixo: O empresário não precisa recolher os tributos acima (nem pelo sistema unificado), exceto: ISS e ICMS independente do faturamento, quando devido de acordo com o ramo de negócio, para este caso: I - Sem empregado • R$ 51,15 ® a título de contribuição previdenciária do empreendedor • R$ 5,00 ® a título de ISS Imposto sobre serviço de qualquer natureza. II - Com um empregado Neste caso o empreendedor recolherá mensalmente, além dos valores acima, os seguintes percentuais: • Retém do empregado 8% de INSS sobre a remuneração; • Desembolsa 3% de INSS patronal sobre a remuneração do empregado. Conclusão: Para este segmento, tanto como LTDA quanto MEI, a opção pelo Simples Nacional sempre será muito vantajosa sobre o aspecto tributário, bem como nas facilidades de abertura do estabelecimento e para cumprimento das obrigações acessórias. Fundamento Legal: Leis Complementares 123/2006, 127/2007, 128/2008 e Resoluções do CGSN – Comitê Gestor do Simples Nacional. Eventos Fiaflora Expogarden – São Paulo www.fiaflora.com.br www.hidroponia.com.br – site informativo sobre vários eventos na área Congresso Brasileiro de Floricultura e Plantas Ornamentais - o congresso do ano de 2007 foi realizado na cidade de Goiânia – GO, sendo cada ano realizado em determinada cidade. www.congressosgo2007.com.br O empreendedor deverá estar sempre em contato contínuo com a EMATER de sua região, bem como com a EMBRAPA e ainda as Universidades de sua cidade ou região, pois estes órgãos sempre apresentam oportunidades e eventos relacionados a área de cultivo diversos. Entidades em Geral EMBRAPA – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária www.embrapa.br IAC – Instituto agronômico de Campinas www.iac.sp.gov.br IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis www.ibama.gov.br MMA – Ministério do Meio Ambiente – CONAMA www.mma.gov.br Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento www.agricultura.gov.br IBRAFLOR – Instituto Brasileiro de Floricultura www.ibraflor.com.br EMATER www.emater.(indicar a sigla do estado).gov.br, por exemplo: www.emater.df.gov.br Normas Técnicas O empresário deverá estar atento a algumas legislações e normas que regulamentam o seu segmento empresarial, que é o de uma empresa de reciclagem. a) Lei n°. 6.938/81. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação- Regulamentada pelo Decreto nº. 99.274/1990, Alterada pela Lei nº. 7.804/1989, Lei nº. 8.028/1990, Lei nº. 9.960/2000, Lei nº. 9.966/2000, Lei nº. 10.165/2000 e Lei nº. 11.284/2006. b) Lei nº. 9.605/98. Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente – Alterada pela Lei nº. 9.985/2000, Lei nº. 11.284/2006 e Medida Provisória nº. 2.163-41/2001. c) Lei nº. 7.754/1989 – Estabelece medidas para a proteção das florestas existentes nas nascentes dos rios e dá outras providências. d) Levantar junto a Vigilância Sanitária do município que estará sendo instalada a empresa de cultivo de flores e plantas ornamentais, visando dota-la de todos os pontos requeridos para que não haja contaminação de rios, lagos e solo; e) Resolução nº. 258 do CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente); f) Atentar também aos preceitos das normas de gestão ambiental as denominadas ISO, principalmente as ISO 14.000, 14.001 e 14.004. Legislação para a exportação g) Lei nº. 9.456, de 25 de abril de 1997 – Institui a Lei de Proteção de Cultivares e dá outras providências. h) Decreto nº. 2.366 de 05 de novembro de 1997 – Proteção de cultivares. i) Portaria nº. 527 de 31 de dezembro de 1992 – MAPA – Institui o Registro Nacional de Cultivares. j) Portaria 264 de 14 de setembro de 1988 – MAPA - Portaria do Secretário de Desenvolvimento Rural do Ministério de Agricultura e Abastecimento, que inclui no Registro Nacional de Cultivares – RNS. Glossário Alporquia: Tipo de reprodução vegetal que consiste em enterrar um ramo de planta, ainda preso a ela, para constituir, depois de enraizado em um novo exemplar, uma vez separado da planta-mãe. Biodegradação: Decomposição de substância biodegradável. Biodegradável: Diz-se de substância suscetível de decomposição por microrganismos. Biodiversidade: A existência, numa dada região, de uma grande variedade de espécies, ou de outras categorias taxonômicas (como gêneros, etc.) de plantas ou de animais. Microrganismos: Designação comum a organismos microscópicos, como, p. ex., bactérias, vírus, fungos e protozoários Lay-out: distribuição de mobiliário, máquinas e outros itens que compõe uma empresa, com vistas a deixar o ambiente o mais agradável possível, tendo um amplo aproveitamento de espaços. ERP (Enterprise Resource Planning): é um software de gestão integrada de empresas. Degradação: deterioração de algo, nesse estudo o meio ambiente. Import Permit: documento que contém as normas que devem ser atendidas e as exigências do país exportador, que é emitido pelas Câmaras de Comércio. Defensivos: Produto químico utilizado no combate e prevenção de pragas agrícolas; agrotóxico. Forcado: Instrumento de lavoura, que é uma haste terminada em duas ou três pontas do mesmo pau ou de ferro; garfo. Dicas do Negócio O candidato a empresário no segmento de cultivo de flores e plantas ornamentais deve entrar nesse negócio consciente de que terá que estar presente tempo integral, principalmente no início das atividades do novo empreendimento, tanto na parte comercial, quanto operacional e na gestão financeira do negócio. Com a tendência mundial de preservação ambiental, o empreendedor deverá inserir-se nesse mercado visando à valorização do meio ambiente, respeitando as leis que regulamentam esse setor, transformando o processo de cultivo de flores e plantas ornamentais em uma atividade rentável financeiramente aproveitando o grande apelo popular de praticamente todas as nações mundiais de não impactar o meio ambiente. Melhor ainda se conseguir eliminar a aplicação de defensivos agrícolas anti-pragas, passando adotar a produção com processos exclusivamente orgânicos. Características específicas do empreendedor O empreendedor que tender a iniciar uma empresa de cultivo de flores e plantas ornamentais, deve ter algumas características básicas, tais como: 1. Ter conhecimento específico sobre cultivo de flores e plantas ornamentais e suas diversas variações de espécies e a adequadas tecnologias a serem aplicados no processo produtivo; 2. Este conhecimento requer habilidades para analisar e decidir sobre o plantio de sementes, mudas ou outras formas de cultivar flores e plantas ornamentais; 3. Estar amparado nas tendências de mercado, ser capaz de elaborar e até mesmo alterar o viés de sua empresa na busca de atingir o que os consumidores esperam das empresas de cultivo de flores e plantas ornamentais. Com isto o empreendedor está agregando valor ao seu produto final, fato que irá melhorar e muito sua atuação perante aos consumidores desse segmento; 4. Buscar melhorar o nível de seu negócio, tanto com a participação em cursos específicos sobre cultivo de flores ou plantas ornamentais. Vincular-se aos novos processos tecnologicamente avançados passíveis de aplicação na produção de flores e plantas ornamentais, biodiversidade; 5. Ter habilidade no tratamento com pessoas: colaboradores, clientes, fornecedores, enfim, com todos que de forma direta ou indireta tenha ligação com a empresa; 6. Ser empreendedor com visão prospectiva, atuando com antecipação de tendências. Ter visão de futuro no sobre as demandas do mercado consumidor, além de estar sempre antenado com as inovações tecnológicas e de cultivo; 7. Manter seu empreendimento incluindo as áreas de plantio, estocagem de produtos e equipamentos agradavelmente limpas, fazendo com que este requisito seja um ponto positivo no seu segmento empresarial; 8. Além destas características acima listadas o empresário de cultivo de flores e plantas ornamentais tem que ser uma pessoa extremamente criativa, sempre com capacidade de sugerir ou mesmo criar formas inovadoras de utilização de seus produtos tendo como objetivo de estar sempre a frente de seus concorrentes. Bibliografia Complementar EMBRAPA – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária www.embrapa.br IAC – Instituto agronômico de Campinas www.iac.sp.gov.br IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis www.ibama.gov.br MMA – Ministério do Meio Ambiente – CONAMA www.mma.gov.br Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento www.agricultura.gov.br IBRAFLOR – Instituto Brasileiro de Floricultura www.ibraflor.com.br EMATER www.emater.(indicar a sigla do estado).gov.br, por exemplo: www.emater.df.gov.br SEBRAE-MG – www.sebraemg.com.br SEBRAE-MT – www.mt.sebrae.com.br UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS – www.ufg.br www.empregoerenda.com.br
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